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ca.ta.di.óp.tri.co" Espetáculo Teatral imperdível - SP

image "ca.ta.di.óp.tri.co – adj.1. Relativo ou pertencente tanto à reflexão quanto à refração da luz. “

Por reflexão catadióptrica entende-se a reflexão caracterizada pelo reenvio da luz em direções vizinhas da que a originou.
Habitando recortes no Tempo, quatro atores refletem estados e transitam entre experiências sensoriais, sem uma narrativa linear, privilegiando as sensações provocadas. A Arte é colocada em questão e nosso próprio ofício entra em foco. O que temos a oferecer? Nossa pulsação. Um corpo-dispositivo que brilha, quando a luz de cada espectador incide sobre ele.

Simplicidade e complexidade são o que recebemos como publico de tal espetáculo, assim como inquietações reflexivas da condição humana nas quais por meio de cartazes sensoriais nos vemos refletidos como personagens de uma linearidade fustigante. Montagem imperdível, uma perola brilhante no meio da mesmice padrão. Cabendo resaltar que embora construída com primorosas interpretações de todos os 4 atores fica impossível não se destacar atuação de Antonio Ginco, não por tal ser destoante dos demais atores e sim por ser como sempre detentora de genialidade e brilhantismo.

Apropriação: 1. Espetáculo híbrido baseado em roteiro de Monalisa Vasconcelos. 2. Direção de Leticia Olivares. 3. Com Antônio Ginco, Juliana Calligaris, Lucas Barbosa e Monalisa Vasconcelos. 4. Domingos, 18h, de 5 de agosto a 14 de outubro. 5. R$20,00.

imageLocal: No Estação Caneca: Rua Frei Caneca, 384.

Rua Frei Caneca, 384 – Consolação- São Paulo, SP

Fone 11 2371 5744

atendimento@estacaocaneca.com.br
Fi.cha.téc.ni.ca
Roteiro original: Monalisa Vasconcelos
Dramaturgia coletiva
Organização dramatúrgica e Direção: Leticia Olivares
Elenco: Antonio Ginco, Juliana Calligaris, Lucas Barbosa, Monalisa Vasconcelos
Preparação corporal: Leticia Olivares
Preparação vocal: Juliana Calligaris
Cenário e figurinos: Paulo de Moraes
Iluminação: Fabio Reginato e Lucas Barbosa
Trilha sonora: Leticia Olivares
Operação de luz: Leticia Olivares
Operação de som: Clarissa Olivares Rodrigues e Pedro Darween
Produção gráfica: Lívia Maia e Maura Hayas
Produção geral: Trilhas da Arte Pesquisas Cênicas

 

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This work is licensed under a Creative Commons license.

COOPERATIVISMO NAS ARTES E NA CULTURA

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Sempre fui entusiasta do cooperativismo e ao ver nascer uma incubadora de cooperativas fomentando o desenvolvimento do setor é uma das noticias mais bem vindas para o universo das artes e da Cultura…

Muitos artistas e produtores podem se perguntar : Mas que vantagem eu tenho ao fazer parte e uma cooperativa? A resposta é bem simples: Simplificação no recolhimento de impostos, legalização da atuação artística, recolhimento da previdência social garantido aposentadoria, aquisição de produtos para o fazer artísticos e cultural com menores custos, simplificação , já os produtores tem a vantagem extra de facilitação do pagamento de seus funcionários e técnicos participantes de projetos culturais no que concerne a prestação de contas e o recolhimentos das taxas devidas… e por ai vai… Quem já correu desesperado atrás de uma nota fiscal da empresa de um amigo sabe como não depender da bondade e caridade dos outros para efetivarmos nosso trabalho é algo triste de se vivenciar…

INTEGRA DA NOTICIA SOBRE A INCUBADORA DE COOPERATIVAS:

É criada a mais nova COOPERATIVA CULTURAL BRASILEIRA para auxiliar os profissionais da cultura.

A “Incubadora de Cooperativas de Cultura” lança a COOPCULTURAL PROJETOS
O projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, da Cooperativa Cultural Brasileira / COOPCULTURAL, incentiva a criação de novas cooperativas em todo o Brasil, e a partir de 15 de agosto começa a funcionar a Coopcultural Projetos, a nova criação da Incubadora.
O nascimento desta cooperativa é a resposta a uma crescente demanda do mercado, e que foi detectada pelo Departamento de Projetos.
A presidência da nova cooperativa ficará a cargo de Eliana Barsotti, que era a responsável pelo departamento de projetos na Cooperativa Cultural Brasileira/ Coopcultural Central.
Esta ação, além de minimizar os custos, tem a principal intenção de ampliar e melhorar o atendimento a todos os cooperados da rede COOPCULTURAL, como a Coopcultural Central, Pernambuco, Minas Gerais, etc. Também para o atendimento dos demais interessados que fazem parte do quadro associativo dos variados parceiros como a FEBRACULT (Federação Brasileira das Cooperativas de Cultura), a Unimus (Cooperativa de Música do Espirito Santo), a ADESP (Associação dos Destaques das Escolas de Samba Paulista), a Cooperarte de Salvador, entre outras.
As condições de atendimento e assessoria prestadas pela rede Coopcultural não serão alteradas, continuando, assim, o atendimento e os procedimentos inalterados para a nova Coopcultural Projetos.
Portanto, a partir de 15 de agosto todos os assuntos relativos a projetos e novas filiações deverão ser tratados na nova Cooperativa Cultural Brasileira, a COOPCULTURAL Projetos, situada à Rua Vinte e Quatro de Maio, 188, 9º andar, conjunto 902, Edifício Apolo, República – São Paulo CEP:01041-000 – Telefone: 11-3661-3141 – email:coopculturalprojetos@coopcultural.org.br
SOBRE A COOPCULTURAL PROJETOS
O atendimento a projetos na Cooperativa Cultural Brasileira começou em 2006, o atendimento era feito por Rose Meusburger e Wellington Rodrigues costa. O Departamento de Projetos foi criado oficialmente em agosto de 2007 e Marília de Lima era a responsável e o atendimento era diário e gratuito para todos os cooperados. Bons profissionais passaram pelo departamento como Valéria Martins e Claudia Ferraresso. Atualmente a coordenação era de Eliana Barsotti.
A COOPCULTURAL PROJETOS continuará o atendimento da mesma forma que fazia antes o departamento de projetos, só que agora com autonomia na administração, maior possibilidade de atendimento e redução de custos para a Coopcultural Central.
O time da COOPCULTURAL PROJETOS é composto na sua diretoria por mulheres: Eliana Barsotti, Daisy Cordeiro e Marcia Felippe.
Eliana Barsotti, socióloga, e Marcia Felippe, pedagoga, trabalharam por mais de 20 anos na área social e há dois anos desenvolvem trabalhos na área cultural, estando há um ano na coordenação dos projetos. Daisy Cordeiro é musicista, produtora cultural e empresária.
A COOPCULTURAL Projetos estará durante dois anos sob a consultoria de Marília de Lima, da Coopcultural Central.
SOBRE O PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
A Cooperativa Cultural Brasileira, COOPCULTURAL, vem desenvolvendo o projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, idealizado por Marília de Lima, desde 2009 e incentivando a criação de novas cooperativas em todo o Brasil.
O projeto consiste em identificar grupos de profissionais da cultura já organizados ou que queiram se organizar formalmente. O objetivo em comum é a necessidade de todos na formalização do trabalho, na representação jurídica e na melhoria da performance para o desenvolvimento da carreira, comercialização de produtos e serviços, e elaboração de projetos.
COMO PARTICIPAR DO PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
Os interessados procuram pela Cooperativa Cultural Brasileira para a consultoria gratuita dos procedimentos. Para a formalização e constituição jurídica de uma cooperativa é necessário um mínimo de 20 pessoas. São passadas orientações não só sobre os procedimentos jurídicos e burocráticos de uma cooperativa, mas principalmente como trabalhar no mundo da cultura, suas necessidades, etc. A nova cooperativa usará o mesmo logotipo, estatuto e regras que a Coopcultural Central, a exemplo do conhecido sistema de franquias (apesar de, nesse caso específico, não ser este o termo adotado, uma vez que se trata aqui de cooperativismo). Podemos citar como exemplo de sucesso no setor o sistema das UNIMED´s.
Durante dois anos a nova Coopcultural recebe assistência e orientação da Coopcultural Central, que tem mais de oito anos de experiência na área. Existe também a possibilidade de outras cooperativas já constituídas se unirem nesta rede adotando o mesmo padrão. Cada cooperativa tem seu presidente e sua autonomia. O principal objetivo é criar uma grande rede cultural de parcerias e troca de projetos, informações e experiências. Uma rede que funcione no Brasil e em vários outros países.
A primeira Coopcultural criada via a incubadora foi a de Pernambuco, onde Amanda Lins é a responsável. A segunda, que está em fase de estruturação da nova diretoria, é a de Minas Gerais. Atualmente existem cinco COOPCULTURAL em processo de organização.
OBS: A Cooperativa Cultural Brasileira - COOPCULTURAL Central ainda estará atendendo no mesmo endereço.

Procultura – Avanços e ressalvas

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de André Leão

O Projeto de Lei nº 6722/10, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura, estabelece diversos avanços em relação à atual legislação brasileira de fomento à cultura, tanto para o acesso aos recursos do Fundo Nacional de Cultura – FNC, quanto para o acesso ao incentivo fiscal. Com a finalidade de mobilizar e aplicar recursos para apoiar projetos culturais em todo o país e no exterior, referida lei, até hoje não votada pelo Congresso, visa ampliar os recursos da área, assim como diversificar os mecanismos de financiamento e os investidores.

Elaborado para substituir a Lei Rouanet, o Procultura tenta tornar o arcabouço legal da cultura mais abrangente e dinâmico ao prever novas fontes de recursos para a Cultura, como os provenientes da Loteria Federal, por exemplo.

O projeto renova e aperfeiçoa o Fundo Nacional de Cultura, que a partir de sua aprovação será dividido em nove Fundos Setoriais: das Artes Visuais; das Artes Cênicas; da Música; do Acesso e Diversidade; do Patrimônio e Memória; do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades; de Ações Transversais e Equalização; do Audiovisual; e de Incentivo à Inovação do Audiovisual.

O texto do projeto de lei também tenta estabelecer critérios um pouco mais objetivos e transparentes para avaliar a dimensão simbólica, econômica e social para o uso do recurso público por projetos que buscam incentivos. Tenta também criar critérios na relação entre Estado e sociedade civil para uma melhor destinação dos recursos. Estabelece que no mínimo trinta por cento dos recursos do FNC serão repassados a fundos públicos estaduais e municipais. Um grande avanço na diversificação e regionalização da produção cultural.

Caso aprovado, o Procultura fará do Fundo Nacional de Cultura o principal mecanismo de financiamento do setor, garantindo que os recursos públicos cheguem diretamente aos proponentes. Tudo isso ampliando a participação da sociedade, por meio da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). E derivarão da CNIC outras comissões setoriais que abrangerão os nove fundos existentes e terão elas uma composição paritária do governo e da sociedade civil.

Outro avanço do Projeto de Lei é que tanto pessoas físicas como jurídicas, com ou sem fins lucrativos, terão o direito de apresentar projetos. Ou seja, não se exigirá mais que a instituição tenha de ter na descrição de suas atividades a natureza cultural. O que será necessário será apenas a natureza cultural da iniciativa proposta.

Para muitos produtores culturais, o estabelecimento do prazo de 30 dias (prorrogáveis por igual período) para que o Ministério da Cultura conclua a avaliação de cada projeto cultural é o maior dos avanços, pois atualmente a espera por meses e meses não é incomum.

As ressalvas em relação aos avanços do Procultura começam a aparecer em relação à tentativa de diminuir a burocracia para aprovação dos projetos e para a prestação de contas. É bem certo que ambos os processos parecem que serão menos burocratizados, mas é preocupante que além dos atuais convênios sejam concedidas bolsas e prêmios. E que a prestação de contas tenha foco nos resultados do projeto e não em seus aspectos contábeis. São boas iniciativas, mas são preocupantes em relação à idoneidade, probidade, lisura, transparência, etc.

Uma nebulosa também paira em relação aos FICARTs, fundos financeiros de aplicação na bolsa de valores. O Procultura, pelo atual texto do projeto de lei, estabelece que os FICARTs possam eleger diretamente quais projetos querem apoiar. Tudo sem necessidade de editais, nem comissões, nem eleições, nem seleções etc. E não param por ai os privilégios dos FICARTs. Eles oferecem 100% de incentivo fiscal para quem aplicar em fundos na bolsa de valores. Portanto, distorções como o patrocínio com incentivo público a eventos como o Rock in Rio e outras grandes produções continuarão existindo. E em todos esses casos não precisarão retornar nenhum centavo ao FNC ou aos setores mais fragilizados. Não é demais recordar que esses tipos de projetos costumam ter alto retorno comercial e que são por si só autofinanciáveis. Sem contar que com a possibilidade de “seleção direta” os projetos “dos amigos” sejam financiados sem o menor constrangimento. A contradição fica ainda mais perceptível quando recordamos que não há, por exemplo, 100% de incentivo para se produzir um livro ou uma peça de teatro.

Lamentavelmente o Procultura não avança na direção de mitigar um dos maiores celeumas da atividade cultural no país: a excessiva concentração de recursos públicos incentivando projetos do eixo Rio – São Paulo. Quase sempre para o mesmo pequeno grupo de produtoras e produtores. Tomando como exemplo o setor audiovisual nos anos de 2010 e 2011, mais de 90% dos recursos captados por leis de incentivo foram para produtoras do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O Procultura também não avança a não enfrentar a maior disfunção da atual lei, que permite que as empresas decidam a seu bel prazer quais manifestações culturais merecem ser patrocinadas. Fazendo uso de um dinheiro público, essas empresas fazem, com toda a liberdade que lhes dá a lei, sua escolha (quase sempre comercial), por eventos que certamente trarão maior visibilidade para suas próprias marcas. Ou seja, no meu entender: o governo continuará a abrir mão de sua prerrogativa e de seu dever de decidir para onde irá o financiamento público cultural, para que as empresas privadas decidam por ele, baseadas em suas metas publicitárias.

Para dar um exemplo concreto, recorro ao setor que melhor conheço: o audiovisual. As leis de incentivo, que deveriam, prioritariamente, fomentar a produção independente, acabam beneficiando as empresas que já dominam o mercado. Tanto na Lei Rouanet, quanto na Lei do Audiovisual e na MP 2.228-1 essa distorção acontece. Na Lei Rouanet e em dois artigos da Lei do Audiovisual, as empresas privadas utilizam dinheiro público para promover suas marcas. Ou seja, escolhem os filmes a financiar segundo a possibilidade de retorno publicitário para suas marcas, aspecto regido quase sempre pela possibilidade de sucesso comercial tendo em vista a ligação (indireta e às vezes oculta) com os grandes grupos midiáticos que oferecerão divulgação em seus meios.

Outro tipo de distorção criada pelas próprias leis de fomento ao audiovisual vem de dois outros artigos da Lei do Audiovisual e também da MP no 2.228-1. No primeiro caso a lei permite a dedução de 70% do imposto devido à Receita Federal, oriundo das remessas ao exterior dos lucros obtidos no Brasil por essas empresas estrangeiras, caso se invista em co-produções com produtoras independentes brasileiras. No segundo caso, a MP permite o não pagamento da contribuição Condecine para aquelas empresas que investirem, em co-produção com produtora brasileira, os 3% dos lucros que seriam enviados ao exterior em virtude da bilheteria feita no Brasil com filmes estrangeiros. O problema é que, em ambos os casos, como essas empresas distribuidoras têm a preferência na utilização desses recursos públicos, são elas, as empresas estrangeiras, que fazem a gestão dessas políticas públicas de fomento ao audiovisual. E como são elas as donas do cofre do dinheiro público, estabelecem contratos inviáveis para os produtores independentes.

Essas duas leis e a MP também criam distorções que favorecem enormemente as tevês abertas, detentoras de concessões públicas, o que já é um enorme privilégio, fortalecendo ainda mais uma concentração de mercado.

*Com a colaboração de Jaime Lerner, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD-Nacional)

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André Leão

Vice-presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV) e Diretor de Pesquisa e Projetos da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD-Nacional). Para mais artigos deste autor clique aqui

Fonte Cultura e Mercado

Doações para formação de uma Biblioteca

Vale a pena contribuir com tal iniciativa doando aqules livros já lidos que podem iluminar o caminho de outras pessoas.
Contamos com mais de 500 exemplares (arquivados/classificados e de acesso livre), a qual se vincula ao projeto Ver & Ler Artes Plástica da RobPalazzi Gestão Cultural e Educativa,que dá suporte as ações culturais, lúdicas e pedagógica de ONGs como a Moradia e Cidadania, a qual trabalha com 750 crianças e jovens.
Gostaríamos de ter em nossa biblioteca catálogos,livros de arte que você tenha participado e outro que possam enriquecer nosso trabalho.
Livros/catálogos, esses, que não substituem as obras originais, mas ajudam a ordenar nossa sensibilidade, avivando a memória e permitindo a reflexão, não só das Artes, nas do individuo como ser coparticipante e realizador do processo histórico.
Assim como de conhecermos a produção cultural artística brasileira.
Ao termos um número maior de materiais (livros/ catálogos), nos facilita e exemplifica o trabalho no ensino/oficina, e na divulgação do artista, assim como das instituições artísticas e culturais, em particular, as brasileiras.
Contamos com sua ajuda na disseminação da cultura e na criação de uma sociedade mais sadia, participativa e inclusa.
Desde já ficamos gratos pela atenção.
Cordialmente
Roberto Palazzi
Gestor ROBPALAZZI GESTÃO CULTURAL E EDUCATIVA
Nosso endereço é:
ROBPALAZZI GESTÃO CULTURAL E EDUCATIVA
robpalazzi@gmail.com
1375, rua Padre Estevão Pernet. 1375
Capital, São Paulo, Brasil.
cep 03315-000

São Paulo ganha catálogo com pontos de cultura do estado

 

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC), está disponibilizando aos interessados informações sobre a rede de pontos de cultura do estado de São Paulo.

Os dados poderão ser acessados através do Catálogo da Rede de Pontos de Cultura, publicação da Secretaria de Cultura de São Paulo, em parceria com o MinC.

Em todo o estado são 301 pontos em rede, distribuídos por 176 municípios, atingindo um público direto de 212.817 pessoas e mais de um milhão indiretamente.

O catálogo completo está disponível aqui.

*Com informações do site do MinC

O FIM DOS CAPTADORES DE RECURSOS

 

maio2012 c No inicio das leis de incentivo os captadores de recursos eram os protagonistas do processo, ficando em alguns casos com até 60% dos valores direcionados as alguns projetos... A situação era absolutamente vergonhosa e muitos projetos sequer poderiam ser realizados para atenderem a demanda por dinheiro dos captadores de recursos. Diante deste cenário onde captadores não sérios atuavam como reais atravessadores do processo de efetivação das leis de incentivo foi organizada uma reação do poder publico e os captadores passaram nos termos da lei passara a receber somente 10% dos valores dos projetos até no máximo 100 mil reais. Alguns captadores predadores exigiam dos proponentes quantias por fora alegando que as contas poderiam ser fradadas... Poucos proponentes aceitaram tal desvio de conduta e os que aceitaram não conseguiram viabilizarem a efetivação de seus projetos dispondo de valores abaixo dos aprovados e o costume de superfaturar para os captadores caiu em desuso.

Mas as ações contra os captados seguem sutilmente sendo efetivadas e muitos deles sequer notam que estão na mira do governo, da sociedade e mesmo do universo de produtores culturais e no ano de 2012 vimos ações pontuais que sutilmente diminuíram a relevância dos captadores:

1 - O MINC ao instituir cotas quantitativas e financeiras anuais pra projetos de leis de incentivo permitindo que somente projetos já com cartas de intenção de patrocínio sejam aprovados depois das cotas sejam cumpridas. Tal aspecto fez com que muitos proponentes saíssem a campo antes de inscreverem seus projetos procurando empresas patrocinadoras e como nenhum gasto feito antes da inscrição de um projeto pode ser arrolado na planilha de custos do mesmo tal fez com que cerca de 30% dos projetos não mais tivessem verbas para captadores.

2 - O que foi considerado o tiro de misericórdia nos captadores, foi o tato do MinC tornar publica a lista de empresas que patrocinaram projetos no ano anterior, tal lista serve como uma referencia na qual os proponentes podem tentar acessar diretamente as empresas sem necessitarem do intermediamento de captadores e inúmeros proponentes assim tem agido.

3 - O MINC ao fazer acordos com grandes empresas patrocinadoras também esta restringindo o papel dos captadores e tal esta sendo trocado por editais nos quais os proponentes inscrevem seus projetos diretamente e nenhum captador pode ser arrolado na planilha de custos.

Se as atuais tendências forem mantidas em menos de 5 anos veremos o fim da atuação de captadores nas leis de incentivo. Tal aspecto poderá acarretar o fim de uma atuação profissional associada com as leis de incentivo gerando mesmo o desemprego de tais indivíduos, mas por outro lado cerca de 10% dos recursos voltados para as artes e para a cultura não mais serão desperdiçados somente em detalhes administrativos e burocráticos.

Ou seja, caso a atuação dos captadores seja extinta teremos uma elevação de 10% na quantidade de projetos que poderão ser efetivados com o aporte de recursos que na atualidade segue para tais profissionais.

Na atualidade os captadores ao sentirem tal tendência estão se aglutinando em associações, realizando congressos e tentando articularem contatos políticos que os auxiliem a continuarem recebendo o que recebem...

Diante deste cenário o universo cultural encontra-se ambíguo, visto que se por uma lado se solidariza com indivíduos lutando para garantirem sua lucratividade, por outro sabe que os recursos que eles se apropriam ao executarem seu trabalho poderiam seguir para pagar mais projetos, mais artistas, mais técnicos... Diante desta realidade a opção que todos teremos que fazer em breve será a de dar nosso apoio aos captadores ou aos demais protagonistas ligados aos projetos culturais inscritos nas leis de incentivo.

Por Wellington R Costa

Bienal tem contas bloqueadas por inadimplência

 

Apesar de ter cerca de R$ 11 milhões em caixa, a Fundação Bienal ligou o botão de alarme em relação à realização da 30ª Bienal de São Paulo, cuja abertura está prevista para o dia 7 de setembro.

Motivo: desde o dia 2 de janeiro as contas da instituição estão bloqueadas pelo Ministério da Cultura (MinC) por inadimplência.

"A realização da Bienal está correndo risco, justo agora que estávamos com tudo para fazer uma mostra memorável, já que o curador foi selecionado com dois anos de antecedência e 80% do orçamento está garantido", disse, anteontem, Heitor Martins, presidente da Bienal.

A inadimplência foi decretada devido a um processo da Controladoria Geral da União, que teve início em abril de 2009 (veja quadro ao lado).

Ele apontava irregularidades em 13 processos da Bienal, ocorridos entre 1999 e 2006, nas gestões de Carlos Bratke e Manoel Francisco Pires da Costa.

No total, a Bienal teria feito mau uso de verbas públicas no total de R$ 32 milhões, o que foi noticiado pela Folha na época. É de praxe que entidades inadimplentes tenham as contas bloqueadas pelo MinC.

"Em 2009 eles nos pediram esclarecimentos sobre esses processos e nós fornecemos. No ano passado, chegamos a devolver ao MinC cerca de R$ 700 mil, porque foi alegado que, em 1999, foi consertado o telhado da Bienal sem que a verba estivesse liberada", conta Martins.

Procurado pela Folha, o Ministério da Cultura não respondeu até o fechamento desta edição.

BIENAL EM RISCO

A Fundação Bienal entrou com petição na Justiça Federal solicitando a revisão do caso e espera resolver o problema rapidamente.

"Se não conseguirmos reverter até meados de fevereiro, a situação fica complicada. Já tivemos que atrasar o início de ações do educativo. Enquanto eles analisam o passado, estão inviabilizando o presente", diz Martins.

A 30ª Bienal, com curadoria do venezuelano Luis Pérez-Oramas, tem um orçamento de R$ 30 milhões aprovado pelo MinC.

"Pela nossa experiência, sabemos que podemos realizá-la com menos, algo em torno de R$ 27 milhões, sendo R$ 22 milhões com dinheiro incentivado e R$ 5 milhões de recursos próprios", diz o presidente da Bienal -a quantia bloqueada é a que tem incentivo. "Mas só com R$ 5 milhões teremos que adiar a mostra", conclui Martins.

Fonte >   Folha de São Paulo

Aprovado seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos em espetáculo

 

Projeto de lei da ex-senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que prevê a concessão de seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos em espetáculos de diversão foi aprovado nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A matéria foi aprovada de forma terminativa.

De acordo com a proposta ( PLS 211/10 ), o profissional terá direito a um salário mínimo como seguro-desemprego por um prazo máximo de quatro meses, de forma contínua ou alternada. Para isso, o beneficiário terá de comprovar que trabalhou em atividades da área por, pelo menos, 60 dias nos 12 meses anteriores à data do pedido do benefício e que não está recebendo outro benefício previdenciário de prestação continuada ou auxílio-desemprego. Além disso, é necessário ter efetuado os recolhimentos previdenciários relativos ao período de trabalho, bem como não possuir renda de qualquer natureza.

O projeto altera a lei que trata do Programa do Seguro- Desemprego, do Abono Salarial e institui o Fundo de Amparo ao Trabalhador   (FAT  )- Lei 7.998  /90 . Ao justificar a apresentação do projeto, Marisa Serrano afirmou que a categoria é uma das menos amparadas pela proteção social em nosso país.

Em seu parecer, a relatora da matéria na CAS, senadora Ana Amélia (PP-RS), ressaltou que, apesar de representar uma parcela pequena da população (65 mil trabalhadores ou 0,08% da população economicamente ativa), a categoria é sujeita a desemprego permanente, da ordem de 80 a 85%. Além disso, destacou, quando estão trabalhando, esses profissionais envolvem-se em relações informais de emprego, que ainda são de curta duração.

- As categorias que se pretende proteger, dos músicos, artistas performáticos, incluindo os bailarinos e técnicos em espetáculos de diversão (tais como os cenografistas, figurinistas, iluminadores, etc), constituem um grupo que, a despeito de uma imagem glamurizada, se encontram em situação de grande vulnerabilidade social – observou Ana Amélia.

FONTE: Agência Senado

RECURSOS FINANCEIROS PARA PROJETOS


Quem do Estado de São Paulo desejar durante o ano de 2012 solicitar verbas para exposições de arte pessoais ou coletivas) tem que se inscrever como proponente pessoa física ou jurídica no site http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/PAC, a inscrição vai ate o dia 6/1/2012 (depois só em 2013), o procedimento de inscrição como proponente é fácil e auto explicativo.

Mode de Fazer:
INSTRUÇÕES PARA CADASTRAMENTO DE NOVOS PROPONENTES

PESSOA JURÍDICA e PESSOA FÍSICA

1 - Acesse o Sistema ProAC

2 - Acesse o menu "Proponente"

3 - Acesse o menu "Cadastro" e siga as instruções que serão apresentadas na tela durante o cadastramento

Durante a inscrição será solicitado o envio de documentos digitalizados conforme especificações contidas no artigo 2º da Resolução SC Nº 96, de 22/11/11

Ou seja sacaneie os documentos e os salve em pdf.

Os documentos necessários são:

a) Pessoa física:
- Cédula de Identidade – RG; e
- Cadastro de Pessoa Física – CPF.
b) Pessoa jurídica:
- Contrato ou Estatuto Social da sociedade ou instituição e suas alterações, devidamente registrado, que tenha sede e/ou domicílio no Estado de São Paulo, há pelo menos 02 (dois) anos, constando em seus objetivos e finalidades a realização de atividades culturais e artísticas;
- Ata da eleição da diretoria em exercício registrada;
- Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;
- Certidões Negativas relativas à Seguridade Social (INSS) e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); e
- Cédula de identidade - RG e Cadastro de Pessoa Física - CPF do representante legal da pessoa jurídica que firmou o cadastro de inscrição.
c) Pessoa Jurídica - Cooperativa:
- todos os documentos previstos na alínea “b” para a pessoa jurídica;
- comprovante de que a pessoa física anuente é membro associado individual da cooperativa ou representante de núcleo de produção do projeto proposto;
- comprovante de que a pessoa física anuente tem residência no Estado de São Paulo há pelo menos 02 (dois) anos;
- cédula de identidade – RG da pessoa física anuente; e
- cadastro de pessoa física – CPF do anuente.
III. O proponente, pessoa física ou jurídica, deverá ainda apresentar:
a) Certidão Negativa de Débitos de Tributos e Contribuições Federais;
b) Cópia dos comprovantes de domicílio ou sede há pelo menos 02 (dois) anos no Estado de São Paulo (IPTU, correspondência bancária, contas de água, luz, gás, telefone fixo ou contrato de aluguel de imóvel) em nome do proponente, sendo uma cópia de um comprovante atual e uma cópia de um comprovante de pelo menos 02 (dois) anos atrás;
c) Cópia assinada do Cadastro Geral do Proponente – CGP realizado no site www.cultura.sp.gov.br; (este documento é obtido ao se colocar os dados e impresso e assinado)
d) Currículo que comprove efetiva atuação na área cultural há pelo menos 02 (dois)

É Fácil fazer a inscrição e a SEcult de SP nada cobra, mas se alguém desejar que eu faça eu cobro para ajudar fazer por cada inscrição R$ 50,00.
Não percam esta oportunidade de se inscreverem e realizarem seus projetos sejam de exposição, de livro, oficinas, workshop, cursos, etc... è menos burocrático que abrir uma conta bancaria, tirar documentos, etc...

Pensando as Artes Plasticas em 3 perguntas

Fui arguido em meu facebook para uma monografia.. as peguntas sucitaram intelecções as quais acredito que sejam validas de serem divididas:

 

    • Você poderia dar uma entrevista para minha monografia? Eu estudo Jornalismo e estou falando sobre o discurso da mídia sobre as artes visuais.
      Se puder responder essas perguntas aqui vai ajudar bastante.
      1- O que mais ajuda na hora de divulgar o seu trabalho: redes sociais ou imprensa? Por que?
      Obrigado!

  • Wellington Rodrigues Costa

    • sepia Na atualidade as redes sociais e a imprensa estão únicas, se repararmos algo que é de interesse ou interessante (de um individuo ou grupo) que esta presente em um Jornal é repercutido dentro de redes sociais. Uma boa divulgação amalgama um enfoque entre as redes sociais e a imprensa. Mas cada meio tem suas vantagens e desvantagens: a) Redes sociais: são funcionais se quem vai divulgar um trabalho tenha contatos qualificados, ou seja: potenciais clientes para o produto a ser divulgado; tal só ocorre se os contatos das redes sociais forem construídos com objetivos absolutamente comerciais, havendo uma captação somente de potencias clientes para o produto divulgado, sem isso a divulgação embora alcance um volume expressivo de indivíduos, não obtém os resultados esperados. b) a imprensa é mais focada no no publico objeto da divulgação, pois o setor especifico do publico consumidor de arte e produtos culturais consome determinadas revistas, setores dos jornais; mas a concorrência por espaço de divulgação gratuita é enorme, assim como o custo associado por matérias pagas ou anúncios pagos, maior ainda, o que torna proibitivo ou difícil a obtenção de espaço.

  • 2- Acha a cobertura da midia suficiente? Por que? No que ela peca?

  • Wellington Rodrigues Costa

    • Sim a cobertura da mídia é suficiente dentro do que ela se propõem a fazer e a dimensão que possui.... No setor das artes plasticas e visuais o crescimento exponencial das pessoas que alegam ser artistas plásticos, não foi acompanhado pelo crescimento das mídias, ou seja: há muitos mais artistas procurando divulgação gratuita de seus trabalhos que espaços para a divulgação,o que torna concorrência acirrada por divulgação gratuita, sendo que os mais famosos e realmente inovadores, assim como aqueles que detenham uma acessória de imprensa bem articulada obtenham maior visibilidade sem terem que pagar por anúncios. Aqui e ali vejo muitos preteridos ao desejarem divulgação gratuitas das mídias, se revoltarem contra elas, dizendo que não são democráticas na escolha de quem vão divulgar, tais esquecem que uma divulgação mesmo gratuita envolve custos como a contratação de jornalistas, equipes de filmagem, editores, papel e impressão(no caso dos jornais e revistas), ou seja o que é um aparente divulgação gratuita dentro das mídias tradicionais é extremamente oneroso e mesmo dentro das mídias digitas (jornais virtuais) há o custo de edição e postagem do material e horas de trabalho de quem edita... sendo tal não um ero real das mídias mas uma questão de custos nos quais não há quem pague pelo aspectos de democratização desejados. O erro maior das mídias é que pelo volume de fornecedores de informações (Press Releases) a investigação do meio artístico não corre em profundidade e novas tendencias, aspectos inovadores que não detenham um bom divulgador ou criem factoides que os torne diferenciados perante a massa de ações tão iguais assam sem serem percebidos ou notados e evoluem dentro de seus nichos sme qualquer cobertura divulgacional inicial... ou seja as mídias são hoje quase repositórios de reproduções de Press Releases ( comunicados de imprensa, não sendo mais investigativa no que tange as artes e a cultura).

    • 3- Como vê a situação das artes visuais hoje?

  • Wellington Rodrigues Costa

    • As artes vão bem.. há muitos artistas criando, vendendo, sobrevivendo, outros passando necessidades.. ou seja: seguem como sempre seguiram... mas há um diferencial houve, uma glamorização do fato de ser artistas e tal faz com que muitos objetivem tal fazer sem que ocorresse um ampliação do mercado consumidos, sem uma ampliação volumétrica dos espaços expositivos na mesma proporção. Há também a facilidade dos meios eletrônicos possibilitando que cada individuo "faça arte" usando um ou dos programinhas sem nada terem estudado ou entenderem de arte e sua evolução histórica... Tal fator cria uma competição na qual podemos detectar os verdadeiro artistas ( indivíduos que estudam , aprofundam seus conhecimentos tanto técnicos como os formais dentro das artes) dos curiosos que consideram que ser artista se resume do ato de criar algo bonitinho e palatável... tal aspecto faz que a arte que detenha uma base ou um conceito formal e intelectual que a sustente ser sempre mais valorizada diante de conceitos arcaicos como "Arte pela arte"... sendo que neste rebote temos os aproveitadores e os piratas , os quais roubam sistematicamente a criação de artistas famosos , empregando pastiches ou o mero roubo direto , assinam em baixo a obra, a imprimem em meios digitais e alegam serem artistas e vendem em baciada a preços baixo obras sem real valor de mercado... No mais, no ambiente de criação mais serio a cada dia surgem novas técnicas, novas ferramentes criativas a serem exploradas pelos verdadeiros artistas... lastimavelmente quantidade de espaços para a exposições, a quantidade de mídia não esta acompanhando o crescimento dos verdadeiros artistas e tal faz com que haja uma competição mais acirrada... Sendo que o maior defeito dos artistas plastico e não terem feito o mesmo que os demais artistas fizeram e fazem em massa (Atores, dançarinos, etc) que é usar as verbas das leis incentivo e propostas de fomento para as artes plasticas , há varias concorrências onde por desconhecimento há mais vagas que inscritos, demonstrando que a maioria dos artistas não esta ainda plenamente antenado quanto as verbas que existem para auxiliarem na elaboração de sua produção ou exposição de suas obras.

ARTE DIGITAL SERIA E SEUS DESCAMINHOS

A Arte digital é uma realidade presente e pungente, não se restringido somente a criação de imagens por meios eletrônicos ou sua impressão sobre tela ou papeis usando-se impressoras a base de cera ou outras mais modernas... A arte digital tangencia, também, vídeos e instalações presentes na arte conceitual sendo abraçada por tal corrente artística que lhe proporcionou o merecido status de arte.

Minhas primeiras experiências em arte digital foram no período mais selvagem da computação, mesmo antes do advento da internet, quando expus gravuras impressas em impressoras matriciais em 1988; sempre usei ferramentas digitais para a construção de minhas pinturas e esculturas (executadas manualmente), assim como já atuei e engendrei vídeos conceituais de Arte Digital; diante de tal percurso jamais diria que obras feitas nos meios digitais não são arte como incautos poderiam falsamente tentar alegar.

Mas devemos conceituar bem o que seja arte digital, ela não consiste somente em pegar elementos criados por outros artistas, imprimi-los e assinar o nome em baixo como alguns técnicos tentam sugerir... a arte digital ainda exige a punção criativa em sua elaboração não sendo um meio que se agrega a outros para ser efetivada.

Muitos artistas plásticos, particularmente pintores, tem migrado para meios de impressão digital de seus trabalhos, mas quando fazem tal procedimento optam por birôs técnicos sérios nos quais não corram o risco de terem suas obras ou criações roubadas por novos piratas que alegam ser artistas.

Em são Paulo dois tradicionais birôs podem ser encontrados, espaços estes que a décadas técnicos trabalham auxiliando a artistas a executarem suas obras em modalidades de impressão em metal, lito , xilo e que a mais de uma década exploram os aspectos de impressão digital, são eles: Almavera e Ymagos, locais nos quais os artistas tem a exata certeza que sua criação não será roubada por pessoas desqualificadas ou por criaturas que demonstram nada saberem do fazer artístico e apenas dominam de modo precário a técnica e confundem a pirataria que executam sobre a obra de terceiros como sinônimo absoluto de Arte.

Muitos artistas têm optado por comprarem suas próprias impressoras as quais os valores estão em queda vertiginosa e partirem a produzirem suas próprias obras ou de terceiros... Um método fantástico de libertar-se da necessidade de depender de técnicos... Os processos de impressão são bem similares ao usados em nossas impressoras usuais e tal ferramentas vem acompanhada de programas facilitadores quanto a edição e impressão de imagens.

Conselhos aos artistas ao escolherem técnicos sejam muitos criteriosos evitando contratar os que publicamente se vangloriam que se apropriam ou roubam o trabalho criativo de outros artistas.

Ass. Wellington R Costa

Editor do Jornal Virtual das Artes.

http://www.almavera.com.br/ - Almavera a mais de 25 anos atendendo aos artistas trabalhou e trabalha com os maiores e mais famosos artistas brasileiros, possuindo galeria própria de venda na qual obras originais são comercializadas.

http://www.glatt.com.br/ - Rerecentemente atuou na exposição de Burle Marx.

Sites sobre a história da arte Digital:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_digital

http://industrias-culturais.blogspot.com/2004/02/arte-digital-e-ciberntica-histria.html

http://www.slideshare.net/ppgmkt/arte-digital

http://www.dinalivro.com/catalogo/generalidades-historia-da-arte_0701/arte-digital-novos-caminhos-na-arte-inclui-dvd-_04021250.aspx

A Falsa Democracia Cultural

image O artigo de Odilon Wagner (Apresentado em Cultura e Mercado) é lúcido por nos fazer notar o embrião de como estamos sendo manipulados ate mesmo com o uso de algumas verdades como o adensamento de projetos na região sudeste (verdade), mas que traduz a quantidade esmagadora de artistas de todas as regiões que buscam seu lugar ao sol no cenário nacional e se deslocam para o Sudeste do Brasil, se alguém acha isso indevido não deve atacar as leis de incentivo e os programas de fomento ou qualquer iniciativa que não tente fingir ser democráticas (fazendo uma divisão por estado das verbas ou vagas) quando na verdade não trata todos de modo igual e sim os regionaliza de modo equivocado, pois tais regionalismos não atendem a realidade da distribuição populacional... Se as preocupação fosse seria deveriam atacar outras leis; como aquela que fala que artistas de teatro e cinema para ser considerados profissionais são obrigados a abandonarem os locais onde moram e já atuam e se dirigirem aos grandes centros, principalmente na região sudeste onde conseguem obter ou comprarem os carimbos que os considera profissionais; carimbo estes que às vezes são provisórios (ou seja, provisoriamente alguém é considerado profissional depois de pagar uma taxa e um ano depois se desejar ser considerado novamente profissional paga outra taxa ou segue outros ritos da alegada profissionalização) um verdadeiro escândalo, mas por atender certos cartórios culturais ligados a políticos ninguém comenta ou combate tais desvios.

Sem duvida alguma há algo atrás dos ataques constantes a Lei Rouanet... Aqui e ali vemos políticos querendo intervir nas leis de incentivo fiscal (exemplo parte da bancada evangélica de certos clubinhos de políticos querendo os recursos da cultura para seus pastores, fato este muito combatido pelo setor cultural)...

Mas sejamos realistas há sim uma concentração de projetos em certas regiões do Brasil, mas tal acompanha o percentual populacional de tais regiões e poucos se dão conta deste fato. Tomemos por exemplo a região sudeste que atraiu e atraem artistas de todo o Brasil para seus Teatros, empresas de TVs, galerias, museus, teatros de danças, empresas produtores, publico que prestigiam eventos... Verbas estaduais mais elevadas... Mas nada disso é dito ou avaliado por imperar o conceito pseudo democrático da divisão das verbas pelo numero de Estados que muitos desejam... Mas vejamos os resultados práticos disso: Alguns concursos nacionais que disponibilizam a mesma quantidade numérica de verbas (dividida igualmente entre os vários estados) para setores artísticos abrem inscrições e para digamos 10 vagas para cada estado e vemos na região sudeste mais de 600 inscrições concorrendo a 10 vagas , da região norte umas 2 inscrições para 10 vagas (há um remanejamento de verbas ou as verbas que seriam dedicadas a 8 vagas não são pagas e os recursos direcionados a outras coisas ou indivíduos), ou ... Ou seja, a crueldade que esta dita e aparente democracia gera para as artes e cultura é inadmissível e poderia gerar até os desvios das poucas verbas que possuímos para outras atividades, setores ou interesses.

O Brasil é grande e possui projetos, artistas e enfoques culturais fantásticos e detentores de qualidade em todas as regiões, mas a quantidade em cada região é proporcional a densidade populacional... ou seja, se um projeto é de qualidade ele será superior a outro independente da região na qual seja proposto e não há necessidade de protecionismos tolos como alguns pretendem , pois tais imbecis protecionismos gerar anormalidades nas quais o publico consumidor dos projetos culturais fiquem ainda mais desassistidos do que se encontram, quase sendo castigados por viverem em locais onde haja adensamentos populacionais. Isso não atende a democracia, atende sim interesses poliqueiros outros.

Wellington R Costa

TERCEIRA VIA PARA O DIREITO AUTORAL

O debate sobre a reforma da Lei de Direitos Autorais tem cada vez mais se polarizado entre os que defendem a manutenção do sistema atual e aqueles que querem flexibilizar radicalmente as regras. Posições extremas que levam a um impasse incontornável e perigoso.

Nenhum desses pontos de vista nos parecem equilibrados ou conscientes dos problemas, desafios e possibilidades gerados pela nova ordem digital. Uma proposta conciliadora deverá preservar fundamentos conquistados durante anos de trabalho da classe autoral e também incluir a nova cultura de acesso e consumo de bens culturais. O futuro não deve aniquilar o passado. O passado não pode evitar a chegada do futuro.

A grande questão a ser respondida, como propôs o diretor geral da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), Francis Gurry, é: Como a sociedade pode tornar as obras culturais disponíveis para o maior público possível, a preços acessíveis e, ao mesmo tempo, assegurar uma existência econômica digna aos criadores e intérpretes e aos parceiros de negócios que os ajudam a navegar no sistema econômico? Uma resposta adequada virá de “ uma combinação de leis, infraestrutura, mudança cultural, colaboração institucional e melhores modelos de negócio”, ou seja, será fruto de um pacto entre diversos setores da sociedade.

Diante deste cenário, propomos uma Terceira Via para o debate sobre Direitos Autorais que agrega ideias e expande a abordagem. Entre nossas demandas destacam-se:

1. Defesa do Direito Autoral
Entendemos ser fundamental a preservação do direito autoral – inclusive no ambiente digital. É urgente a criação de mecanismos para remuneração do autor na Internet com o estudo de novas possibilidades de arrecadação no meio digital. Nesse sentido, a meta é uma política que, sem criminalizar o usuário, garanta a remuneração dos criadores e seus parceiros de negócios. Defendemos igualmente maior rigor com rádios e TVs inadimplentes.

2. Associações de Titulares de Direitos Autorais democráticas e representativas
As Associações precisam aprimorar seus mecanismos de decisão, envolver todos os autores e titulares em um ambiente democrático para garantir sua legitimidade mediante representação real e efetiva. Através do uso da tecnologia, as Associações devem modernizar a comunicação com autores e titulares, mostrar transparência, simplicidade e eficiência.

3. Aprimoramento Tecnológico e Transparência do ECAD
Defendemos o fortalecimento e a evolução do ECAD através da modernização e informatização total do sistema de gestão coletiva tanto no mundo real quanto digital. É fundamental a simplificação dos critérios de arrecadação e distribuição com transparência total.

4. Criação de um Órgão Autônomo de Regulação do ECAD
Criação de um órgão – cuja composição precisa ser cuidadosamente estudada – que promova a mediação de interesses, a transparência na gestão coletiva, além da fiscalização e regulação do sistema de arrecadação e distribuição de Direitos Autorais no Brasil.

5. Um ente governamental de alto nível dedicado à Música
A Música precisa ser entendida como força econômica importantíssima – inclusive para exportação da imagem e dos valores de nosso país – que, por se encontrar dispersa, requer aglutinação. A criação de uma “Secretaria da Música”, ligada ao Ministério da Cultura, é essencial para que o governo tenha um ponto de contato com o setor em sua totalidade. Este órgão precisa de poder decisório e capacidade de articulação para agir tanto como ponto focal para que o setor se organize ao seu redor quanto ser o interlocutor dentro do próprio governo, pela transversalidade inerente ao campo de atuação da Música.

Diante da relevância do tema para as políticas culturais do país e do mundo, pelo potencial de geração de riquezas, pela sua importância simbólica, cultural, política e social, pedimos que a reforma do sistema de direitos autorais e a criação da Secretaria da Música sejam entendidas como prioridades para o Estado brasileiro.

Colocamo-nos à disposição do Ministério da Cultura para um dialogo aberto e equilibrado. Temos certeza que juntos podemos construir o mais avançado, moderno e transparente sistema de Direitos Autorais do planeta, e aprimorar nossa Música – cultural e economicamente – através de politicas democráticas.

NOTA: Gostaríamos de registrar nosso repudio a todo e qualquer debate ofensivo e desrespeitoso. Apoiamos, acima de tudo, a troca de ideias inteligente e equilibrada.

Assinam esta Carta: ABMI, Alberto Rosenblit, Alessandra Leão, Alice Ruiz, Alvaro Socci, Ana Carolina, André Abujamra, Antonio Pinto, Antonio Vileroy, Bárbara Eugênia, Barbara Mendes, Béko Santanegra, Benjamim Taubkin, Bernardo Lobo, Blubell, Braulio Tavares, Bruno Morais, Cacá Machado, Cacala Carvalho, Carlinhos Antunes, Carlos Café, Carlos Careqa, Carlos de Andrade, Carlos Mills, Carol Ribeiro, Celia Vaz, César Lacerda, Charles Gavin, Chico Chagas, Clarice Grova, Claudio Lins, Claudio Valente, Cooperativa Cultural Brasileira, Cris Delanno, Cristina Saraiva, Dado Villa-Lobos, Daisy Cordeiro, Dalmo Medeiros, Daniel Campello Queiroz, Daniel Ganjaman, Daniel Gonzaga, Daniel Musy, Daniel Takara, Daniel Taubkin, Daniela Colla, David Mcloughlin, Dé Palmeira, Deborah Cheyne, Dengue (Nação Zumbi), Denilson Santos, Dudu Falcão, Dudu Tsuda, Dulce Quental, Eduardo Araújo, Eduardo Souto Neto, Érico Theobaldo, Estrela Leminski, Evandro Mesquita, Fábio Calazans, Fabio Góes, Felipe Radicetti, Fernanda Abreu, Flavio Henrique, Fórum Nacional da Música, Francis Hime, Geovanni Andrade, Glad Azevedo, Guilherme Kastrup, Guilherme Rondon, Gustavo Ruiz, Hamilton de Holanda, Helio Flanders, Iuri Cunha, Ivan Lins, Ivetty Souza, Jair Oliveira, Jair Rodrigues, Jay Vaquer, James Lima, Jesus Sanches, João Paulo Mendonça, João Sabiá, Jonas Sá, Jorge Vercilo, José Lourenço, Juca Filho, Juliana Perdigão, Juliano Polimeno, Kleiton Ramil, Kristoff Silva, Lea Freire, Leo Cavalcanti, Leo Jaime, Leoni, Luca Raele, Lucas Santtana, Luciana Fregolente, Luciana Mello, Luciana Pegorer, Luísa Maita, Luiz Brasil, Luiz Ayrão, Luiz Chagas, Lula Barbosa, Lydio Roberto, Maestro Billy, Makely Ka, Marcelo Cabral, Marcelo Callado, Marcelo Lima, Marcelo Martins, Marcio Lomiranda, Marcio Pereira, Marco Vasconcellos, Marcos Quinam, Marianna Leporace, Marilia de Lima, Mario Gil, Mauricio Gaetani, Mauricio Tagliari, Max Viana, Michel Freideison, Miltinho (MPB4), Moska, Mu Carvalho, Ná Ozzetti, Nei Lisboa, Nico Rezende, Nina Becker, Olivia Hime, Paulo Lepetit, Pedro Luis, Pedro Milman, Pena Schmidt, Pepeu Gomes, Pierre Aderne, Pio Lobato, Plinio Profeta, Reinaldo Arias, Reynaldo Bessa, Rica Amabis, Ricardo Ottoboni, Ritchie, Roberto Frejat, Rodolpho Rebuzzi, Rodrigo Santos, Romulo Fróes, Sergio Serraceni, Silvio Pellacani Jr (Tratore), Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro, Socorro Lira, Swami Jr., Tatá Aeroplano, Tejo Damasceno, Téo Ruiz, Thalma de Freitas, Thiago Cury, Thiago Pethit, Thedy Corrêa, Tico Santa Cruz, Tim Rescala, Tulipa Ruiz, Veronica Sabino, Zé Renato, Zélia Duncan.

Assine também*:
*Nome completo e profissão/atividade são obrigatórios. Na ausência dos campos, sua assinatura não será computada.
(OBS: você receberá um email para confirmar a assinatura. Se não receber, verifique sua caixa de spam.)

Para assinar entre no site:  http://brasilmusica.com.br/site/destaque/terceira-via/

FSM reúne 123 países, Palestina e Curdistão

Divulgação

O Fórum Social Mundial Dacar 2011 receberá participantes e organizações de 123 países, além da Palestina e Curdistão, durante os seis dias de evento que acontece na capital senegalesa de 6 a 11 de fevereiro. A maioria vem dos vizinhos africanos (45), seguidos dos europeus (29), asiáticos (22), centro-americanos e caribenhos (12), sul-americanos (10), norte-americanos (3) e países da oceania (2), além da Palestina e do Curdistão. A expectativa do Comitê Organizador é de receber 50 mil pessoas.
A marcha de abertura acontecerá dia 6, com saída prevista, às 13h, da sede da Radio Television Senegalaise (RTS) - Triangle Sud x avenue Malick SY-BP, 1.765 -, próxima à Grande Mesquita de Dacar. O local de chegada será a Universidade Cheikh Anta Diop, que abrigará as atividades do Fórum nos dias seguintes, onde a Banda afro-brasileira Ilê Aiyê dará as boas-vindas aos participantes.
As quase mil atividades autogestionadas, propostas por parte das 1.205 organizações inscritas, estarão distribuídas nos 12 eixos temáticos, durante os dias 8 e 9, antecedidas pelo Dia da África e da Diáspora (7) momento de forte expressão no Fórum. Gastos militares, crise alimentar, subdesenvolvimento, agricultura familiar, saúde, seguridades social, acesso à água e a saneamento, lei e governança estão entre os temas que serão dedicados a este dia. Ainda no dia 7, o ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva participará com o presidente do Senegal, Abdou Layewade, da mesa A África na geopolítica mundial, marcada para acontecer das 12h30 às 15h30. Outro presidente confirmado no FSM é Evo Morales, da Bolívia.
Taoufik Ben Abdallah, integrante dos Conselhos Africano e Internacional do Fórum Social Mundial, além do Comitê Organizador, reforça a necessidade de "ouvir os povos". "A situação da Tunísia, Costa do Marfim e Egito recebe eco no mundo por vivenciar situações comuns a vários países. Queremos que o FSM2011 seja como um receptáculo de energias e impulsionador de capacidades dos povos para melhorarem suas próprias vidas. Queremos um Fórum por alternativas populares e democráticas e por valores universais compartilhados."
Para Chico Whitaker, do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, Dacar não será um evento com muitos participantes, como o de Belém (Brasil) que reuniu 150 mil pessoas. "Isso porque de 80% dos países africanos tem 15 vezes menos habitantes que o Brasil. Mas este Fórum será bem-sucedido em muitos outros aspectos. Participantes de outros países no mundo são muito numerosos e contaremos com pessoas importantes como Lula, um ex-presidente do Brasil, que participará como cidadão comum. Além disso, o Fórum de Dacar terá um grande número de encontros pela internet com grupos locais e de vários países (só na França, haverá 70 !)."
A programação geral do evento está organizada da seguinte maneira:
1º dia (6/02/2011): Marcha de Abertura
2º dia (7/02/2011): Dia da África e da Diáspora
3º dia (8/02/2011): Atividades autogestionadas
4º dia (9/02/2011): Atividades autogestionadas
5º dia (10/02/2011): Assembleias de convergência para a ação
6º dia (11/02/2011): Assembleias de convergência para a ação / Encerramento
Mais informacões:
Site oficial do evento: http://fsm2011.org/br

FSM - Jornal iTeia

1º ENCONTRO NACIONAL DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL

O CULTURA BRASIL 2011 – 1º ENCONTRO NACIONAL DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL, a ser realizado no Centro de Convenções SulAmérica, Rio de Janeiro, no dia 03 de maio de 2011, reunirá agentes dos setores cultural, social e das áreas que fazem interface com a cultura, em âmbito nacional.
PAVILHÃO – ENCONTRO DE NEGÓCIOS – 60 estandes.
SEMINÁRIOS: Espaço destinado para as palestras gratuitas que serão realizadas durante todo o dia, dando ênfase aos seguintes temas: Palestra I - Empreendedorismo Cultural; Palestra II - Plano de Negócios Estratégicos; Palestra III - Administração de Organizações Culturais; Palestra IV - Leis de Incentivo à Cultura; Palestra V - Técnicas de Negociação para Captação de Recursos; Palestra VI - Elaboração de Projetos; Palestra VII - Gestão Cultural; Palestra VIII - Administração Financeira, Orçamentos e Prestação de Contas.
WEB – Sala de Imprensa/Transmissão via WEB TV, com chat abertura para perguntas.
O CULTURA BRASIL 2011 - 1º ENCONTRO NACIONAL DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL – é um projeto desenvolvido que visa o encontro de projetos e negócios entre:
Empresários e produtores culturais – com projetos de qualidade e necessidades de compra de produtos e serviços;
Agentes sociais – com seus projetos sociais e necessidades de compra de produtos e serviços;
Fornecedores de produtos e serviços para as áreas da cultura e para o terceiro setor;
Patrocinadores e Investidores de projetos culturais, sociais e das áreas que fazem interface com a cultura;
Agentes de setores que fazem interface com a Cultura – esporte, turismo, gastronomia, meio ambiente, lazer, ciência, tecnologia, comunicação, educação, moda e outros – com seus projetos e necessidades de produtos e serviços.
Serão criados foruns permanentes de negócio, através da instalação de uma Rede Digital de Projetos Sócio-Culturais no site www.portalculturabrasil.com.br, com o compromisso de não se encerrar as negociações no ENCONTRO, mas sim, continuar comprando e vendendo, reunindo agentes de forma permanente e cada vez mais ampliada, com critérios de seleção de qualidade, ao longo dos meses pós-evento.
Disponibilizar o Catálogo Digital de Negócios e Agentes Sócio-Culturais no PORTAL, divulgação de serviços relacionados à cultura.
Local:
Centro de Convenções SulAmérica - Rio de Janeiro
Av Paulo de Frontin, 01
O Encontro tem como estimativa a participação de:
5.000 visitantes;
640 Participantes nas Palestras;
60 expositores;
1.000 agentes culturais cadastrados no PORTAL, para divulgação de seus produtos e/ou serviços;
Formação de banco de dados de todos os participantes do ENCONTRO, para formação de rede digital;
Divulgação de todos os números apurados durante o ENCONTRO (participantes, empresas visitantes e sumário dos principais resultados obtidos e mensurados pela realizadora).
O público alvo abrangido no Encontro será de: profissionais, artistas e estudantes da área cultural e áreas que fazem interface, sem distinção de idade ou classe social, pois a entrada será franqueada ao público.
O segmento empresarial abrangido no Encontro será de micro e pequenas empresas ligadas a cadeia produtiva cultural, e também, de empresas patrocinadoras brasileiras.
A abrangência do Encontro será à nível nacional, não havendo qualquer restrição nas participação de empresas, desde que sediadas no Brasil.

Curso Técnicas Especiais em Arqueometria

Curso Técnicas Especiais em Arqueometria ministrado pelo pelo Professor Giovanni Ettore Gigante.
(Restauração e pesquisa sobre a idade e origem dos objetos arqueológicos e artísticos)
Local: IFADT/UERJ – Sala 3116 F – Pavilhão João Lyra Filho
Dias: 14, 16 e 18 de fevereiro de 2011
Horário: 10 às 12 horas
A OPORTUNIDADE É ÚNICA. O CURSO É GRATUITO e as vagas são limitadas.
Abraços pra todos.
Enviem um email para ifisadt@gmail.com
Assunto: Inscrição no Curso Técnicas Especiais em Arqueometria
Abaixo o MODELO DA FICHA DE INSCRIÇÃO:
_______________________________________
Senhor Responsável pelo Curso
Arte e Arqueometria/Minicurso na UERJ
ifisadt@gmail.com
Apresento a minha inscrição no Mini-Curso de TÉCNICAS ESPECIAIS EM ARQUEOMETRIA
Nome: ..........................................................
Formação Profissional: ................................................................
Telefone de contato: ...........................................................
Atenciosamente,
Ass:..............................................
___________________________________________________________
MAIS INFORMAÇÕES
Mini-curso
Técnicas especiais em Arqueometria
(caracterização de objetos de arte, arqueológicos e de patrimônio cultural em geral)
Professor Giovanni Ettore Gigante
Universidade de Roma "La Sapienza" (http://w3.uniroma1.it/dibeni/index.html)
Local: IFADT/UERJ – Sala 3116 F – Pavilhão João Lyra Filho
Dias: 14, 16 e 18 de fevereiro de 2011
Horário: 10 às 12 horas
Inscrições: através do e-mail: ifisadt@gmail.com - até 04 de fevereiro, informando: nome, telefone de contato e formação profissional.
Vagas limitadas

QUESTIONAMENTOS DAS VERBAS CULTURAIS

Vejo pessoas dizendo que não se conformam que o Ministério da Cultura de verbas para a Globo fazer filmes...

Mas convenhamos é o publico que paga impostos e o publico foi em peso ver um filme como estes “Se eu fosse Você”, que mal há ele ser subvencionado se o talento dos atores e do diretor foi e é desejado pelo publico que paga impostos?
Todos são iguais perante a Le, todos tem o direito de pedir verbas paras seus projetos... Conheço bem as leis de incentivo, há mais verbas que projetos em muitos casos, a maioria não sabe usar as leis ou sobe em pedestais e não aceita seguir as normas de trabalho que os demais artistas seguem... eu vejo concorrências sendo prorrogadas porque na data de fechamento não ha quórum de inscritos...
O que mais atrapalha é a ignorância da lei e a empáfia de alguns artistas... a empáfia é tanta que mesmo hoje em dia tem gente que não aceita seguir os ditames legais e fala "não vendo meu trabalho". E é um fato que o Ministério da Cultura insiste e promove cursos e seminários ensinado o uso da lei...
Já vi artistas dizendo que não precisam de verbas e depois criticando quem obtém as verbas, e no fato precisam sim das verbas mas fazem um circo fingindo não precisarem para que a sociedade os ache importantes... ou estes artistas descem do pedestal e tenham a humildade de irem aprender como funcionam as leis e concorrências ou vão passar a existência reclamando do sucesso dos outros que vão lá, batalham, elaboram um projeto, seguem os tramites para serem aprovados diante da lei, fazem a captação de recursos, executam os projetos, fazem a prestação de contas...
O Ministério não da verbas para a Globo, a globo conquista estas verbas usando um direito que lhe concede a lei, direito este que qualquer um pode usar e milhares na verdade usam.
Muitos tem a ilusão que o Ministério pega uma verba e da assim do nada... não é assim que as coisas funcionam , há regras , há instâncias, normas, pareceres... é um processo que soa ser hermético mas ao mesmo tempo é fácil de fazer para quem se dedica um pouco a estudar e conhecer os tramites legais...
Semana passada demorei 4 horas para inscrever um projeto de um grupo de teatro.... Fui remunerado pelo grupo para fazer isso, se o projeto for aprovado , atuarei no mesmo e receberei mais dinheiro e cerca de 7800 pessoas sob risco social vão ter acesso a uma montagem teatral de ótima qualidade... Paga pelos impostos... isso é melhor que ver as verbas indo para os tradicionais bolsos dos desvios de alguns corruptos...

Vetar o acesso ao uso de alei adotando-se critérios como alegado poder econômico, somente tirará do mercado muitos projetos bons sem que sejam substituídos por outros de igual qualidade.

Se tal raciocínio for seguido, artistas como Chico Buarque, Caetano, Gil, Gal, Rita Lee, etc não vão poder pedir verbas para suas apresentações... Sendo que muitos dos shows que vemos gratuitos por ai são subvencionados por tais verbas... Será que a população brasileira quer ver só espetáculos de artistas iniciantes, ou os consagrados devem ser tratados de modo igual que os consagrados o são...

Será que pelo mito de atender o social devemos dar milhões para que uma pedagoga leve seus alunos para um grande palco para cantar o hino nacional completamente desafinado, ou queremos que o dinheiro de nossos impostos seja usado para que possamos ter acesso gratuito a espetáculos com artistas de extremo talento? Claro a pedagoga merece uma pequena verba por desenvolver seu trabalho musical e apresentá-lo dentro de sua comunidade, mas não receber milhões para fazer o que faria com qualquer 10 mil reais, pois tal cobre suas reais despesas e necessidades. Sendo que o apoio a projetos de artistas famosos não impede em nada que a pedagoga tenha acesso a verba que lhe é necessária para realizar bem o que se propõem.

Wellington R Costa

As Verbas da Cultura e sua distribuição

Sabemos que há relevantes artistas populares, mas temos hoje separa o joio do trigo há muitos indivíduos, instituições e grupos alegando serem culturas populares sem se-lo de fato... O critério de investir em quem cria é a morte de tais grupos pois nada criam... Eu ainda prefiro ver o dinheiro seguindo para de uma Cia de opera de tal porte do que acabar em ONGs gerenciadas por políticos ou seus familiares... Há muita coisa errada que tenta se revestir de cultura popular sem se-lo de fato... A ampliação do conceito Cultura Popular, gerou a ação de aproveitadores que nada criam e sabem os meios de alcançar as verbas... O filtro da criação seja artística ou artesanal exclui de imediato uma significativa matilha de aproveitadores.

A concentração é inerente a realidade geográfica do Brasil, Artistas plásticos vêem ao sudeste ou ficam no litoral do nordeste pois lá se concentram os museus, as galerias, as lojas que vendem matérias para a produção artística; músicos vão onde existe locais para espetáculo, concentração de publico, empresas gravadoras; atores estão onde podem obter o registro que lhes permita trabalhar, onde há mais teatro, empresas que façam novelas, filmes... Esta realidade faz com que haja uma concentração de projetos em tais locais, mudarem isso só com investimentos que modifiquem esta estruturação de distribuição geográfica... Tentar mudar isso com cotas regionais é gerar o espaço que aproveitadores criem projetos sem artistas, com baixa quantidade de publico, atendendo certamente interesses de alguns políticos... Claro que há significativas exceções que são merecedoras de serem avaliadas...

Acredito que esta na hora de aceitarmos a realidade do adensamento populacional, artístico e cultural em certas regiões geográficas e pararmos de reclamar quanto a alegados centralismos na região sudeste... Pois no sudeste tem mais projetos inscritos, mais artistas e mais publico que em outras regiões e isso é um fato que não da para ser mudado com artificialismos que gerariam sim a orfandade de muitos artistas criadores e do publico... Quem tenha duvida disso consulte os resultados detalhados do censo populacional. Sim os números falam por si e traduzem uma realidade geográfica inegável...

Outro aspecto é focarmos pro exemplo verbas dadas ao Circo de Solei ou a esta Cia de Opera... E já vi pessoas falando dos gastos de recursos dados a Bienal para a vinda de artistas do exterior expor no Brasil... Devemos criticar sim se os ingressos não sejam a valores populares ou gratuitos para obras subsidiadas e não criticarmos por seu volume de recursos... Pois se fossemos reclamar de volume de recursos deveríamos criticar os filmes que são dos produtos culturais dos mais caros e muitas vezes sequer atendem um publico significativo. Não podemos nutrir uma quase xenofobia cultural ou monetária, devemos sempre nos lembrar dos conceitos antropofágicos do modernismo e consumirmos o que de bom seja tal considerado arte elitista, do exterior, etc... Subsidiar uma Cia de opera me soa mais coerente do que ver tal recurso acabar na Fundação Sarney, onde segundo os noticiários eles não fizeram o projeto, torrarem as verbas em outras coisas e o MINC teve que os obrigar a devolver o dinheiro... Mais escandaloso são algumas pretensões evangélicas , que tentam alegar que seus templos são manifestações culturais no sentido de incorporar as verbas da cultura nos dízimos que vão para os bolsos dos "bispos"... E continuam fazendo pressão neste sentido nos bastidores , o que é perigoso pois ampliaram a base da sustentação política que podem dar ao governo atual...

Já que falamos em verbas façamos uns cálculos, 12 milhões: da para fazer duas ou 3 montagens de operas, 1/4 de um filme, 1 festa de cultura popular de grande porte, 5 eventos de cultura popular de pequeno ou médio porte, 30 shows musicais de artistas de primeira linha, 80 shows musicais de artistas de iniciantes e medianos,10 montagens teatrais de grande porte, 171 montagens teatrais medianas e pequenas, 4 exposições de arte de grande porte, 250 exposições de artes coletivas, individuais e salões muito bem organizados...

Ao avaliarmos tal realidade econômica sobre a produção artística e cultural notamos que o ponto de critica seria contra os filmes e não contra as operas, quantos filmes que recebem milhões e milhões são feitos e no fim das contas atendem a um publico ínfimo, ou terminam pirateados... Isso é muitos são tão ruins quem nem os piratas gastam mídias para copiá-los... Mas ninguém menciona isso... Se notarmos as artes plásticas e as festas populares de grande porte é as que atendem um maior publico e geram maior renda direta a artistas , a técnicos e assemelhados que fazem parte de suas estruturas de articulação... Mas não vejo ninguém levantando a bandeira de tais artes... A bandeira dos filmes é ruidosa e sempre gritam todos por mais verbas... Afinal os agentes que fazem o lobby a tal arte são mais celebridades que nas demais artes.

Ao criticarmos temos que ver o cenário real tanto nos aspectos geográficos como na real distribuição entre todas as artes, publico atendido, custo beneficio, etc.

Tudo isso torna a mudança de foco alegadamente dado as artes populares para artistas e todos os que fazem e criam arte uma opção saneadora de muitos vícios e defeitos que eram incorporados as boas intenções dos gestores culturais anteriores, tendo-se em mente que dentro da cultura popular existe um significativo leque de artistas e artesãos criando , focando-se quem faz a arte e não mais os atravessadores soa ser uma política cultural adequado ao atual cenário. E deixemos de lado estas equivocadas bandeiras de proporcionalidade distribuição numérica de verbas e foquemos a real proporcionalidade geográfica descortinada pelo novo censo populacional... não devemos trafegar com ilusões numéricas de igualitarismo dividindo-se a verba pelo numero de estados, pois nem todos tem o mesmo adensamento populacional.

de Wellington R Costa

Doações podem ser abatidas do Imposto de Renda

A dedução, no entanto, só é válida para o contribuinte que faz a chamada declaração completa do IR

Quem fez doações para fundos ligados à criança e ao adolescente, projetos culturais, audiovisuais ou esportivos até o dia 31 de dezembro do ano passado está apto a abater o valor doado na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011, referente ao ano exercício de 2010.

O valor máximo a ser deduzido é equivalente a 6% do imposto devido, no caso de pessoas físicas, e 1%, no caso de empresas. Caso esteja dentro desta margem, a restituição é de 100% do valor doado.

A dedução é válida apenas para o contribuinte que faz a chamada declaração completa do Imposto de Renda.

“Os contribuintes que apresentam a declaração simplificada já gozam de uma dedução de 20%, independentemente de qualquer tipo de doação”, explica o consultor tributário Lázaro Rosa, da consultoria Cenofisco.

Apesar de não representar um ganho financeiro para o contribuinte, as doações podem desempenhar um papel social importante, à medida que direciona os recursos para determinadas áreas.

“Em termos de desembolso, não muda nada para o contribuinte, mas, no aspecto social, ele vai beneficiar o destinatário da doação, já que os recursos serão direcionados e vão chegar ao caixa com no mínimo um ano de antecedência”, destaca Lázaro Rosa, da Cenofisco.

Dedução Os contribuintes devem ficar atentos, pois não é qualquer doação que é válida para dedução no tributo. As doações feitas diretamente às instituições de assistência social, por exemplo, não podem ser abatidas do valor do imposto devido, mesmo que elas tenham como foco o atendimento a crianças e adolescentes.

No caso de doações de cunho social, o contribuinte deve direcionar os recursos para os fundos dos conselhos municipais, estaduais e nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Na Bahia, as doações podem ser remetidas ao Fundo Estadual de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Fecriança), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. Segundo a gestora do Fecriança, Tânia Timóteo, as doações podem ser feitas para projetos específicos de instituições aprovados pelo conselho.

“O contribuinte pode direcionar os recursos para a que ele escolher, dentre as que estão com projetos aprovados.

Mas dinheiro deve ser depositado no Fecriança”, destaca Tânia.As doações de qualquer quantia podem ser feitas no Banco do Brasil, conta corrente 991.032-8, agência 3832-6.

No âmbito municipal, estão aptas ao desconto as doações feitas ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), que hoje financia 15 entidades voltados para educação, arte, lazer, combate às drogas.

As doações podem ser feitas para a conta 930400-2, agência 3832-6 do Banco do Brasil.
O boleto de doação deve ser enviado para fmdcasetad@ salvador.ba.gov.br. O órgão enviará ao contribuinte o recibo de doação.

Cultura e esporte Para fomento de projetos relacionados à cultura, esporte e audiovisual, as doações devem ser feitas diretamente à conta dos projetos, que devem ser aprovados pelo governo federal por meio do Ministério do Esporte, Ministério da Cultura ou Agência Nacional de Cinema (Ancine), obedecendo ao período de captação de recursos.

No caso dos projetos audiovisuais, o contribuinte também pode fazer a doação por meio de investimento no mercado de capitais, adquirindo cotas representativas dos direitos de comercialização do filme. Neste caso, os recursos devem ser encaminhados aos fundos de financiamento da indústria cinematográfica nacional.

Segundo Rogério Ramos, da Consultoria IOB, além do desconto no Imposto de Renda, estas doação funciona como investimento. “O contribuintes pode ter rendimentos de acordo com a arrecadação do filme”, explica.

Saiba como fazer a sua doação Para quem posso fazer a doação? As doações com direito à dedução no Imposto de Renda podem ser feitas a fundos estaduais, municipais ou nacional ligados à criança e ao adolescente ou para projetos culturais, audiovisuais ou esportivos aprovados pelo governo federal por meio do Ministério do Esporte, Ministério da Cultura ou Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Como fazer a doação? No caso de doações de cunho social, o contribuinte baiano deve direcionar os recursos para o Fundo Estadual de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Fecriança). Quem mora em Salvador pode também encaminhar os recursos para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). Para projetos de cultura, esporte a audiovisual, as doações devem ser feitas diretamente à conta dos projetos, respeitando os períodos de captação de recursos.

Como declarar as doações realizadas? As doações feitas pelo contribuinte deverão ser informadas na ficha “pagamentos e doações efetuados”, no momento de fazer a declaração do Imposto de renda. Na ficha, devem ser elencados dados como os valores doados e o CNPJ dos beneficiários. Ao fim da declaração, o programa faz o cálculo do imposto devido e do valor que será restituído por conta das doações. Uma simulação da doação pode ser feita no site Tributo à Cidadania, desenvolvido pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.

Quais os códigos que devem ser indicados na declaração? Na hora de declarar, fique atento: código para doações para incentivo à cultura é 41, para incentivo ao audiovisual é 42; e para incentivo ao desporto é 43.

Fonte MinC e A Tarde, Política, em 03/01/2011

Stand Up, Artes, Cultura e Sincretismo

bandeira Acompanhei um debate sobre o questionamento se os Stand Ups eram manifestações artísticas e culturais.

Conceitualmente são manifestações de monólogos humorísticos de cunho teatral... que bebe seus princípios lá nos monólogos da Comedia de L'arte, onde os saltimbancos geravam críticas de seu momento político e social, passam também pelas influencias do teatro burlesco e da critica que vários artistas chargistas efetivavam. Sendo uma manifestação de cunho teatral urbana valida, efetivada por atores humoristas caracterizados ou não... Quando avaliamos a força do Humor no Brasil notamos que há uma vasta tradição de humoristas brasileiros que efetivam Stand Ups quando tal sequer era conceituado com tal nome , exemplos como Jô Soares, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Costinha entre centenas de outros que atuaram criticamente em seus monólogos. Assim como é notório o fato que muitos deles foram mesmo perseguidos por suas criticas políticas e como suas vozes foram os arautos que nos proporcionavam alento em anos tão negros que varias ditaduras tentaram impor à cultura nacional no passado.

Diante destes fatos Stand Ups são sim manifestações artísticas e culturais validas e traduzem aspectos significativos da cultura urbana contemporânea.

Ao ler criticas contra tal manifestação artística entre outras noto que não podemos ser sensores puristas do que individualmente achamos que seja arte ou cultura... se assim agirmos poderíamos estar matando a gênese de novos sincretismos e movimentos artísticos validos que enalteçam a cultura brasileira. Exemplos:

1 – O Samba era considerado pejorativamente algo de africanos, e recebia criticas , proibições dos detentores do poder cultural de certa época.

2 – A Influencia de certa correntes do Jazz dos EUA é inegável no Nascimento da Bossa Nova Brasileira, se os puristas que criticavam o uso de tais influencias tivessem sido ouvidos não teríamos tido tal movimento musical.

3 – Na musica o rock que vem do jazz , ambos de origem nos EUA , se tal não fosse aceito e integrado a musica brasileira como muitos desejavam, não teríamos visto Mutantes, Titãs, Cazuza, muitos dos aspectos do Tropicalismo que só vieram abrilhantar as artes e a cultura Brasileira...

Caso segamos os passos do s puristas do passado , não estaremos auxiliando no crescimento da cultura Brasileira e sim apenas tentando cerceá-la como se ela devesse ser espelhos de nossas convicções pessoais. Sendo que na atualidade nenhum individuo por mais cosmopolita que seja, não consegue abranger dentro de seu repertorio pessoal à magnitude total da cultura brasileiras em seus mais diversos nuances e peculiaridades .

No passado xenofobicos criticavam o rock, a bossa nova, guitarra elétrica, o samba, os trios elétricos, as escolas de samba, o forro, etc.... Acho que hoje temos cultura o suficiente para não repetir tais erros e equívocos que detiveram por pouco tempo a força natural de os movimentos artísticos e culturais detém

Acredito que nossos papéis de agentes culturais não deva ser de termos orgulho em não aprovarmos projetos, ou ficarmos abismados com valores elevados que são considerados como sendo de mercado a ser pagos para artistas realmente consagrados...

Acredito que ao avaliarmos um projeto tenhamos que ter uma isenção e vermos a cultura brasileira como um todo, aceitando suas diversidades, sincretismos, influencias externas e internas, seus aspectos urbanos e campesinos como algo natural... E tanto isso é natural que o MinC possui programas de intercambio cruzado com vários paises do mundo... vide os projetos do ano França Brasil onde expoentes franceses foram contemplados com projetos de intercambio de profunda validade cultural... vide o patrocínio dado pelo MinC a Bienal de São Paulo para que artistas internacionais , até mesmo dos EUA, venham ao Brasil mostrando-nos o que de novo esta sendo efetivado internacionalmente para que tal possa ser incorporado antropofagicamente por nossos artistas plásticos permitindo que façamos parte das novas vanguarda das artes plásticas internacionais...

Acredito que devemos novamente levantar as bandeiras do modernismo nas quais o sincretismo do que venha de fora é encarado com normalidade, pois nossa cultura e arte têm e sempre teve força o suficiente para incorporar o que é bom e tal é o melhor que temos em nossa cultura.

Se não formos isentos em nossas analises correremos o risco de conspurcarmos nossas avaliações e deixarmos abertas as possibilidades de sermos comparados como iguais em atitudes contra quem foi contra o samba, o rock, etc... Eu pessoalmente não desejo ter atitudes comparáveis a tais criaturas sectárias do passado...

A melhor bandeira a ser levantada é a que elogia os antigos e novos sincretismos que a arte e a cultura brasileira conseguiu e consegue produzir... diante deste fato não precisamos mais viver com medo do que venha de fora.

Wellington R Costa