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Stand Up, Artes, Cultura e Sincretismo

bandeira Acompanhei um debate sobre o questionamento se os Stand Ups eram manifestações artísticas e culturais.

Conceitualmente são manifestações de monólogos humorísticos de cunho teatral... que bebe seus princípios lá nos monólogos da Comedia de L'arte, onde os saltimbancos geravam críticas de seu momento político e social, passam também pelas influencias do teatro burlesco e da critica que vários artistas chargistas efetivavam. Sendo uma manifestação de cunho teatral urbana valida, efetivada por atores humoristas caracterizados ou não... Quando avaliamos a força do Humor no Brasil notamos que há uma vasta tradição de humoristas brasileiros que efetivam Stand Ups quando tal sequer era conceituado com tal nome , exemplos como Jô Soares, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Costinha entre centenas de outros que atuaram criticamente em seus monólogos. Assim como é notório o fato que muitos deles foram mesmo perseguidos por suas criticas políticas e como suas vozes foram os arautos que nos proporcionavam alento em anos tão negros que varias ditaduras tentaram impor à cultura nacional no passado.

Diante destes fatos Stand Ups são sim manifestações artísticas e culturais validas e traduzem aspectos significativos da cultura urbana contemporânea.

Ao ler criticas contra tal manifestação artística entre outras noto que não podemos ser sensores puristas do que individualmente achamos que seja arte ou cultura... se assim agirmos poderíamos estar matando a gênese de novos sincretismos e movimentos artísticos validos que enalteçam a cultura brasileira. Exemplos:

1 – O Samba era considerado pejorativamente algo de africanos, e recebia criticas , proibições dos detentores do poder cultural de certa época.

2 – A Influencia de certa correntes do Jazz dos EUA é inegável no Nascimento da Bossa Nova Brasileira, se os puristas que criticavam o uso de tais influencias tivessem sido ouvidos não teríamos tido tal movimento musical.

3 – Na musica o rock que vem do jazz , ambos de origem nos EUA , se tal não fosse aceito e integrado a musica brasileira como muitos desejavam, não teríamos visto Mutantes, Titãs, Cazuza, muitos dos aspectos do Tropicalismo que só vieram abrilhantar as artes e a cultura Brasileira...

Caso segamos os passos do s puristas do passado , não estaremos auxiliando no crescimento da cultura Brasileira e sim apenas tentando cerceá-la como se ela devesse ser espelhos de nossas convicções pessoais. Sendo que na atualidade nenhum individuo por mais cosmopolita que seja, não consegue abranger dentro de seu repertorio pessoal à magnitude total da cultura brasileiras em seus mais diversos nuances e peculiaridades .

No passado xenofobicos criticavam o rock, a bossa nova, guitarra elétrica, o samba, os trios elétricos, as escolas de samba, o forro, etc.... Acho que hoje temos cultura o suficiente para não repetir tais erros e equívocos que detiveram por pouco tempo a força natural de os movimentos artísticos e culturais detém

Acredito que nossos papéis de agentes culturais não deva ser de termos orgulho em não aprovarmos projetos, ou ficarmos abismados com valores elevados que são considerados como sendo de mercado a ser pagos para artistas realmente consagrados...

Acredito que ao avaliarmos um projeto tenhamos que ter uma isenção e vermos a cultura brasileira como um todo, aceitando suas diversidades, sincretismos, influencias externas e internas, seus aspectos urbanos e campesinos como algo natural... E tanto isso é natural que o MinC possui programas de intercambio cruzado com vários paises do mundo... vide os projetos do ano França Brasil onde expoentes franceses foram contemplados com projetos de intercambio de profunda validade cultural... vide o patrocínio dado pelo MinC a Bienal de São Paulo para que artistas internacionais , até mesmo dos EUA, venham ao Brasil mostrando-nos o que de novo esta sendo efetivado internacionalmente para que tal possa ser incorporado antropofagicamente por nossos artistas plásticos permitindo que façamos parte das novas vanguarda das artes plásticas internacionais...

Acredito que devemos novamente levantar as bandeiras do modernismo nas quais o sincretismo do que venha de fora é encarado com normalidade, pois nossa cultura e arte têm e sempre teve força o suficiente para incorporar o que é bom e tal é o melhor que temos em nossa cultura.

Se não formos isentos em nossas analises correremos o risco de conspurcarmos nossas avaliações e deixarmos abertas as possibilidades de sermos comparados como iguais em atitudes contra quem foi contra o samba, o rock, etc... Eu pessoalmente não desejo ter atitudes comparáveis a tais criaturas sectárias do passado...

A melhor bandeira a ser levantada é a que elogia os antigos e novos sincretismos que a arte e a cultura brasileira conseguiu e consegue produzir... diante deste fato não precisamos mais viver com medo do que venha de fora.

Wellington R Costa

Guerra do Fogo - Melhor filme antropológico

Quem desejar conhecer o processo de hominização (passagem da espécie humana da condição de animal para a condição plena de homo sapis sapeenses). Com enfoques antropológicos e mesmo com leves toque de sociologia comparada, evolução da sexualidade  e tudo isto construído com um extremo bom sendo de humor, não pode perder este filme clássico. Que consegue se revestir com extremo humor ou seriedade dependendo do olhar e do conhecimento de quem o ver encontrara coisa das mais fantásticas.

Brasil África

 

brasilafrica

Encontra-se disponível no site do IEB o banco de dados Brasil África, contendo informações sobre livros e manuscritos que tratam do continente africano entre os séc. XVI e XIX. Todo o material estará digitalizado até o final deste ano.
Coordenação: Márcia M. Ribeiro

Apoio: FAPESP

Acesse: acervo on-line

Informações:

11 3091-1149

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