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PORTAL DE SERVIÇOS

Poucos sabem que existe um portal de serviços que concentra tudo o que auxilia o fazer artístico e cultural. Uma real fonte de informações e possibilidades de recursos para as artes que merece ser pesquisado e avaliado  com atenção.

O site que concentra tais informações é: PORTAL DE SERVIÇOS

Sendo que cabe um acesso pleno  a todos os serviços governamentais onde exista ate o cadastro de indivíduos no Brasil Cidadão onde se pode acompanhar aspectos individuais dos serviços prestados.

A cidadania aparentemente chegou também nas artes e na cultura 

Exemplos de serviços:

Cultura, Artes, História e Esportes


Fonte: https://www.servicos.gov.br/area-de-interesse/cultura-artes-historia-e-esportes

Programa Mais Cultura nas Escolas (Inscrições até 10/08/2013)

 

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Museus e outros espaços culturais interessados têm agora até o dia 10 de agosto para inscrever seus projetos no Programa Mais Cultura nas Escolas, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

O programa se destina ao desenvolvimento de práticas e pesquisas em artes, patrimônio e cultura popular em parceria com as 34 mil escolas públicas inscritas nos programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador (veja a lista), do MEC.

Os projetos devem conter um Plano de Atividade Cultural, desenvolvido em conjunto com uma das escolas participantes, e ser enviados, pelos responsáveis da escola, por meio do SiMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação).

As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola, durante o período letivo e em consonância com a proposta pedagógica, por no mínimo seis e no máximo dez meses. Serão investidos R$ 100 milhões para financiar 5 mil projetos. Cada contemplado receberá entre R$ 20 mil e R$ 22 mil.

Para mais informações acesse o manual completo do programa ou a página web http://www.cultura.gov.br/maisculturanasescolas. Dúvidas podem ser encaminhadas ao maisculturanasescolas@cultura.gov.br.

This work is licensed under a Creative Commons license.

XVI Festival da Cultura Paulista Tradicional

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Por 3 anos seguidos tive a oportunidade de ir a edições anteriores de tal festival e a unica palavra valida para descreve-lo é a Fastástico.

O encontro de aspectos culturais e artisticos dos mais diversos, incluindo vasta degustação dos mais variados preceitos culinarios,shows musicai, exposições, shows de dança…

Uma pequena mostra pode ser vista em Meu facebook na pagina: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2345524847339.2132777.1526552119&type=3

Semana de Imersão na Coreia – Casa das Rosas/SP

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Coreia é destaque na programação da Casa das Rosas entre 20 de agosto e 1º de setembro

A partir de 20 de agosto, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura,  instituição da Secretaria de Estado da Cultura, sedia as Semanas de Imersão na Coreia, evento sob curadoria da jornalista Yoo Na Kim.
Autora do livro Jovem Coreia, Yoo coordena, até 1º de setembro, momentos de imersão na cultura coreana por meio de palestras, música, filmes, culinária e noções básicas sobre a língua.
Para participar, os interessados devem se inscrever na recepção da Casa das Rosas. As vagas são limitadas. Confira abaixo a programação completa.

PRIMEIRA SEMANA
20/8 – segunda-feira
19h  – Abertura: coquetel e jantar.

21/8 – terça-feira
18h30 – Palestra 1: Acupuntura.
20h30 – Aula de coreano (1).

22/8 – quarta-feira
18h30 – Palestra 2: Educação coreana (bolsas para estrangeiros na Coreia).
20h30 – Aula de coreano (2).

23/8 – quinta-feira
18h30 – Palestra 3: Coreia do Sul x Coreia do Norte.
20h30 – Aula de coreano (3).

24/8 – sexta-feira
18h30 – Palestra 4: Negócios com a Coreia.
20h30 – Avaliação e reunião em grupo.

24/8 – sábado
10h30 – Palestra 5: Entretenimento (dramas, k-pop, filmes, manhwa etc.).
12h – Almoço coreano: cada um prepara o seu.
14h – Aula de instrumentos tradicionais.

SEGUNDA SEMANA
27/8 – segunda-feira
18h30 – Atividade especial: Cerâmica no Bom Retiro.
20h30 –  Atividade especial: Cerâmica.

28/8 – terça-feira
18h30 – Palestra 6: Cultura coreana.
20h30 – Aula de coreano (4).

29/8 – quarta-feira
18h – Palestra 7: Economia sul-coreana.
20h30 – Aula de coreano (5).

30/8 – quinta-feira
18h30 – Palestra 8: Literatura e Arte.
20h30 – Aula de coreano (6).

31/8 – sexta-feira
18h30 – Palestra 9: Legislação coreana (Negócios com a Coreia).
20h30 – Avaliação e reunião em grupo.

1º/9 – sábado
10h30 – Apresentação de grupo.
14h – Encerramento: entrega de certificados.

Semanas de Imersão na Coreia
De 20 de agosto a 1º de setembro de 2012

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Endereço: Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h | domingos e feriados, das 10h às 18h
Convênio com o estacionamento Patropi: Alameda Santos, 74
Tel.: (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447
Blog: www.casadasrosas-sp.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/casadasrosas
Facebook: www.facebook.com/casadasrosas

Fonte: Assessoria de imprensa da Casa das Rosas
Data: 20/08/2012

COOPERATIVISMO NAS ARTES E NA CULTURA

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Sempre fui entusiasta do cooperativismo e ao ver nascer uma incubadora de cooperativas fomentando o desenvolvimento do setor é uma das noticias mais bem vindas para o universo das artes e da Cultura…

Muitos artistas e produtores podem se perguntar : Mas que vantagem eu tenho ao fazer parte e uma cooperativa? A resposta é bem simples: Simplificação no recolhimento de impostos, legalização da atuação artística, recolhimento da previdência social garantido aposentadoria, aquisição de produtos para o fazer artísticos e cultural com menores custos, simplificação , já os produtores tem a vantagem extra de facilitação do pagamento de seus funcionários e técnicos participantes de projetos culturais no que concerne a prestação de contas e o recolhimentos das taxas devidas… e por ai vai… Quem já correu desesperado atrás de uma nota fiscal da empresa de um amigo sabe como não depender da bondade e caridade dos outros para efetivarmos nosso trabalho é algo triste de se vivenciar…

INTEGRA DA NOTICIA SOBRE A INCUBADORA DE COOPERATIVAS:

É criada a mais nova COOPERATIVA CULTURAL BRASILEIRA para auxiliar os profissionais da cultura.

A “Incubadora de Cooperativas de Cultura” lança a COOPCULTURAL PROJETOS
O projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, da Cooperativa Cultural Brasileira / COOPCULTURAL, incentiva a criação de novas cooperativas em todo o Brasil, e a partir de 15 de agosto começa a funcionar a Coopcultural Projetos, a nova criação da Incubadora.
O nascimento desta cooperativa é a resposta a uma crescente demanda do mercado, e que foi detectada pelo Departamento de Projetos.
A presidência da nova cooperativa ficará a cargo de Eliana Barsotti, que era a responsável pelo departamento de projetos na Cooperativa Cultural Brasileira/ Coopcultural Central.
Esta ação, além de minimizar os custos, tem a principal intenção de ampliar e melhorar o atendimento a todos os cooperados da rede COOPCULTURAL, como a Coopcultural Central, Pernambuco, Minas Gerais, etc. Também para o atendimento dos demais interessados que fazem parte do quadro associativo dos variados parceiros como a FEBRACULT (Federação Brasileira das Cooperativas de Cultura), a Unimus (Cooperativa de Música do Espirito Santo), a ADESP (Associação dos Destaques das Escolas de Samba Paulista), a Cooperarte de Salvador, entre outras.
As condições de atendimento e assessoria prestadas pela rede Coopcultural não serão alteradas, continuando, assim, o atendimento e os procedimentos inalterados para a nova Coopcultural Projetos.
Portanto, a partir de 15 de agosto todos os assuntos relativos a projetos e novas filiações deverão ser tratados na nova Cooperativa Cultural Brasileira, a COOPCULTURAL Projetos, situada à Rua Vinte e Quatro de Maio, 188, 9º andar, conjunto 902, Edifício Apolo, República – São Paulo CEP:01041-000 – Telefone: 11-3661-3141 – email:coopculturalprojetos@coopcultural.org.br
SOBRE A COOPCULTURAL PROJETOS
O atendimento a projetos na Cooperativa Cultural Brasileira começou em 2006, o atendimento era feito por Rose Meusburger e Wellington Rodrigues costa. O Departamento de Projetos foi criado oficialmente em agosto de 2007 e Marília de Lima era a responsável e o atendimento era diário e gratuito para todos os cooperados. Bons profissionais passaram pelo departamento como Valéria Martins e Claudia Ferraresso. Atualmente a coordenação era de Eliana Barsotti.
A COOPCULTURAL PROJETOS continuará o atendimento da mesma forma que fazia antes o departamento de projetos, só que agora com autonomia na administração, maior possibilidade de atendimento e redução de custos para a Coopcultural Central.
O time da COOPCULTURAL PROJETOS é composto na sua diretoria por mulheres: Eliana Barsotti, Daisy Cordeiro e Marcia Felippe.
Eliana Barsotti, socióloga, e Marcia Felippe, pedagoga, trabalharam por mais de 20 anos na área social e há dois anos desenvolvem trabalhos na área cultural, estando há um ano na coordenação dos projetos. Daisy Cordeiro é musicista, produtora cultural e empresária.
A COOPCULTURAL Projetos estará durante dois anos sob a consultoria de Marília de Lima, da Coopcultural Central.
SOBRE O PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
A Cooperativa Cultural Brasileira, COOPCULTURAL, vem desenvolvendo o projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, idealizado por Marília de Lima, desde 2009 e incentivando a criação de novas cooperativas em todo o Brasil.
O projeto consiste em identificar grupos de profissionais da cultura já organizados ou que queiram se organizar formalmente. O objetivo em comum é a necessidade de todos na formalização do trabalho, na representação jurídica e na melhoria da performance para o desenvolvimento da carreira, comercialização de produtos e serviços, e elaboração de projetos.
COMO PARTICIPAR DO PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
Os interessados procuram pela Cooperativa Cultural Brasileira para a consultoria gratuita dos procedimentos. Para a formalização e constituição jurídica de uma cooperativa é necessário um mínimo de 20 pessoas. São passadas orientações não só sobre os procedimentos jurídicos e burocráticos de uma cooperativa, mas principalmente como trabalhar no mundo da cultura, suas necessidades, etc. A nova cooperativa usará o mesmo logotipo, estatuto e regras que a Coopcultural Central, a exemplo do conhecido sistema de franquias (apesar de, nesse caso específico, não ser este o termo adotado, uma vez que se trata aqui de cooperativismo). Podemos citar como exemplo de sucesso no setor o sistema das UNIMED´s.
Durante dois anos a nova Coopcultural recebe assistência e orientação da Coopcultural Central, que tem mais de oito anos de experiência na área. Existe também a possibilidade de outras cooperativas já constituídas se unirem nesta rede adotando o mesmo padrão. Cada cooperativa tem seu presidente e sua autonomia. O principal objetivo é criar uma grande rede cultural de parcerias e troca de projetos, informações e experiências. Uma rede que funcione no Brasil e em vários outros países.
A primeira Coopcultural criada via a incubadora foi a de Pernambuco, onde Amanda Lins é a responsável. A segunda, que está em fase de estruturação da nova diretoria, é a de Minas Gerais. Atualmente existem cinco COOPCULTURAL em processo de organização.
OBS: A Cooperativa Cultural Brasileira - COOPCULTURAL Central ainda estará atendendo no mesmo endereço.

Procultura – Avanços e ressalvas

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de André Leão

O Projeto de Lei nº 6722/10, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura, estabelece diversos avanços em relação à atual legislação brasileira de fomento à cultura, tanto para o acesso aos recursos do Fundo Nacional de Cultura – FNC, quanto para o acesso ao incentivo fiscal. Com a finalidade de mobilizar e aplicar recursos para apoiar projetos culturais em todo o país e no exterior, referida lei, até hoje não votada pelo Congresso, visa ampliar os recursos da área, assim como diversificar os mecanismos de financiamento e os investidores.

Elaborado para substituir a Lei Rouanet, o Procultura tenta tornar o arcabouço legal da cultura mais abrangente e dinâmico ao prever novas fontes de recursos para a Cultura, como os provenientes da Loteria Federal, por exemplo.

O projeto renova e aperfeiçoa o Fundo Nacional de Cultura, que a partir de sua aprovação será dividido em nove Fundos Setoriais: das Artes Visuais; das Artes Cênicas; da Música; do Acesso e Diversidade; do Patrimônio e Memória; do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades; de Ações Transversais e Equalização; do Audiovisual; e de Incentivo à Inovação do Audiovisual.

O texto do projeto de lei também tenta estabelecer critérios um pouco mais objetivos e transparentes para avaliar a dimensão simbólica, econômica e social para o uso do recurso público por projetos que buscam incentivos. Tenta também criar critérios na relação entre Estado e sociedade civil para uma melhor destinação dos recursos. Estabelece que no mínimo trinta por cento dos recursos do FNC serão repassados a fundos públicos estaduais e municipais. Um grande avanço na diversificação e regionalização da produção cultural.

Caso aprovado, o Procultura fará do Fundo Nacional de Cultura o principal mecanismo de financiamento do setor, garantindo que os recursos públicos cheguem diretamente aos proponentes. Tudo isso ampliando a participação da sociedade, por meio da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). E derivarão da CNIC outras comissões setoriais que abrangerão os nove fundos existentes e terão elas uma composição paritária do governo e da sociedade civil.

Outro avanço do Projeto de Lei é que tanto pessoas físicas como jurídicas, com ou sem fins lucrativos, terão o direito de apresentar projetos. Ou seja, não se exigirá mais que a instituição tenha de ter na descrição de suas atividades a natureza cultural. O que será necessário será apenas a natureza cultural da iniciativa proposta.

Para muitos produtores culturais, o estabelecimento do prazo de 30 dias (prorrogáveis por igual período) para que o Ministério da Cultura conclua a avaliação de cada projeto cultural é o maior dos avanços, pois atualmente a espera por meses e meses não é incomum.

As ressalvas em relação aos avanços do Procultura começam a aparecer em relação à tentativa de diminuir a burocracia para aprovação dos projetos e para a prestação de contas. É bem certo que ambos os processos parecem que serão menos burocratizados, mas é preocupante que além dos atuais convênios sejam concedidas bolsas e prêmios. E que a prestação de contas tenha foco nos resultados do projeto e não em seus aspectos contábeis. São boas iniciativas, mas são preocupantes em relação à idoneidade, probidade, lisura, transparência, etc.

Uma nebulosa também paira em relação aos FICARTs, fundos financeiros de aplicação na bolsa de valores. O Procultura, pelo atual texto do projeto de lei, estabelece que os FICARTs possam eleger diretamente quais projetos querem apoiar. Tudo sem necessidade de editais, nem comissões, nem eleições, nem seleções etc. E não param por ai os privilégios dos FICARTs. Eles oferecem 100% de incentivo fiscal para quem aplicar em fundos na bolsa de valores. Portanto, distorções como o patrocínio com incentivo público a eventos como o Rock in Rio e outras grandes produções continuarão existindo. E em todos esses casos não precisarão retornar nenhum centavo ao FNC ou aos setores mais fragilizados. Não é demais recordar que esses tipos de projetos costumam ter alto retorno comercial e que são por si só autofinanciáveis. Sem contar que com a possibilidade de “seleção direta” os projetos “dos amigos” sejam financiados sem o menor constrangimento. A contradição fica ainda mais perceptível quando recordamos que não há, por exemplo, 100% de incentivo para se produzir um livro ou uma peça de teatro.

Lamentavelmente o Procultura não avança na direção de mitigar um dos maiores celeumas da atividade cultural no país: a excessiva concentração de recursos públicos incentivando projetos do eixo Rio – São Paulo. Quase sempre para o mesmo pequeno grupo de produtoras e produtores. Tomando como exemplo o setor audiovisual nos anos de 2010 e 2011, mais de 90% dos recursos captados por leis de incentivo foram para produtoras do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O Procultura também não avança a não enfrentar a maior disfunção da atual lei, que permite que as empresas decidam a seu bel prazer quais manifestações culturais merecem ser patrocinadas. Fazendo uso de um dinheiro público, essas empresas fazem, com toda a liberdade que lhes dá a lei, sua escolha (quase sempre comercial), por eventos que certamente trarão maior visibilidade para suas próprias marcas. Ou seja, no meu entender: o governo continuará a abrir mão de sua prerrogativa e de seu dever de decidir para onde irá o financiamento público cultural, para que as empresas privadas decidam por ele, baseadas em suas metas publicitárias.

Para dar um exemplo concreto, recorro ao setor que melhor conheço: o audiovisual. As leis de incentivo, que deveriam, prioritariamente, fomentar a produção independente, acabam beneficiando as empresas que já dominam o mercado. Tanto na Lei Rouanet, quanto na Lei do Audiovisual e na MP 2.228-1 essa distorção acontece. Na Lei Rouanet e em dois artigos da Lei do Audiovisual, as empresas privadas utilizam dinheiro público para promover suas marcas. Ou seja, escolhem os filmes a financiar segundo a possibilidade de retorno publicitário para suas marcas, aspecto regido quase sempre pela possibilidade de sucesso comercial tendo em vista a ligação (indireta e às vezes oculta) com os grandes grupos midiáticos que oferecerão divulgação em seus meios.

Outro tipo de distorção criada pelas próprias leis de fomento ao audiovisual vem de dois outros artigos da Lei do Audiovisual e também da MP no 2.228-1. No primeiro caso a lei permite a dedução de 70% do imposto devido à Receita Federal, oriundo das remessas ao exterior dos lucros obtidos no Brasil por essas empresas estrangeiras, caso se invista em co-produções com produtoras independentes brasileiras. No segundo caso, a MP permite o não pagamento da contribuição Condecine para aquelas empresas que investirem, em co-produção com produtora brasileira, os 3% dos lucros que seriam enviados ao exterior em virtude da bilheteria feita no Brasil com filmes estrangeiros. O problema é que, em ambos os casos, como essas empresas distribuidoras têm a preferência na utilização desses recursos públicos, são elas, as empresas estrangeiras, que fazem a gestão dessas políticas públicas de fomento ao audiovisual. E como são elas as donas do cofre do dinheiro público, estabelecem contratos inviáveis para os produtores independentes.

Essas duas leis e a MP também criam distorções que favorecem enormemente as tevês abertas, detentoras de concessões públicas, o que já é um enorme privilégio, fortalecendo ainda mais uma concentração de mercado.

*Com a colaboração de Jaime Lerner, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD-Nacional)

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André Leão

Vice-presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV) e Diretor de Pesquisa e Projetos da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD-Nacional). Para mais artigos deste autor clique aqui

Fonte Cultura e Mercado

Estadão Comemora os 80 Anos de Quino

Quino, criador de Mafalda, comemora 80 anos

O cartunista criou sua menina-filósofa em 1964

17 de julho de 2012 | 15h 53

Liz Batista

Quino, 1974
Foto: Arquivo/AE

Hoje, Joaquín Salvador Lavado Tejón , mais conhecido como Quino, completa 80 anos de idade.
O cartunista argentino criador de inúmeras personagens, tem entre eles Mafalda, sua criação de maior sucesso. Apesar de tê-la abandonada em 1983 por considerá-la “obsoleta”, continua sendo sua personagem mais querido.

O Estado de S.Paulo,17/7/1991

Essa menina curiosa e questionadora testa a lógica e as ideologias do mundo adulto. Com a simplicidade dos seus 7 anos de idade desconstrói as argumentações mais elaboradas e coloca em cheque as mais tradicionais teorias políticas.

O Estado de S.Paulo, 13/2/1975

Traduzida em diversas línguas, Mafalda tornou-se famosa e até mesmo temida. Quando perguntaram ao escritor argentino Julio Cortázar o que achava dela, ele disse “não importa o que eu penso de Mafalda. Me incomoda o que ela pensa de mim.” Até hoje a sagaz inocência da menina intriga intelectuais.

O Estado de S.Paulo, 3/10/1994


Em entrevistas ao Estado, Quino discutiu os rumos e o que considerou o esgotamento das tirinhas de Mafalda. Contou, também, como busca em novas criações apresentar suas críticas à sociedade moderna.

O Estado de S.Paulo, 25/12/1999

O Estado de S.Paulo,15/6/2003

O Estado de S.Paulo, 30/6/2003

É mais que louvavel a atitude do jornal o Estado de São Paulo em comemorar os 80 anos de Quino, Criador de Mafalda.

Fonte: Estado de São Paulo

Secretaria promove concurso sobre diversidade cultural brasileira

 

Em virtude das comemorações do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, celebrado nesta segunda-feira (21/5), a Secretaria de Cidadania Cultural está lançando cartazes e uma ação na sua fanpage no Facebook, convidando a sociedade a mostrar seu próprio olhar sobre a diversidade cultural brasileira. O intuito do projeto é promover o diálogo a respeito do tema.

Os usuários da rede social poderão postar fotos na página da secretaria e votar em sua foto preferida. A imagem mais votada vai se tornar capa da fanpage, em comemoração à data.

De acordo com a secretaria, a data é uma oportunidade para a mobilização por parte de governos, organizações da sociedade civil e comunidades culturais a fim de promover a cultura na sua diversidade e em todas as suas formas: patrimônio material e imaterial, indústrias criativas, bens e serviços culturais.

Clique aqui para acessar a página da secretaria no Facebook.

*Com informações do site Cultura Viva

MinC abre inscrições para eleitores do CNPC

 

Já está disponível no site do Ministério da Cultura o formulário para o cadastramento de eleitores que participarão dos fóruns estaduais setoriais. O processo eleitoral ocorrerá com a formação de colégios eleitorais estaduais para a escolha de delegados dos estados, que por sua vez formarão colégios eleitorais nacionais, para a escolha dos membros dos colegiados setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

Os novos representantes da sociedade civil vão exercer seus mandatos no período de 2012 a 2014. As reuniões dos fóruns estaduais setoriais para a eleição dos delegados estaduais estão previstas para acontecer entre os dias 28 de julho e 19 de agosto, por meio de plataforma virtual disponibilizada pelo MinC.

Os delegados estaduais eleitos irão se reunir nos fóruns nacionais setoriais, a serem realizados nos dias 19 e 20 de setembro de 2012, para a eleição dos membros dos colegiados setoriais. Cada fórum nacional também irá debater as políticas do setor com vistas à revisão e elaboração dos planos setoriais e suas metas decenais em consonância com o PNC.

Para participar como eleitores, os interessados deverão ter, no mínimo, 18 anos, preencher o formulário de cadastramento, comprovar a atuação de três anos no setor em que desejam participar e apresentar cópia digitalizada dos documentos pessoais e do currículo profissional.

As inscrições vão até o dia 24 de junho.

Mais informações sobre o processo eleitoral do CNPC estão disponíveis aqui.

*Com informações do site do MinC

Pensando as Artes Plasticas em 3 perguntas

Fui arguido em meu facebook para uma monografia.. as peguntas sucitaram intelecções as quais acredito que sejam validas de serem divididas:

 

    • Você poderia dar uma entrevista para minha monografia? Eu estudo Jornalismo e estou falando sobre o discurso da mídia sobre as artes visuais.
      Se puder responder essas perguntas aqui vai ajudar bastante.
      1- O que mais ajuda na hora de divulgar o seu trabalho: redes sociais ou imprensa? Por que?
      Obrigado!

  • Wellington Rodrigues Costa

    • sepia Na atualidade as redes sociais e a imprensa estão únicas, se repararmos algo que é de interesse ou interessante (de um individuo ou grupo) que esta presente em um Jornal é repercutido dentro de redes sociais. Uma boa divulgação amalgama um enfoque entre as redes sociais e a imprensa. Mas cada meio tem suas vantagens e desvantagens: a) Redes sociais: são funcionais se quem vai divulgar um trabalho tenha contatos qualificados, ou seja: potenciais clientes para o produto a ser divulgado; tal só ocorre se os contatos das redes sociais forem construídos com objetivos absolutamente comerciais, havendo uma captação somente de potencias clientes para o produto divulgado, sem isso a divulgação embora alcance um volume expressivo de indivíduos, não obtém os resultados esperados. b) a imprensa é mais focada no no publico objeto da divulgação, pois o setor especifico do publico consumidor de arte e produtos culturais consome determinadas revistas, setores dos jornais; mas a concorrência por espaço de divulgação gratuita é enorme, assim como o custo associado por matérias pagas ou anúncios pagos, maior ainda, o que torna proibitivo ou difícil a obtenção de espaço.

  • 2- Acha a cobertura da midia suficiente? Por que? No que ela peca?

  • Wellington Rodrigues Costa

    • Sim a cobertura da mídia é suficiente dentro do que ela se propõem a fazer e a dimensão que possui.... No setor das artes plasticas e visuais o crescimento exponencial das pessoas que alegam ser artistas plásticos, não foi acompanhado pelo crescimento das mídias, ou seja: há muitos mais artistas procurando divulgação gratuita de seus trabalhos que espaços para a divulgação,o que torna concorrência acirrada por divulgação gratuita, sendo que os mais famosos e realmente inovadores, assim como aqueles que detenham uma acessória de imprensa bem articulada obtenham maior visibilidade sem terem que pagar por anúncios. Aqui e ali vejo muitos preteridos ao desejarem divulgação gratuitas das mídias, se revoltarem contra elas, dizendo que não são democráticas na escolha de quem vão divulgar, tais esquecem que uma divulgação mesmo gratuita envolve custos como a contratação de jornalistas, equipes de filmagem, editores, papel e impressão(no caso dos jornais e revistas), ou seja o que é um aparente divulgação gratuita dentro das mídias tradicionais é extremamente oneroso e mesmo dentro das mídias digitas (jornais virtuais) há o custo de edição e postagem do material e horas de trabalho de quem edita... sendo tal não um ero real das mídias mas uma questão de custos nos quais não há quem pague pelo aspectos de democratização desejados. O erro maior das mídias é que pelo volume de fornecedores de informações (Press Releases) a investigação do meio artístico não corre em profundidade e novas tendencias, aspectos inovadores que não detenham um bom divulgador ou criem factoides que os torne diferenciados perante a massa de ações tão iguais assam sem serem percebidos ou notados e evoluem dentro de seus nichos sme qualquer cobertura divulgacional inicial... ou seja as mídias são hoje quase repositórios de reproduções de Press Releases ( comunicados de imprensa, não sendo mais investigativa no que tange as artes e a cultura).

    • 3- Como vê a situação das artes visuais hoje?

  • Wellington Rodrigues Costa

    • As artes vão bem.. há muitos artistas criando, vendendo, sobrevivendo, outros passando necessidades.. ou seja: seguem como sempre seguiram... mas há um diferencial houve, uma glamorização do fato de ser artistas e tal faz com que muitos objetivem tal fazer sem que ocorresse um ampliação do mercado consumidos, sem uma ampliação volumétrica dos espaços expositivos na mesma proporção. Há também a facilidade dos meios eletrônicos possibilitando que cada individuo "faça arte" usando um ou dos programinhas sem nada terem estudado ou entenderem de arte e sua evolução histórica... Tal fator cria uma competição na qual podemos detectar os verdadeiro artistas ( indivíduos que estudam , aprofundam seus conhecimentos tanto técnicos como os formais dentro das artes) dos curiosos que consideram que ser artista se resume do ato de criar algo bonitinho e palatável... tal aspecto faz que a arte que detenha uma base ou um conceito formal e intelectual que a sustente ser sempre mais valorizada diante de conceitos arcaicos como "Arte pela arte"... sendo que neste rebote temos os aproveitadores e os piratas , os quais roubam sistematicamente a criação de artistas famosos , empregando pastiches ou o mero roubo direto , assinam em baixo a obra, a imprimem em meios digitais e alegam serem artistas e vendem em baciada a preços baixo obras sem real valor de mercado... No mais, no ambiente de criação mais serio a cada dia surgem novas técnicas, novas ferramentes criativas a serem exploradas pelos verdadeiros artistas... lastimavelmente quantidade de espaços para a exposições, a quantidade de mídia não esta acompanhando o crescimento dos verdadeiros artistas e tal faz com que haja uma competição mais acirrada... Sendo que o maior defeito dos artistas plastico e não terem feito o mesmo que os demais artistas fizeram e fazem em massa (Atores, dançarinos, etc) que é usar as verbas das leis incentivo e propostas de fomento para as artes plasticas , há varias concorrências onde por desconhecimento há mais vagas que inscritos, demonstrando que a maioria dos artistas não esta ainda plenamente antenado quanto as verbas que existem para auxiliarem na elaboração de sua produção ou exposição de suas obras.

Novas Noticias SET 2012


2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras

A Fundação Cultural Palmares e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves promovem a 2ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, apoiados pelo patrocínio da Petrobrás. Criado para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra, o prêmio estará com as inscrições estarão abertas no período de 10 de outubro a 24 de novembro de 2011. As inscrições são gratuitas e poderão ser preenchidas diretamente na página do Prêmio: www.premioafro.org. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Mais informações: www.palmares.gov.br


Iphan lança o Edital PNPI 2011 - Mapeamento e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional lança o Edital PNPI 2011 - Mapeamento e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. O Departamento do Patrimônio Imaterial receberá no período de 03 de outubro a 03 de novembro de 2011 projetos cujo objetivo seja promover a salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, em sua dimensão imaterial, por meio do fomento a ações de salvaguarda de bens culturais de natureza imaterial e de pesquisa documental sobre referências culturais de grupos de imigrantes. Os projetos deverão ser apresentados de acordo com as condições e exigências estabelecidas no Edital e seus anexos. 

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=16190&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

Prêmios de Teatro Myriam Muniz e de Dança Klauss Vianna 2011

Os editais do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, edição 2011 estão com inscrições abertas até 3 de novembro, para projetos de todo o Brasil. No Myriam Muniz, pessoas jurídicas de todo o país podem inscrever seus projetos e ganhar prêmios de até R$ 150 mil. Podem participar artistas, produtores, associações, cooperativas, companhias, grupos e empresas teatrais. O processo seletivo está dividido em duas categorias: A) Circulação de espetáculos e b) Montagem de espetáculos e/ou manutenção de atividades teatrais de grupos e companhias. Serão contempladas e viabilizadas, ao todo, 111 propostas de trabalho. Já do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna podem participar pessoas físicas e jurídicas. Serão contemplados 64 projetos de dança, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, com prêmios de até R$ 100 mil. O prêmio se divide nas seguintes categorias: circulação nacional de espetáculos, atividades artísticas e novos talentos. O total investido no Myriam Muniz é de R$ 10 milhões, e no Klauss Vianna, R$ 4,5 milhões. Estão incluídos nestes valores os aportes financeiros e as despesas administrativas. Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011 Baixe aqui o edital Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna Baixe aqui o edital

I Festival Internacional de Stop Motion do Brasil

As inscrições para o I Festival Internacional de Stop Motion do Brasil estão abertas até 17 de outubro. O evento acontecerá de 21 a 27 de novembro, na cidade do Recife, em Pernambuco, e é voltado para a técnica de animação Stop Motion audiovisual. O evento tem como objetivo gerar oportunidade para os admiradores da técnica que tenha histórias conectadas aos primórdios da fotografia e do cinema. A mostra será realizada no Cinema São Luiz e as oficinas serão ministradas na Universidade Católica de Pernambuco. Clique aqui e saiba mais.

Residência LABMIS 2012

Esta é a 4ª edição do projeto, que visa fomentar trabalhos de arte contemporânea com foco em novas tecnologias. O LABMIS também inscreve para o Programa de Residência Internacional, que enviará três artistas brasileiros instituições no Canadá, Espanha e Holanda. Inscrições até 24 de outubro de 2011, no Museu da Imagem e do Som - MIS, Avenida Europa 158, Jardim Europa, São Paulo - SP 11-2117-4777 ou mis@mis-sp.org.br www.mis-sp.org.br

Prêmio de Literatura Africana IMVF 2011

O Instituto Marquês de Valle Flôr promove, a terceira edição do Prêmio de Literatura Africana – edição de 2011. O principal objetivo é incentivar a produção de obras literárias nos domínios de romance, novela ou conto, junto dos escritores provenientes de países africanos de língua oficial portuguesa. Os interessados devem enviar as suas obras até dia 30 de outubro de 2011 para o Instituto Marquês de Valle Flôr, devendo apresentar um mínimo de 150 páginas e estar devidamente identificadas pelo autor. O vencedor receberá um prêmio no valor 10.000€ (dez mil euros), sendo que o IMVF promoverá a primeira edição de 500 exemplares da obra premiada.  Consulte aqui o regulamento.

VII Concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa-Metragem

O Santander Cultural, a Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria de Cultura, e a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do RS - APTC/RS lançaram o edital com o regulamento para a realização do VII Concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa Metragem. As inscrições estarão abertas de 07 a 11 de novembro de 2011 e podem ser feitas na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, Av. Presidente João Goulart, 551, Usina do Gasômetro, 3º andar, em Porto alegre, de segunda a sexta, das 9h às 11h e das 14h às 17h. Em seis edições, o Prêmio estimulou o surgimento de 158 propostas, sendo 19 delas premiadas. Cada projeto premiado recebe o valor de R$ 50 mil.

Regulamento aqui http://www.salapfgastal.blogspot.com/

3° Salão de Arte Afro-Brasileira do RS

Estão abertas as inscrições para o 3° Salão de Arte Afro-Brasileira. Artistas plásticos residentes em todo o Brasil podem inscrever suas criações de temática inspirada pelo universo afro-brasileiro até o dia 20 de outubro, pelo site www.salaodearteafro.com.br. O Salão premiará os melhores trabalhos em cinco categorias: pintura, desenho, escultura, fotografia e gravura. Maiores informações pelo email inscricoes@salaodearteafro.com.br. O evento acontece em novembro na Usina do Gasômetro. A promoção é da ONG Xama de Duas Faces, com financiamento do Fumproarte e curadoria de Patricia Brito. A atração aposta ainda em outras expressões artísticas para a valorização da cultura afro na Capital gaúcha e vai apresentar também números de dança, música, teatro, palestras, oficinas e sessões de vídeo.

1º Itajaí Arte e Mídia

Estão abertas até o dia 10 de outubro, as inscrições para as apresentações de performances do 1º Itajaí Arte e Mídia - Festival de Performances Multimídia. O evento acontecerá entre os dias 12 e 20 de novembro em Itajaí. Serão selecionados trabalhos performáticos presenciais que utilizem os seguintes recursos: interação digital, música eletrônica, sonorização digital, projeção digital, comunidades virtuais, uso de celular, arte via web, game art, art-hacker, telepresença, realidade virtual , videoarte, e qualquer outro tipo de manifestação estética em novas mídias. O Itajaí Arte e Mídia é um festival independente, produzido pelo Coletivo Terceira Margem e Lima Produções Culturais, contemplado com o Edital do Programa de Apoio a Eventos Culturais Comunitários, da Fundação Cultural de Itajaí e recebe o apoio do Sesc. Toda programação é aberta ao público e gratuita. Mais informações e inscrições no site www.itajaiarteemidia.com.br

Fonte:Ministério da Cultura

Representante Regional Sul: Margarete Moraes

A Falsa Democracia Cultural

image O artigo de Odilon Wagner (Apresentado em Cultura e Mercado) é lúcido por nos fazer notar o embrião de como estamos sendo manipulados ate mesmo com o uso de algumas verdades como o adensamento de projetos na região sudeste (verdade), mas que traduz a quantidade esmagadora de artistas de todas as regiões que buscam seu lugar ao sol no cenário nacional e se deslocam para o Sudeste do Brasil, se alguém acha isso indevido não deve atacar as leis de incentivo e os programas de fomento ou qualquer iniciativa que não tente fingir ser democráticas (fazendo uma divisão por estado das verbas ou vagas) quando na verdade não trata todos de modo igual e sim os regionaliza de modo equivocado, pois tais regionalismos não atendem a realidade da distribuição populacional... Se as preocupação fosse seria deveriam atacar outras leis; como aquela que fala que artistas de teatro e cinema para ser considerados profissionais são obrigados a abandonarem os locais onde moram e já atuam e se dirigirem aos grandes centros, principalmente na região sudeste onde conseguem obter ou comprarem os carimbos que os considera profissionais; carimbo estes que às vezes são provisórios (ou seja, provisoriamente alguém é considerado profissional depois de pagar uma taxa e um ano depois se desejar ser considerado novamente profissional paga outra taxa ou segue outros ritos da alegada profissionalização) um verdadeiro escândalo, mas por atender certos cartórios culturais ligados a políticos ninguém comenta ou combate tais desvios.

Sem duvida alguma há algo atrás dos ataques constantes a Lei Rouanet... Aqui e ali vemos políticos querendo intervir nas leis de incentivo fiscal (exemplo parte da bancada evangélica de certos clubinhos de políticos querendo os recursos da cultura para seus pastores, fato este muito combatido pelo setor cultural)...

Mas sejamos realistas há sim uma concentração de projetos em certas regiões do Brasil, mas tal acompanha o percentual populacional de tais regiões e poucos se dão conta deste fato. Tomemos por exemplo a região sudeste que atraiu e atraem artistas de todo o Brasil para seus Teatros, empresas de TVs, galerias, museus, teatros de danças, empresas produtores, publico que prestigiam eventos... Verbas estaduais mais elevadas... Mas nada disso é dito ou avaliado por imperar o conceito pseudo democrático da divisão das verbas pelo numero de Estados que muitos desejam... Mas vejamos os resultados práticos disso: Alguns concursos nacionais que disponibilizam a mesma quantidade numérica de verbas (dividida igualmente entre os vários estados) para setores artísticos abrem inscrições e para digamos 10 vagas para cada estado e vemos na região sudeste mais de 600 inscrições concorrendo a 10 vagas , da região norte umas 2 inscrições para 10 vagas (há um remanejamento de verbas ou as verbas que seriam dedicadas a 8 vagas não são pagas e os recursos direcionados a outras coisas ou indivíduos), ou ... Ou seja, a crueldade que esta dita e aparente democracia gera para as artes e cultura é inadmissível e poderia gerar até os desvios das poucas verbas que possuímos para outras atividades, setores ou interesses.

O Brasil é grande e possui projetos, artistas e enfoques culturais fantásticos e detentores de qualidade em todas as regiões, mas a quantidade em cada região é proporcional a densidade populacional... ou seja, se um projeto é de qualidade ele será superior a outro independente da região na qual seja proposto e não há necessidade de protecionismos tolos como alguns pretendem , pois tais imbecis protecionismos gerar anormalidades nas quais o publico consumidor dos projetos culturais fiquem ainda mais desassistidos do que se encontram, quase sendo castigados por viverem em locais onde haja adensamentos populacionais. Isso não atende a democracia, atende sim interesses poliqueiros outros.

Wellington R Costa

QUESTIONAMENTOS DAS VERBAS CULTURAIS

Vejo pessoas dizendo que não se conformam que o Ministério da Cultura de verbas para a Globo fazer filmes...

Mas convenhamos é o publico que paga impostos e o publico foi em peso ver um filme como estes “Se eu fosse Você”, que mal há ele ser subvencionado se o talento dos atores e do diretor foi e é desejado pelo publico que paga impostos?
Todos são iguais perante a Le, todos tem o direito de pedir verbas paras seus projetos... Conheço bem as leis de incentivo, há mais verbas que projetos em muitos casos, a maioria não sabe usar as leis ou sobe em pedestais e não aceita seguir as normas de trabalho que os demais artistas seguem... eu vejo concorrências sendo prorrogadas porque na data de fechamento não ha quórum de inscritos...
O que mais atrapalha é a ignorância da lei e a empáfia de alguns artistas... a empáfia é tanta que mesmo hoje em dia tem gente que não aceita seguir os ditames legais e fala "não vendo meu trabalho". E é um fato que o Ministério da Cultura insiste e promove cursos e seminários ensinado o uso da lei...
Já vi artistas dizendo que não precisam de verbas e depois criticando quem obtém as verbas, e no fato precisam sim das verbas mas fazem um circo fingindo não precisarem para que a sociedade os ache importantes... ou estes artistas descem do pedestal e tenham a humildade de irem aprender como funcionam as leis e concorrências ou vão passar a existência reclamando do sucesso dos outros que vão lá, batalham, elaboram um projeto, seguem os tramites para serem aprovados diante da lei, fazem a captação de recursos, executam os projetos, fazem a prestação de contas...
O Ministério não da verbas para a Globo, a globo conquista estas verbas usando um direito que lhe concede a lei, direito este que qualquer um pode usar e milhares na verdade usam.
Muitos tem a ilusão que o Ministério pega uma verba e da assim do nada... não é assim que as coisas funcionam , há regras , há instâncias, normas, pareceres... é um processo que soa ser hermético mas ao mesmo tempo é fácil de fazer para quem se dedica um pouco a estudar e conhecer os tramites legais...
Semana passada demorei 4 horas para inscrever um projeto de um grupo de teatro.... Fui remunerado pelo grupo para fazer isso, se o projeto for aprovado , atuarei no mesmo e receberei mais dinheiro e cerca de 7800 pessoas sob risco social vão ter acesso a uma montagem teatral de ótima qualidade... Paga pelos impostos... isso é melhor que ver as verbas indo para os tradicionais bolsos dos desvios de alguns corruptos...

Vetar o acesso ao uso de alei adotando-se critérios como alegado poder econômico, somente tirará do mercado muitos projetos bons sem que sejam substituídos por outros de igual qualidade.

Se tal raciocínio for seguido, artistas como Chico Buarque, Caetano, Gil, Gal, Rita Lee, etc não vão poder pedir verbas para suas apresentações... Sendo que muitos dos shows que vemos gratuitos por ai são subvencionados por tais verbas... Será que a população brasileira quer ver só espetáculos de artistas iniciantes, ou os consagrados devem ser tratados de modo igual que os consagrados o são...

Será que pelo mito de atender o social devemos dar milhões para que uma pedagoga leve seus alunos para um grande palco para cantar o hino nacional completamente desafinado, ou queremos que o dinheiro de nossos impostos seja usado para que possamos ter acesso gratuito a espetáculos com artistas de extremo talento? Claro a pedagoga merece uma pequena verba por desenvolver seu trabalho musical e apresentá-lo dentro de sua comunidade, mas não receber milhões para fazer o que faria com qualquer 10 mil reais, pois tal cobre suas reais despesas e necessidades. Sendo que o apoio a projetos de artistas famosos não impede em nada que a pedagoga tenha acesso a verba que lhe é necessária para realizar bem o que se propõem.

Wellington R Costa

Summer Soul Festival em São Paulo

Hora

sábado às 18:00 - domingo às 01:00


Localização
Arena Anhembi

Av. Olavo Fontoura 1.209 - Santana - Telefone: 2226-0400

São Paulo, Brazil


Mais informações
O festival traz o tão esperado show de Amy Winehouse e terá as apresentações de Janelle Monáe e Mayer Hawthorne, além das atrações nacionais Miranda Kassin e André Frateschi e Instituto.
Data: 15 de janeiro de 2011 (Sábado)
Local: Arena Anhembi
Abertura dos Portões: 15h
Horário: A partir de 18h
Classificação etária: 16 anos
Entrada: Em todos os canais
Descontos: De 50% para estudantes, aposentados e maiores de 60 anos
Realização: Mondo Entretenimento
www.summersoulfestival.com.br

Stand Up, Artes, Cultura e Sincretismo

bandeira Acompanhei um debate sobre o questionamento se os Stand Ups eram manifestações artísticas e culturais.

Conceitualmente são manifestações de monólogos humorísticos de cunho teatral... que bebe seus princípios lá nos monólogos da Comedia de L'arte, onde os saltimbancos geravam críticas de seu momento político e social, passam também pelas influencias do teatro burlesco e da critica que vários artistas chargistas efetivavam. Sendo uma manifestação de cunho teatral urbana valida, efetivada por atores humoristas caracterizados ou não... Quando avaliamos a força do Humor no Brasil notamos que há uma vasta tradição de humoristas brasileiros que efetivam Stand Ups quando tal sequer era conceituado com tal nome , exemplos como Jô Soares, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Costinha entre centenas de outros que atuaram criticamente em seus monólogos. Assim como é notório o fato que muitos deles foram mesmo perseguidos por suas criticas políticas e como suas vozes foram os arautos que nos proporcionavam alento em anos tão negros que varias ditaduras tentaram impor à cultura nacional no passado.

Diante destes fatos Stand Ups são sim manifestações artísticas e culturais validas e traduzem aspectos significativos da cultura urbana contemporânea.

Ao ler criticas contra tal manifestação artística entre outras noto que não podemos ser sensores puristas do que individualmente achamos que seja arte ou cultura... se assim agirmos poderíamos estar matando a gênese de novos sincretismos e movimentos artísticos validos que enalteçam a cultura brasileira. Exemplos:

1 – O Samba era considerado pejorativamente algo de africanos, e recebia criticas , proibições dos detentores do poder cultural de certa época.

2 – A Influencia de certa correntes do Jazz dos EUA é inegável no Nascimento da Bossa Nova Brasileira, se os puristas que criticavam o uso de tais influencias tivessem sido ouvidos não teríamos tido tal movimento musical.

3 – Na musica o rock que vem do jazz , ambos de origem nos EUA , se tal não fosse aceito e integrado a musica brasileira como muitos desejavam, não teríamos visto Mutantes, Titãs, Cazuza, muitos dos aspectos do Tropicalismo que só vieram abrilhantar as artes e a cultura Brasileira...

Caso segamos os passos do s puristas do passado , não estaremos auxiliando no crescimento da cultura Brasileira e sim apenas tentando cerceá-la como se ela devesse ser espelhos de nossas convicções pessoais. Sendo que na atualidade nenhum individuo por mais cosmopolita que seja, não consegue abranger dentro de seu repertorio pessoal à magnitude total da cultura brasileiras em seus mais diversos nuances e peculiaridades .

No passado xenofobicos criticavam o rock, a bossa nova, guitarra elétrica, o samba, os trios elétricos, as escolas de samba, o forro, etc.... Acho que hoje temos cultura o suficiente para não repetir tais erros e equívocos que detiveram por pouco tempo a força natural de os movimentos artísticos e culturais detém

Acredito que nossos papéis de agentes culturais não deva ser de termos orgulho em não aprovarmos projetos, ou ficarmos abismados com valores elevados que são considerados como sendo de mercado a ser pagos para artistas realmente consagrados...

Acredito que ao avaliarmos um projeto tenhamos que ter uma isenção e vermos a cultura brasileira como um todo, aceitando suas diversidades, sincretismos, influencias externas e internas, seus aspectos urbanos e campesinos como algo natural... E tanto isso é natural que o MinC possui programas de intercambio cruzado com vários paises do mundo... vide os projetos do ano França Brasil onde expoentes franceses foram contemplados com projetos de intercambio de profunda validade cultural... vide o patrocínio dado pelo MinC a Bienal de São Paulo para que artistas internacionais , até mesmo dos EUA, venham ao Brasil mostrando-nos o que de novo esta sendo efetivado internacionalmente para que tal possa ser incorporado antropofagicamente por nossos artistas plásticos permitindo que façamos parte das novas vanguarda das artes plásticas internacionais...

Acredito que devemos novamente levantar as bandeiras do modernismo nas quais o sincretismo do que venha de fora é encarado com normalidade, pois nossa cultura e arte têm e sempre teve força o suficiente para incorporar o que é bom e tal é o melhor que temos em nossa cultura.

Se não formos isentos em nossas analises correremos o risco de conspurcarmos nossas avaliações e deixarmos abertas as possibilidades de sermos comparados como iguais em atitudes contra quem foi contra o samba, o rock, etc... Eu pessoalmente não desejo ter atitudes comparáveis a tais criaturas sectárias do passado...

A melhor bandeira a ser levantada é a que elogia os antigos e novos sincretismos que a arte e a cultura brasileira conseguiu e consegue produzir... diante deste fato não precisamos mais viver com medo do que venha de fora.

Wellington R Costa