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Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música

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A Fundação Nacional das artes (Funarte) publicou, no Diário Oficial da União do dia 16 de agosto de 2012, quinta-feira, o edital da Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música. O programa apoiará a participação de artistas e/ou técnicos da área de música em atividades de aperfeiçoamento no Brasil ou no exterior, por meio de concessão de bolsa para realização de estágios e cursos de média e longa duração. Serão concedidas 36 bolsas. Podem concorrer no edital jovens músicos, compositores e arranjadores, bem como técnicos – nas áreas de sonorização, iluminação, produção fonográfica e luteria.

Estão aptos a se inscrever neste edital músicos e técnicos que preencham as seguintes condições: tenham formação e experiência artística ou técnica compatível com o nível e a finalidade do estágio ou curso; sejam brasileiros natos ou naturalizados; e tenham entre 18 e 35 anos completos. As bolsas são divididas em quatro módulos, com as seguintes características:

Módulo A: oito bolsas para cursos/estágios no Brasil com duração de três a seis meses, no valor de R$16 mil;
Módulo B: 10 bolsas para cursos/estágios no Brasil com duração de seis a doze meses, no valor de R$ 31 mil;
Módulo C: oito bolsas para cursos/estágios no exterior com duração de três a seis meses, no valor de R$ 35 mil;
Módulo D: 10 bolsas para cursos/estágios no exterior com duração de seis a 12 meses, no valor de R$ 65 mil;

A ação tem o objetivo de promover o aperfeiçoamento dos interessados em cursos ou estágios de reconhecida qualidade, visando à excelência artística e técnica. O Centro de Música da Funarte, responsável pelo edital, espera que os contemplados com o apoio sejam multiplicadores dos resultados da ação, contribuindo para a qualificação do corpo de profissionais brasileiros da área da música.

As inscrições estarão abertas no período de 45 dias corridos, até 1º de outubro, o material de inscrição deverá ser enviado pelo correio, por Sedex, em um único envelope. Os recursos destinados ao programa terão origem no Fundo Nacional de Cultura (FNC), no valor de de R$ 1.428.350,00, dos quais serão destinados R$ 60,35 mil para as despesas administrativas e o restante para as premiações.

Para edital, endereço e demais documentos relativos ao programa acesse: www.funarte.gov.br

Informações:
Funarte – Centro da Música (Cemus)
Telefones: (21) 2215-5278 / 2279-8109 / 2240-5151 / 2279-8601

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Consulta pública sobre o Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual

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Está aberta, até 22 de dezembro, a consulta pública sobre o Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual, documento aprovado no início de agosto pelo Conselho Superior do Cinema.

O objetivo é que o documento sirva como guia das ações do poder público para o setor audiovisual no Brasil até o ano de 2020, e sugere ações para o fortalecimento do mercado, tanto internamente, como em termos de presença brasileira no mercado internacional.

Além da consulta, realizada no site da Agência Nacional do Cinema (Ancine), devem acontecer audiências e seminários para ouvir e mobilizar as vontades e iniciativa do setor.

Depois de passar pelo processo de consulta pública, o Plano voltará para o debate no Conselho.

Para participar das consultas públicas abertas à contribuição é preciso acessar o Sistema de Consultas Públicas e se cadastrar.

Dúvidas sobre o funcionamento do sistema devem ser encaminhadas paraouvidoria.responde@ancine.gov.br.

*Com informações do site da Ancine

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MinC lança piloto de sistema nacional de indicadores culturais

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O projeto piloto do Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura (SNIIC) foi lançado em Florianópolis no início deste mês, durante o encerramento do II Seminário de Planos Estaduais de Cultura. O sistema é uma base de dados nacional unificada, que trará o mapeamento de produtores culturais, grupos, pesquisadores e artistas em suas diferentes habilidades e expressões artísticas.

Segundo Evaristo Nunes, coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais do MinC e responsável pela finalização do sistema, o SNIIC deve entrar em funcionamento ainda este mês. Embora deva ser alimentado pelo próprio usuário, em regime de rede colaborativa, o sistema irá iniciar suas operações com o cadastro de 70 mil usuários registrados pelo MinC  no sistema de acompanhamento da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Cultura.

O SNIIC deve disponibilizar para consulta informações sobre a cultura brasileira dentro e fora do país, com o intuito de subsidiar pesquisas sobre sua penetração no exterior. Os indicadores deverão ser usados pelos governos estaduais e municipais para estabelecerem suas metas e diretrizes dentro dos planos de cultura.

Com a consolidação do projeto, será possível gerar pesquisa a partir do cruzamento comparativo dos indicadores culturais com outras bases de dados, como o Siape, o Salic (Sistemas de Apoio às Leis de Incentivo), para obter dados sobre financiamento cultural.

A ideia é que em pouco tempo o SNIIC possa expandir-se a ponto de se tornar uma plataforma de serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, quais as pesquisas mais abordadas em sua área. Produtores poderão localizar outros produtores e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais.

Para saber mais, acesse a página do SNIIC.

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O Lattes da cultura – MinC lança em Florianópolis o primeiro módulo do SNIIC

por Gabrielle Seraine

Projeto piloto do módulo de cadastro do SNIIC  foi lançado na UFSC em caráter nacional. O cadastro unificado de informações sobre cultura entrará em funcionamento ainda este mês.

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Evaristo Nunes

Órgãos públicos, empresas, artistas e entidades que trabalham com cultura no país terão ainda este mês uma base de dados nacional unificada que poderá ser um poderoso instrumento para a profissionalização e propulsão da cultura. O projeto piloto do módulo de cadastro do  Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura, o SNIIC, foi lançado em Florianópolis para todo Brasil no último dia 27, durante o encerramento do II Seminário de Planos Estaduais de Cultura, ocorrido no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O sistema fará o mapeamento de produtores culturais, grupos, pesquisadores e artistas em suas diferentes habilidades e expressões artísticas.

Depois de oito anos de gestação, o SNIIC vai finalmente entrar em funcionamento ainda este mês, segundo Evaristo Nunes, coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais do Minc e responsável pela finalização do sistema. Embora deva ser alimentado pelo próprio usuário na ponta, em regime de rede colaborativa, como a plataforma Lattes, o SNIC já  oferece de saída um cadastro de 70 mil usuários registrados pelo Ministério que já passaram pelo sistema de acompanhamento da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de cultura. Disponibiliza para consulta informações sobre a cultura brasileira dentro e fora do país, de forma a subsidiar pesquisas sobre sua penetração no exterior. “Já houve outras tentativas, mas é a primeira vez que o Brasil consegue criar um cadastro com informações de todos os estados e municípios”, afirma Evaristo.

Apresentado pela primeira vez em público durante o seminátrio em Florianópolis, na presença de articuladores e técnicos culturais de 17 estados brasileiros, os indicadores deverão ser usados pelos governos estaduais e municipais para estabelecerem suas metas e diretrizes dentro dos planos de cultura. Assim como os conselhos, os fundos e as conferências, os planos de são instrumentos obrigatórios do Sistema Nacional de Cultura. Buscam estabelecer uma política democrática, criteriosa e planejada para a distribuição de recursos, explica o coordenador do Plano Nacional de Cultura do MinC, Rafael Pereira Oliveira, que também participou do evento. É aí que o SNIIC entra com a matéria-prima: “O plano é feito de metas quantitativas e de diagnósticos que só se sustentam em cima de dados e indicadores até então inexistentes nessa área”, explica Oliveira.

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Rafael Pereira Oliveira

O SNIIC já nasce com a possibilidade de gerar pesquisa a partir do cruzamento comparativo dos indicadores culturais com outras bases de dados, como o Siape e o Salic, para obter dados sobre financiamento cultural. Assim, apresenta duas funcionalidades: o cadastro e a extração dos dados estatísticos. Com o desenvolvimento do sistema, tende a crescer muito mais com a integração a outras plataformas das secretarias de cultura dos estados e municípios e a se tornar uma referência para qualquer gerenciamento, negócio ou projeto na área de cultura. “Vai gerar conhecimento, possibilidades de interpretação e de leitura para os gestores culturais”, destaca Nunes.

Seu princípio multiplicador é o mesmo do Lattes, no qual o usuário, na base, é responsável pela alimentação de suas informações. “Anteriormente, utilizávamos dados obtidos através de organismos intermediários, como o IBGE, que não tinham a especificidade e a regularidade que a cultura exige: agora estamos gerando nossos próprios dados”, diferencia Nunes. Até então, os dirigentes podiam saber pelo IBGE a quantidade de livros que as pessoas leem. Mas não podiam saber onde estão os artistas, quem são, com quais elementos da cultura grupos e equipamentos atuam, enfim, demandas de informação necessárias à elaboração de planejamentos e diagnósticos na área que o SNIIC deverá suprir.

Embora o cadastro seja unificado, sua alimentação é pulverizada e descentralizada, a exemplo do recém-criado Sistema de Informações Culturais do Mercosul (Sicsur). Segundo ele, poucos países no mundo dispõem de um sistema de dados culturais dentro dos princípios de rede colaborativa e dos novos paradigmas de governo na era da informação, que são gerenciamento eletrônico, transparência e responsabilidade do cidadão na autogestão da vida social.

A ideia é que em pouco tempo o SNIC possa expandir-se a ponto de tornar-se não só um banco de dados, mas uma plataforma de serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, quais as pesquisas mais abordadas em sua área. Produtores poderão localizar outros produtores em sua cadeia produtiva e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais. “É uma forma de empoderamento do indivíduo que trabalha com arte, pois dá ferramental para que ele não precise ser intermediado por um agente público para gerenciar a sua área”, conclui Nunes.

Matéria publicada originalmente no site da Secretaria de Cultura da UFSC.

Link original – http://secult.ufsc.br/2012/07/30/o-lattes-da-cultura-ministerio-lanca-em-florianopolis-sistema-nacional-de-indicadores-culturais/

Texto: Raquel Wandelli (com adaptações)

*Com informações do site da Universidade Federal de Santa Catarina

ANO BRASIL PORTUGAL - EDITAIS

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"A partir deste mês, artistas e produtores poderão participar do processo de construção da programação do Ano do Brasil em Portugal, garantindo a representação da música brasileira em toda a sua diversidade. Serão selecionadas 72 atrações musicais para compor a programação do Espaço Brasil, nos seis primeiros meses de 2013. Outro edital é o de Chancela, que vai possibilitar que projetos independentes façam parte da programação do Ano do Brasil em Portugal. Podem participar eventos culturais brasileiros (música, circo, teatro, dança, artes plásticas, fotografia, artes integradas, entre outras) já programados para acontecer em Portugal durante o período do evento."

EDITAIS

Edital de Música para o Ano do Brasil em Portugal
Setenta e duas atrações musicais serão selecionadas para compor a programação do Espaço Brasil.

De 16 de agosto a 05 de outubro, músicos e grupos musicais brasileiros poderão se inscrever para participar da programação do Ano do Brasil em Portugal no período de janeiro a junho de 2013. O concurso é uma realização do Ano Brasil-Portugal, possibilitando que artistas e produtores participem do processo de construção da agenda do Espaço Brasil, de forma transparente e democrática. Cada uma das setenta e duas atrações selecionadas por este edital receberá R$ 10.000,00 (dez mil reais) brutos pela realização de um espetáculo dentro da programação musical do Brasil em Portugal.

VEJA COMO PARTICIPAR

Edital de Chancela para o Ano do Brasil em Portugal
Conheça as regras de concessão da chancela do evento a projetos independentes em todas as áreas culturais.

Para promover um intercâmbio cultural ainda mais diversificado, o Ano do Brasil em Portugal concederá sua chancela a eventos culturais brasileiros (música, circo, teatro, dança, artes plásticas, fotografia, artes integradas, entre outras) já programados para acontecer em território português no período do Ano do Brasil em Portugal. Poderão participar produtores culturais, associações, cooperativas, empresas com ou sem fins lucrativos, órgãos públicos e fundações privadas da área cultural. O projeto deverá ser encaminhado por email ou por correio, seguindo as regras do presente Edital.

VEJA COMO PARTICIPAR

Edital de Teatro, Dança e Circo
Em breve.

VEJA COMO PARTICIPAR

MinC divulga número atualizado de propostas admitidas pela Lei Rouanet

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O Ministério da Cultura divulgou planilha atualizada com o quantitativo por área das propostas admitidas pelo mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet, no período de fevereiro a julho. De acordo com a Instrução Normativa nº 1 de 2012, a admissão de novas propostas está limitada, durante o ano, em 6.300, e respeita os limites por área cultural.

Nas Artes Cênicas, o limite é de 1.500 projetos; nas Artes Visuais, até 600 projetos; em Humanidades, até 900 projetos; na Música, até 1.500 projetos; no Patrimônio Cultural, o limite é de 600 projetos; e no Audiovisual é de 1.200 projetos.

Segundo o MinC, a medida estabelecida na IN atende ao princípio da não concentração, exigido pelos órgãos de controle e já é prevista no artigo 19 da Lei Rouanet.

Com o objetivo de possibilitar aos produtores culturais acompanhar o andamento de propostas admitidas pelo mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura (MinC) tem divulgado planilha com o quantitativo por área cultural.

De acordo com a Instrução Normativa nº 1 de 2012, publicada em 10 de fevereiro no Diário Oficial da União, a admissão de novas propostas está limitada, durante o ano, em 6.300, e respeita os limites por área cultural.

Nas Artes Cênicas, o limite é de 1.500 projetos; nas Artes Visuais, até 600 projetos; em Humanidades, até 900 projetos; na Música, até 1.500 projetos; no Patrimônio Cultural, o limite é de 600 projetos; e no Audiovisual é de 1.200 projetos.

A medida estabelecida na IN atende ao princípio da não concentração, exigido pelos órgãos de controle e já é prevista no artigo 19 da Lei Rouanet.

O acompanhamento do quantitativo das propostas já admitidas proporciona aos proponentes maior transparência, planejamento e gestão do mecanismo.

Durante os meses de fevereiro (a partir do dia 10 com a publicação da IN), março, abril, maio, junho e julho, foram admitidas propostas pelo Ministério da Cultura, de acordo com a tabela abaixo:

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Instrução Normativa 2012

A IN nº 1/2012 readequa procedimentos para apresentação, recebimento, análise, aprovação, execução, acompanhamento e prestação de contas de propostas culturais, relativos ao mecanismo de incentivos fiscais do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), implementado pela Lei Rouanet.

As novas regras para projetos que buscam autorização para captação de recursos começaram a valer a partir do dia 10 de fevereiro, com a publicação no Diário Oficial da União (Seção 1 , páginas 10 a 17).

O novo instrumento foi construído em atendimento às recomendações dos órgãos de controle e a partir de uma avaliação da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), principalmente quanto aos aspectos técnicos e às demandas dos proponentes, depois de quase um ano e meio de publicada a primeira IN, o que permitiu um diagnóstico operacional.

A Instrução Normativa atualiza regras, incorpora e legitima critérios já sedimentados na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), organiza fluxos internos, estabelece novos prazos e disciplina conceitos.

Mais informações
- Atendimento ao Proponente: (61) 2024.2082
Horário: segunda a sexta, das 9h às 12h, e das 13h30 às 17h

*Com informações do site do MinC

COOPERATIVISMO NAS ARTES E NA CULTURA

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Sempre fui entusiasta do cooperativismo e ao ver nascer uma incubadora de cooperativas fomentando o desenvolvimento do setor é uma das noticias mais bem vindas para o universo das artes e da Cultura…

Muitos artistas e produtores podem se perguntar : Mas que vantagem eu tenho ao fazer parte e uma cooperativa? A resposta é bem simples: Simplificação no recolhimento de impostos, legalização da atuação artística, recolhimento da previdência social garantido aposentadoria, aquisição de produtos para o fazer artísticos e cultural com menores custos, simplificação , já os produtores tem a vantagem extra de facilitação do pagamento de seus funcionários e técnicos participantes de projetos culturais no que concerne a prestação de contas e o recolhimentos das taxas devidas… e por ai vai… Quem já correu desesperado atrás de uma nota fiscal da empresa de um amigo sabe como não depender da bondade e caridade dos outros para efetivarmos nosso trabalho é algo triste de se vivenciar…

INTEGRA DA NOTICIA SOBRE A INCUBADORA DE COOPERATIVAS:

É criada a mais nova COOPERATIVA CULTURAL BRASILEIRA para auxiliar os profissionais da cultura.

A “Incubadora de Cooperativas de Cultura” lança a COOPCULTURAL PROJETOS
O projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, da Cooperativa Cultural Brasileira / COOPCULTURAL, incentiva a criação de novas cooperativas em todo o Brasil, e a partir de 15 de agosto começa a funcionar a Coopcultural Projetos, a nova criação da Incubadora.
O nascimento desta cooperativa é a resposta a uma crescente demanda do mercado, e que foi detectada pelo Departamento de Projetos.
A presidência da nova cooperativa ficará a cargo de Eliana Barsotti, que era a responsável pelo departamento de projetos na Cooperativa Cultural Brasileira/ Coopcultural Central.
Esta ação, além de minimizar os custos, tem a principal intenção de ampliar e melhorar o atendimento a todos os cooperados da rede COOPCULTURAL, como a Coopcultural Central, Pernambuco, Minas Gerais, etc. Também para o atendimento dos demais interessados que fazem parte do quadro associativo dos variados parceiros como a FEBRACULT (Federação Brasileira das Cooperativas de Cultura), a Unimus (Cooperativa de Música do Espirito Santo), a ADESP (Associação dos Destaques das Escolas de Samba Paulista), a Cooperarte de Salvador, entre outras.
As condições de atendimento e assessoria prestadas pela rede Coopcultural não serão alteradas, continuando, assim, o atendimento e os procedimentos inalterados para a nova Coopcultural Projetos.
Portanto, a partir de 15 de agosto todos os assuntos relativos a projetos e novas filiações deverão ser tratados na nova Cooperativa Cultural Brasileira, a COOPCULTURAL Projetos, situada à Rua Vinte e Quatro de Maio, 188, 9º andar, conjunto 902, Edifício Apolo, República – São Paulo CEP:01041-000 – Telefone: 11-3661-3141 – email:coopculturalprojetos@coopcultural.org.br
SOBRE A COOPCULTURAL PROJETOS
O atendimento a projetos na Cooperativa Cultural Brasileira começou em 2006, o atendimento era feito por Rose Meusburger e Wellington Rodrigues costa. O Departamento de Projetos foi criado oficialmente em agosto de 2007 e Marília de Lima era a responsável e o atendimento era diário e gratuito para todos os cooperados. Bons profissionais passaram pelo departamento como Valéria Martins e Claudia Ferraresso. Atualmente a coordenação era de Eliana Barsotti.
A COOPCULTURAL PROJETOS continuará o atendimento da mesma forma que fazia antes o departamento de projetos, só que agora com autonomia na administração, maior possibilidade de atendimento e redução de custos para a Coopcultural Central.
O time da COOPCULTURAL PROJETOS é composto na sua diretoria por mulheres: Eliana Barsotti, Daisy Cordeiro e Marcia Felippe.
Eliana Barsotti, socióloga, e Marcia Felippe, pedagoga, trabalharam por mais de 20 anos na área social e há dois anos desenvolvem trabalhos na área cultural, estando há um ano na coordenação dos projetos. Daisy Cordeiro é musicista, produtora cultural e empresária.
A COOPCULTURAL Projetos estará durante dois anos sob a consultoria de Marília de Lima, da Coopcultural Central.
SOBRE O PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
A Cooperativa Cultural Brasileira, COOPCULTURAL, vem desenvolvendo o projeto “Incubadora de Cooperativas de Cultura”, idealizado por Marília de Lima, desde 2009 e incentivando a criação de novas cooperativas em todo o Brasil.
O projeto consiste em identificar grupos de profissionais da cultura já organizados ou que queiram se organizar formalmente. O objetivo em comum é a necessidade de todos na formalização do trabalho, na representação jurídica e na melhoria da performance para o desenvolvimento da carreira, comercialização de produtos e serviços, e elaboração de projetos.
COMO PARTICIPAR DO PROJETO INCUBADORA DE COOPERATIVAS DE CULTURA
Os interessados procuram pela Cooperativa Cultural Brasileira para a consultoria gratuita dos procedimentos. Para a formalização e constituição jurídica de uma cooperativa é necessário um mínimo de 20 pessoas. São passadas orientações não só sobre os procedimentos jurídicos e burocráticos de uma cooperativa, mas principalmente como trabalhar no mundo da cultura, suas necessidades, etc. A nova cooperativa usará o mesmo logotipo, estatuto e regras que a Coopcultural Central, a exemplo do conhecido sistema de franquias (apesar de, nesse caso específico, não ser este o termo adotado, uma vez que se trata aqui de cooperativismo). Podemos citar como exemplo de sucesso no setor o sistema das UNIMED´s.
Durante dois anos a nova Coopcultural recebe assistência e orientação da Coopcultural Central, que tem mais de oito anos de experiência na área. Existe também a possibilidade de outras cooperativas já constituídas se unirem nesta rede adotando o mesmo padrão. Cada cooperativa tem seu presidente e sua autonomia. O principal objetivo é criar uma grande rede cultural de parcerias e troca de projetos, informações e experiências. Uma rede que funcione no Brasil e em vários outros países.
A primeira Coopcultural criada via a incubadora foi a de Pernambuco, onde Amanda Lins é a responsável. A segunda, que está em fase de estruturação da nova diretoria, é a de Minas Gerais. Atualmente existem cinco COOPCULTURAL em processo de organização.
OBS: A Cooperativa Cultural Brasileira - COOPCULTURAL Central ainda estará atendendo no mesmo endereço.

Reestruturação na Cultura

 

 

Na última terça-feira o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou a realização de novo concurso público para o MINISTÉRIO DA CULTURA. De acordo com a portaria nº 314, publicada na página 54 da primeira seção do Diário Oficial da União, serão oferecidas 83 oportunidades para o cargo de técnico de nível superior.

As vagas serão destinadas apenas para o Distrito Federal e, de acordo com a portaria, os cargos se destinam à reestruturação dos sistemas de acompanhamento e de prestação de contas de PROJETOS CULTURAIS incentivados no âmbito da LEI ROUANET Lei nº 8.313/1991.

"Esta é uma medida importante para a organização e qualificação da gestão do MINISTÉRIO DA CULTURA, visando também ao controle público sobre os investimentos", avaliou o secretário executivo da instituição, VITOR ORTIZ.

O provimento dos cargos previstos deverá ocorrer a partir de dezembro de 2012 e está condicionado à existência de vagas na data da nomeação. Ainda segundo a decisão, o prazo para publicação do edital de abertura é de até três meses, ou seja, até o dia 31 de outubro.

ÚLTIMA AUTORIZAÇÃO

O Ministério do Planejamento (MP) autorizou em maio deste ano a realização de processo seletivo simplificado para contratação temporária de 114 novos profissionais para o MINISTÉRIO DA CULTURA. Os aprovados serão contratados com o ob-jetivo de zerar o estoque de prestação de contas dos PROJETOS CULTURAIS do ministério.

O prazo de duração dos con-tratos será de um ano, com pos-sibilidade de prorrogação até no máximo cinco anos. Há oportunidades para quem possui nível médio com-pleto, curso técnico em contabilidade, profissional de CULTURA da área de ciências humanas e sociais, ba-charel em ciências contábeis, e tam-bém para quem possui graduação em qualquer curso superior.
fonte: Jornal de Brasílai, 05.08.2012

Notas JVA 2/8/2012

[Tabuleiro Produções] Estão abertas as inscrições para a 8º Festival Nacional de Música Popular Brasileira “Vinícius Nucci Cucolicchio” de São José do Rio Preto (SP). O prazo para se inscrever termina no dia 3 de agosto. Para se inscrever, os interessados devem encaminhar cinco cópias da letra, um CD com a música gravada na íntegra e a ficha de inscrição corretamente preenchida. As inscrições podem ser feitas por Correios ou internet, veja no site: http://www.riopreto.sp.gov.br/./

Governo do RN lança 6 editais de apoio à cultura popular investindo R$ 590.500,00 na produção de arte. Os editais contemplam as áreas cênicas, arte circense, cultura popular, literatura de cordel e artes visuais. As inscrições vão até 20 de agosto e você encontra os editais no link www.cultura.rn.gov.br

Está disponível o edital para o 2º Festival Internacional de Humor e Arte em Aids, que premia criações artísticas que promovam estilos de vida saudáveis relacionados ao vírus HIV e à Aids. Podem participar artistas amadores ou profissionais nas categorias cartoons, tirinhas cômicas e arte urbana com trabalhos que tratem da prevenção, tratamento e direitos humanos. A premiação em cada categoria será R$ 10 mil. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de agosto, no sitehttp://www.aids.gov.br/festivalhumor.

[Revista Bravo] Na Espanha em crise, floresce uma literatura forte e diversificada. Dois de seus principais representantes, Javier Cercas e Enrique Vila-Matas, pertencem ao grupo que despontou após o fim da ditadura franquista. - http://abr.io/2crn

[Cult] Cinema asiático em panorama. Festival TRAFFIC exibe filmes de Akira Kurosawa, Davy Chou e Kenji Mizoguchi
http://revistacult.uol.com.br/home/2012/08/cinema-asiatico-em-panorama/

[Portal do Artista] Casting Filme Institucional - SP - Artes Cênicas - http://www.portaldoartista.com.br/vagas_busca.php?Categoria=11&controle=1

Instituto Tomie Ohtake – SP Devido à grande procura, disponibilizaremos algumas vagas para interessados em geral nos workshops sobre
ilustração infantil ministrados por Javier Zabala, Katsumi Komagata e Fernando Vilela, entre os dias 10 e 12 de
agosto, no Instituto Tomie Ohtake.http://www.portaldoartista.com.br/evento_busca.php

Coreógrafos, corram, Edital Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific 2012, SPaulo, http://www.portaldoartista.com.br/evento_busca.php

[C&M] Brasil já o segundo país em número de contas no Twitter e São Paulo a 4ª cidade que mais posta na rede social.
http://ow.ly/cFASh

Em artigo, André Oliveira, gerente de Brand Connections da Limo Inc, faz uma análise sobre a mobilidade cultural do brasileiro.
http://ow.ly/cFtRW3

[Funarte] O espetáculo ganhador do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz será apresentado no Theatro São Pedro.“O Linguiceiro da Rua do Arvoredo” estreia em Porto Alegre.

Investimentos serão destinados a projetos nas áreas de circo, dança e teatro, artes visuais, música e artes integradas Funarte anuncia programas de fomento às artes 2012

Gestores e técnicos discutem Planos Estaduais de Cultura

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A partir desta quarta-feira (25/7) até a próxima sexta,  gestores e técnicos estaduais de 17 estados estarão reunidos em Florianópolis (SC) para o 2º seminário sobre Planos Estaduais de Cultura, evento promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O encontro terá a participação do coordenador geral do Plano Nacional de Cultura, Rafael Oliveira, e do coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais Evaristo Nunes, ambos da Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do Ministério da Cultura.

Durante o seminário, os participantes irão compartilhar experiências, trocar informações e ajustar seus planos de Cultura, que estão em elaboração, a partir de relatos das equipes estaduais e oficinas.

O seminário é uma das ações do projeto de apoio à elaboração de Planos Estaduais de Cultura, lançado em março deste ano. A implementação dos planos estaduais se encontra nas metas do Plano Nacional de Cultura e sua elaboração conta com o suporte da UFSC através de convênio assinado pela ministra de Cultura, Ana de Hollanda.

Entre as ações estão a elaboração de diagnósticos das realidades culturais dos estados e desenvolvimento e suporte à aplicação de metodologias para elaboração dos planos.

*Com informações do site do MinC e C&M

A economia da cultura ou Perdoa-me por me traíres

Tal e qual o personagem de “Perdoa-me por me traíres”, de Nelson Rodrigues, o grande ícone do teatro homenageado deste ano, o produtor cultural é levado a ter um sentimento de culpa, como sujeito e objeto da traição, por ter a necessidade de produzir cultura com recursos públicos e ao mesmo tempo perder o direito de olhar o bem ou serviço produzido como um produto que pode ser rentável.

image A Lei Rouanet hoje é o principal mecanismo federal de incentivo a cultura. A exemplo de outros setores da economia do país, temos o nosso marco, baseado no incentivo fiscal. Em troca, ao contrário dos outros setores, temos que obedecer a regras cada vez mais contraditórias ao propósito da existência da lei. Seu objetivo como ferramenta de desenvolvimento econômico do setor tem dado lugar a discussões que comprometem suas possibilidades de sustentabilidade, a partir da visão míope dos burocratas que desviam seu olhar da principal meta para focar apenas em um dos elos da cadeia produtiva: o público.

Nos últimos tempos os produtores culturais têm sido alvos de torpedos governamentais, de várias ordens, indicando a elaboração de política de taxação de preços de ingressos para espetáculos. Hoje, o produtor de eventos que tem o benefício da Rouanet tem a obrigação de comprometer sua bilheteria com 20% da lotação do teatro para distribuição gratuita (como contrapartida social e patrocinadores) e 80% com a meia entrada, subsidiada com recursos próprios.

Esclarecemos que os teatros ou casas de espetáculos, na maioria dos casos, não são subsidiados com recursos públicos e cobram um valor de locação mínima ou um percentual da bilheteria entre 25% e 50%. Além disso, o autor da obra – no caso de teatro, autor do texto – tem por direito entre 10% e 12%. Se a peça for um musical ou contiver obras musicais protegidas, além do texto há o direito sobre as músicas, que pode chegar a 10%, dependendo da minutagem de música em relação ao texto.

A Comissão Nacional de Incentivo a Cultura – CniC – é o órgão que tem representantes do estado e da sociedade civil organizada (produtores e empresários), podendo elaborar, propor e deliberar sobre a análise dos projetos aprovados e sua operação. Em 12 de junho de 2012, a CniC fez reunião com o propósito de discutir o tema “Democratização do acesso”. Foram citados alguns artigos da Lei Rouanet, como o Art. 1o: “contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais”. Se “facilitar o acesso” for interpretado simploriamente como redução do valor dos ingressos, apenas isso, a partir daí surgirão idéias mirabolantes e estapafúrdias de como administrar a produção alheia.

No documento apresentado na reunião da CniC há importantes constatações do MinC que só reforçam a necessidade de ampliar essa curta visão. Segundo o texto do documento, de um universo de 2 mil projetos captados, apenas 12,5% conseguem 100% dos recursos aprovados pela CniC. Estamos falando de cerca de 250 projetos. Também há a consciência de que o restante dos recursos vem de outras fontes, inclusive da bilheteria, que pode manter uma peça em cartaz em alguns casos. Outro problema é estabelecer regras apenas para espetáculos, como controlar a taxação de produtos produzidos, obras de arte… Nesse caso, se houver algum artista com uma bolsa para criação de uma peça teatral, por exemplo, o MinC passará a dizer quanto esse autor vai cobrar pelos seus direitos no mercado? É um terreno complicado de administrar.

No documento da CniC a idéia é taxar o ingresso no mesmo valor teto estabelecido no projeto do Vale Cultura: R$ 50,00. Mas no mesmo documento há a informação de que o preço médio normal é de R$ 62,00 e o promocional R$ 11,83. Considerando que a renda é diferente em cada região do país e que o governo não tem espaços culturais para atender a essa demanda, teria que ser criado um subsídio a mais para os donos dos equipamentos culturais, complicando ainda mais todo o processo.

Voltando ao terreno da contradição, ou da “traição”, assunto do começo do texto, o termo mais repetido nos discursos da gestão atual do Ministério da Cultura é “economia criativa”. A ministra Ana de Holanda falou sobre uma “Visão de longo prazo para a Cultura”, texto de apresentação das metas do Plano Nacional de Cultura, datado de dezembro de 2011, que se encontra publicado no sítio virtual do MinC: “Sustentabilidade e, portanto, planejamento, são algumas das palavras-chave da atual gestão do Ministério da Cultura. Significa pensar lá na frente, no futuro, a partir das bases do presente. Foi com esse intuito que colocamos em discussão as metas do Plano Nacional da Cultura (PNC), que hoje apresentamos. São propostas para a próxima década. É a primeira vez, em quase 30 anos de existência, que o Ministério tem objetivos planificados a partir da discussão com a sociedade.”

Ainda no sítio virtual do MinC, obtemos a informação que “em reunião ordinária ocorrida no dia 29 de dezembro de 2011, o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) aprovou as 53 metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), elaboradas a partir de consultas à sociedade e com a participação do Conselho Nacional de Política Cultural. A implementação do Plano Nacional de Cultura se dará com a publicação das metas de desenvolvimento institucional e cultural para os 10 (dez) anos de sua vigência. As metas que serão publicadas expressam o compromisso com os principais temas das políticas públicas de cultura, como: reconhecimento e promoção da diversidade cultural; criação, fruição, difusão, circulação e consumo; educação e produção de conhecimento; ampliação e qualificação de espaços culturais; fortalecimento institucional e articulação federativa; participação social; desenvolvimento sustentável da cultura; e mecanismos de fomento e financiamento.”

Será que temos dois Ministérios da Cultura? Dois pensamentos que não se completam, com certeza, temos.

Há mais de oito anos estamos sendo convocados, como cidadãos da classe cultural, membros fundamentais dessa cadeia produtiva, para uma discussão sobre essa economia e a importância estratégica da cultura para o desenvolvimento do país. Apresentamos contribuições acerca da problemática que envolve todos os elos da nossa cadeia produtiva, desde a formação de nossos profissionais até a distribuição dos bens culturais produzidos.

Hoje vemos muitas resultantes desse imenso processo onde detectamos que a cultura como economia, meio de trabalho e produto era um universo desconhecido a ser explorado, a começar pela formalização do mercado. Avançamos nesse ponto, com a criação do MEI – Micro Empreendedor Individual – que possibilitou a inclusão de muitos profissionais que antes viviam num mercado informal. As produtoras culturais foram enquadradas no SIMPLES NACIONAL, reduzindo sua carga tributária.

O advento da Lei Rouanet é um marco do setor, sem dúvida, mas quem são seus principais personagens? Os protagonistas são o Ministério da Cultura, as empresas incentivadoras e os proponentes (nós, produtores culturais). Se por um lado a lei é uma fonte importante de recursos, por outro põe uma faca no peito do produtor. São muitas as cobranças. E então voltamos à culpa rodrigueana. Nossas prestações de contas não eram analisadas, por isso temos que guardar arquivos de notas fiscais por uma eternidade, até recebermos a aprovação; somos culpados também por anos de ausência histórica de um Ministério da Cultura e por entulhar os arquivos do MinC com projetos, por isso hoje há uma limitação de até cinco projetos anuais ativos por proponente; temos que nos responsabilizar pela acessibilidade a deficientes nos espaços culturais, sendo que muitos dos espaços públicos não a tem; subsidiamos com recursos próprios a lei da meia entrada; oferecemos contrapartida social; temos que aplicar a logomarca do Governo, do Ministério da Cultura e da empresa patrocinadora em todos os materiais de promoção e divulgação do projeto. Além disso, intermediamos a relação de forças muitas vezes opostas, como a política de ocupação de teatros e espaços culturais.

Finalmente, mais uma culpa. Vemos instâncias que têm em suas estruturas representações da classe que estão hoje distantes, como a CniC e o Conselho Nacional de Cultura, órgãos que não têm nenhuma interlocução prática com os produtores. Não estamos nos fazendo representar.

Pois então, discutimos o desenvolvimento do setor cultural ao mesmo tempo em que esse sentimento de culpa nos persegue: não podemos ser sustentáveis? A sociedade pode tolerar pagar muito por itens como saúde, transporte e educação, todos com suas respectivas cargas de subsídio/ benefícios fiscais, mas bens culturais brasileiros têm que ser baratos ou gratuitos.

Para que preparar uma política para regular preços de ingressos, quando sabemos que o problema não é do produto ou serviço cultural, mas sim da educação incipiente, da falta de equipamentos culturais e da concentração de renda na região Sudeste? Estamos desperdiçando uma energia vital para resolver problemas que são de ordem burocratica e política e não estruturais.

Uma das metas mais importantes do Plano Nacional de Cultura para o nosso setor é primordial para que possamos discutir o futuro da produção cultural no país: “100% dos segmentos culturais com cadeias produtivas da economia criativa mapeadas”. E define economia criativa: “A economia criativa é um setor estratégico e dinâmico, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Suas diversas atividades geram trabalho, emprego, renda e são capazes de propiciar oportunidades de inclusão social.”

Acreditamos na força do nosso trabalho e sabemos que temos grande responsabilidade como um dos elos dessa cadeia produtiva. O MinC precisa repensar seu discurso, retomar o diálogo com esse elo urgentemente e, principalmente a Ministra Ana de Holanda, precisa olhar de perto seus pares do teatro.

Encerrando com Nelson Rodrigues: “a ficção para ser purificadora precisa ser atroz. O personagem é vil, para que não sejamos. Ele realiza a miséria inconfessa de cada um de nós.(….). E no teatro, que é mais plástico, direto, e de um impacto tão mais puro, esse fenômeno de transferência torna-se mais válido. Para salvar a platéia é preciso encher o palco de assassinos, adúlteros, de insanos e, em suma de uma salada de monstros. São os nossos monstros, dos quais eventualmente nos libertamos, para depois recriá-los.”(Nelson Rodrigues, O Anjo Pornográfico)

*Publicado originalmente no site da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR).Escrito em conjunto pelos integrantes da APTR. e C&M

MinC divulga programação do Ano Brasil Portugal

Foi lançada oficialmente nesta terça-feira (17/7), em cerimônia no Consulado Geral de Portugal, no Rio de Janeiro, a programação do Ano Brasil Portugal. Durante 10 meses, serão realizados eventos culturais, encontros e atividades nas áreas de economia e desenvolvimento empresarial, educação, tecnologia e inovação, turismo e esportes, em ambos os países.

Segundo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o fortalecimento dos laços entre Brasil e Portugal contribui para o enriquecimento das trocas culturais, econômicas, étnicas e linguísticas, no âmbito mais amplo da comunidade de Nações de Língua Portuguesa.

Ela afirmou que a iniciativa dá prosseguimento a outros eventos, como o Ano Brasil França e a Europália, que divulgaram a cultura brasileira na Europa, contribuindo para o fortalecimento da imagem internacional do Brasil.

Além da ministra, participaram da cerimônia o subsecretário-geral para Cooperação, Cultura e Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Hadil da Rocha Vianna; o cônsul de Portugal no Rio de Janeiro, Nuno de Mello Bello; e os dois comissários gerais do Ano Brasil Portugal: pelo lado brasileiro, o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi, e representando Portugal, Miguel Horta e Costa.

Também estiveram presentes os secretários de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Rattes; e do município do Rio, Emílio Khalil; o chefe da Representação Regional do MinC, Marcelo Velloso ; e vários artistas, entre os quais as atrizes Bibi Ferreira e Marília Pêra; a coreógrafa e bailarina Deborah Colker; e os compositores Wagner Tiso e Marcos Valle.

Segundo Grassi, “a ideia é lançar um olhar abrangente e não centralizado sobre a cultura brasileira, não limitando a escolha apenas aos artistas dos grandes centros”. Ele acrescentou que mais de 200 atrações musicais deverão ser levadas a Portugal e informou que a Funarte vai realizar chamada pública para a seleção de artistas e grupos em três grandes áreas: os projetos já em andamento mas que precisam de uma chancela para participar do Ano Brasil Portugal; os projetos musicais; e os projetos de circo, dança e teatro.

O representante brasileiro disse que está sendo criado em Lisboa o Espaço Brasil, para a apresentação de shows e outras atrações durante os 10 meses do evento. Ele informou, ainda, que a programação oficial no Brasil começará no dia 7 de setembro, em Brasília, com a apresentação da Orquestra Sinfônica de Brasília e outras atrações.

Em Portugal, a agenda começará nos dias 21,22 e 23 de setembro, com shows de Ney Matogrosso, Martinho da Vila e Zeca Balero, entre outros, e a realização de um Clube do Choro.

Clique aqui para conferir a programação completa.

*Com informações do site do MinC e Cultura e Mercado”

Quadro resumido do substitutivo ao PL que revoga a Lei Rouanet

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS DA LEI ROUANET:

• Não traduz o atual momento da Cultura Brasileira;
• Permite 100% de abatimento do investimento para alguns segmentos;
• Não garante o acesso dos brasileiros à cultura;
• Não estimula o investimento privado no setor cultural;
• Promove a concentração de recursos em 2 estados brasileiros;
• Exige estrutura pesada e onerosa de análise/acompanhamento;
• Trata diferentes de forma igual (patrocinador-proponente-região);
• Prestação de contas complexa – inadimplência/passivo;
• Exclui agentes culturais que não têm acesso aos patrocinadores;
• Torna o produtor refém dos recursos incentivados;
• Não permite políticas compensatórias por parte do Estado;
• Exclui os pequenos contribuintes, inclusive pessoas físicas;
• Lei ancorada no Mecenato.

PRINCIPAIS AVANÇOS DO SUBSTITUTIVO APRESENTADO PELO DEPUTADO PEDRO EUGÊNIO:

•  FNC: aumenta volume de recursos para o Fundo e estimula regionalização e a aderência ao Sistema Nacional de Cultura;
•  Mecenato: mantém 100% para atividades essenciais (incluindo projetos de pequenos produtores independentes) e cria critério de pontuação para os demais projetos;
• Ficart: cria benefício fiscal de 50% para atrair interesse pelo benefício fiscal e início da estruturação de Fundos na área;
• Ampliação dos recursos para Cultura: Vale Cultura, programas setoriais, recursos de loteria (5%), estimulo para melhores práticas;
• Definições mais claras, em especial PRODUÇÃO INDEPENDENTE,  PRODUTOR DE PEQUENO PORTE, TERRITÓRIO CERTIFICADO e ECONOMIA CRIATIVA;
• Diretrizes do FNC elaboradas pelo CNPC;
• CNIC volta a ser DELIBERATIVA, aprovando os projetos do mecenato;
• Mantém as Coordenações Nacionais de Incentivo à Cultura (CNICs) Setoriais, mas com composição e estrutura de funcionamento definida em regulamento a ser definido pelo MinC.
• Composição da CNIC é paritária entre sociedade e governo. Participação de representação dos artistas, acadêmicos e especialistas, bem como Instituições de caráter REGIONAL. Permite a inclusão das Secretarias do MinC e outras instituições governamentais de interesse do Ministério;
• CNPC define as metas do Plano Nacional de Cultura que deverão ter pontuação especial no Mecenato, para efeito de índice de renúncia;
• Fundos Setoriais são considerados PROGRAMAÇÕES ESPECÍFICAS;
• 10 a 50% do FNC será alocado nas PROGRAMAÇÕES ESPECÍFICAS, de acordo com recomendação do CNPC.
• 30% dos recursos do FNC serão alocados em transferência direta para Estados e Municípios (fundo a fundo);
• Mínimo de 10% do FNC para cada região e distribuição pelos estados de acordo com a população, limitados a 2%. Considera também indicadores sociais, econômicos, demográficos e outros específicos da área cultural;
• Retorna o limite de 15% para despesas administrativas;
• O período de apresentação de projetos será definido, anualmente,  pela CNIC.
• Transforma o fundo ORÇAMENTÁRIO para CONTÁBIL E FINANCEIRO;
• Amplia volume de recursos no fundo: aumento de 3 para 5% do percentual advindo das loterias, mantendo a Loteria Federal da Cultura e saldos dos exercícios anteriores;
• Limitação para o governo efetuar gastos administrativos com o fundo. Estímulo a editais e seleção pública de projetos;
• Renúncia: limite de 3% para pessoa jurídica e 0,05% para pessoa física (exceção para área de patrimônio e planos anuais e plurianuais).
• Amplia limites de benefício:
• 8% para pessoa física, sendo 3% diretamente na Declaração de Ajuste Anual;
• 8% para pessoa jurídica com faturamento até $300 milhões (condicionado a 4% ser destinado a produtor independente de pequeno porte);
• Para pessoa jurídica com faturamento superior a $300 milhões:
• 4% destinado a projetos aprovados (mercado);
• De 4 para 5% (+1%): empresa doa pro FNC e 80% é destinado ao SNC e 20% para a produção independente de pequeno porte;
• De 5 para 6% (+1%): pode ser destinado a projetos, desde que haja doação de 20% ao FNC do valor patrocinado ou doado (que cresce nos anos subseqüentes para 30, 40 e 50%).

Mantém 100% de benefício para as seguintes áreas:

•  Conservação e restauração de imóveis,monumentos, logradouros, sítios, espaços e demais objetos, inclusive naturais, tombados pela União, Estados ou Municípios ou localizados em áreas tombadas;
• Identificação, promoção e salvaguarda do patrimônio cultural;
• Restauração de obras de arte, documentos artísticos e bens móveis de reconhecidos valores culturais;
• Projetos  de produção independente, apresentados por produtores de pequeno porte ou de cooperativas de artistas devidamente constituídas.
• Espaços ou equipamentos culturais que possuam acervo permanente e aberto à circulação pública;
• Corpos artísticos estáveis com atividades permanentes no campo da formação dos seus integrantes e cujos produtos estejam disponibilizados ao público;
• (endowments) a transferência de recursos, até o ano-calendário de 2016, inclusive, para o patrimônio de fundações que tenham como objeto a atuação cultural, em efetivo funcionamento há pelo menos cinco anos, no montante inserido em plano anual ou plurianual aprovado pela CNIC, conforme regulamento;
• Doações (em todas as áreas/projetos);

Para as outras áreas a lei estabelece critérios para se atingir 100%.

Para as demais áreas, existem critérios de pontuação:

POTENCIALIDADE DE ACESSO, ALCANCE E IMPACTO CULTURAL

(1 ponto para cada item abaixo, TOTAL DE 13 PONTOS):

1) gratuidade do produto ou serviço cultural resultante do projeto;
2) ações proativas de acessibilidade;
3) ações proativas de inclusão sociocultural e produtiva;
4) ações educativas e de formação de público;
5) formação de gestores culturais ou capacitação profissional e empreendedora na área artística e cultural;
6) desenvolvimento de pesquisa e reflexão no campo da cultura e das artes e da economia criativa no Brasil;
7) projetos artísticos com itinerância em mais de uma região do país.

Para as demais áreas, existem critérios de pontuação:

POTENCIALIDADE DE ACESSO, ALCANCE E IMPACTO CULTURAL

1) difusão da cultura brasileira no exterior, incluída a exportação de bens e serviços, bem como geração de possibilidades de intercâmbio cultural no Brasil e no exterior;
2) impacto do projeto em processos educacionais, com desenvolvimento de atividades, conteúdos e práticas culturais dentro e fora da escola, para professores e estudantes das redes públicas e privadas;
3) licenciamento não exclusivo e pelo tempo de proteção da obra, que disponibilize gratuitamente o conteúdo do produto ou serviço cultural resultante do projeto, para uso não comercial, com fins educacionais e culturais;

Para as demais áreas, existem critérios de pontuação:

POTENCIALIDADE DE ACESSO, ALCANCE E IMPACTO CULTURAL

1) pesquisa e desenvolvimento de novas linguagens artísticas no Brasil;
2) incentivo à formação e à manutenção de redes, coletivos, companhias artísticas e grupos socioculturais;
3) ações artístico-culturais gratuitas na internet.

Para as demais áreas, existem critérios de pontuação:

ADEQUAÇÃO DO PROJETO ÀS DIRETRIZES PRIORITÁRIAS DO PNC

• a pontuação máxima será de 5 (cinco) pontos, sendo 1 ponto para cada diretriz prioritária atendida.

• as DIRETRIZES PRIORITÁRIAS serão definidas, anualmente, pelo MinC, ouvido o CNPC

FAIXAS DE RENÚNCIA – TOTAL DE 18 PONTOS

• 30% descontados do IR devido + despesa operacional, que perfaçam até 8 pontos – atinge cerca de 55 %

• 50% descontados do IR devido + despesa operacional, que perfaçam entre 9 e 11 pontos – atinge cerca de 75%

• 100% dos valores despendidos (sem despesa operacional) em projetos que perfaçam 12 ou mais pontos.

PROJETOS COM NOME DO PATROCINADOR ESTÃO LIMITADOS A 50%

CERTIFICAÇÃO DE TERRITÓRIO CULTURAL PRIORITÁRIO

• Definido pelo CNPC, observados critérios culturais, socio-demográfico e econômico;

• Validade de 4 anos, podendo ser renovado sucessivas vezes;

• 100% de renúncia para instalação e manutenção de equipamentos culturais;

• Benefício de contabilização de despesa operacional nos primeiros 10 anos, o que eleva o benefício para 125%.

FICARTS

• Benefício fiscal de 50% de abatimento do IR devido (período de 2012-2016);

• Fiscalização da CVM;

• Estímulo a projetos que ofereçam retorno comercial;

• Lucros retornam ao FNC na proporção do investimento público.

• Benefícios desta lei não são considerados receita para quem recebe (evita autuações como hoje tem ocorrido na Lei Rouanet);

• Institui prêmios da cultura brasileira, do teatro e da Dança, bem como mantém a ORDEM DO MÉRITO CULTURAL;

• Institui prêmio para os melhores patrocinadores (Selo);

• 5 anos de vigência da lei (a confirmar)

*Com informações da Assessoria de Imprensa do Deputado Pedro Eugênio

 

Fonte Cultura e Mercado que publicou acima o resumo sobre as mudanças propostas pelo deputado Pedro Eugênio no substitutivo ao projeto de lei que cria o Procultura. As informações são da assessoria de imprensa do deputado.

Prestação de contas requer conhecimentos sobre prática e análise

 

Apesar dos aprimoramentos pelos quais passou nos últimos anos, o processo de aprovação, execução e prestação de contas de projetos culturais incentivados ainda recebe críticas quanto à burocracia e demora do aval no sistema.

A criação do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) ajudou na organização e na velocidade da aprovação de projetos, mas ainda está aquém das expectativas, inclusive do próprio Ministério da Cultura. Em declaração durante o Seminário #Procultura em maio, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), Henilton Menezes, ironizou a situação dizendo que o Salic é o único sistema que “começa no virtual e termina no analógico”.

O secretário afirmou que um novo formulário, completamente digital, está sendo estudado. Enquanto isso, os proponentes têm que se adaptar ao atual modelo, principalmente no que diz respeito ao planejamento e à execução de projetos incentivados para, mais tarde, prestar contas com o Poder Público.

Para Sirlene Ciampi, Gerente de Projetos Incentivados da Animus Consultoria, na maioria dos órgãos o processo exige uma série de documentações – cotação de preços, recibo de recebimento dos fornecedores, contratos -, que nem sempre mostram de fato a aplicação dos recursos financeiros e o atingimento das metas físicas propostas pelo projeto. “A análise finanaceira deveria ser menos burocrática, tendo como documentos principais para comprovar as contas o extrato bancário da conta incentivada, comprovantes fiscais e comprovantes de pagamentos. Documentos exigidos além disso podem ser forjados e facilitam uma série de falcatruas”, afirma.

Segundo ela, a prestação de contas deveria ser analisada primeiramente acerca do cumprimento do objeto do projeto, com visitas em loco e comprovação obrigatória em vídeos e fotos, entre outras ações.

Enquanto essas mudanças não acontecem, os produtores culturais buscam compreender como funciona a prestação de contas e os trâmites legais que envolvem o tema. “Na maioria das vezes, o interesse é justamente em entender como funciona a análise, para poder acompanhar o processo, mais do que em aprender como fazer a prestação de contas dos projetos incentivados em si”, diz Sirlene.

Mas saber como fazer também é muito importante no processo administrativo do projeto. “Sempre digo que devemos iniciar a prestação de contas juntamente com o processo, e nunca deixar para o final, porque o risco de cometer algum deslize, até mesmo por inexperiência, é maior”, alerta Melissa de Mendonça Moreira, sócia do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados e advogada militante na área do entretenimento e direito público.

Ela lembra ainda que a prestação de contas é tão importante que vem descrita na Constituição Federal (artigo 70, parágrafo único). E apesar de concordar que o sistema no Brasil ainda é muito lento, Melissa acredita que já melhorou muito e que a tendência é ficar cada vez mais rápido e menos burocrático.

Nos próximos dias 20 e 21 de julho, Melissa e Sirlene apresentam, em São Paulo, os principais cuidados a serem observados na prestação de contas de projetos culturais, desde o dever constitucional do proponente até os pormenores da legislação e suas regulamentações.

Clique aqui para saber mais sobre a programação do curso e se inscrever.

Fonte: C&M

Sefic altera procedimento para acesso online a projetos

 

A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) informou, por meio de um comunicado, que adotou procedimentos para restringir o acesso de informações ao Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb), mais especificamente dos documentos anexados, para usuários que não sejam os responsáveis pela apresentação e pelo acompanhamento de propostas e projetos culturais.

Segundo a Sefic, a medida atende regulamentações da Lei de Acesso à Informação nº 12.527, em vigor desde 16 de maio.

A mudança preserva os documentos, permitindo o acesso e acompanhamento do processo apenas para o proponente ou pessoa autorizada por ele. Segundo a Sefic, as demais informações continuarão sendo públicas e acessadas pelo sistema.

O proponente que desejar habilitar outra pessoa para ser o responsável pela proposta ou pelo projeto cultural deverá enviar procuração, documento de identificação e CPF do procurado pelo Salic ou por meio físico, dependendo da situação do projeto. Somente uma pessoa estará habilitada para cada proposta ou projeto.

Dúvidas podem ser esclarecidas junto ao Atendimento ao Proponente da Sefic: (61) 2024.2082
Horário: segunda a sexta, das 9h às 12h, e das 13h30 às 17h

*Com informações do site do MinC e C&M

MinC disponibiliza vídeos do Seminário Internacional das PECs

 

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Os vídeos com as participações no Seminário Internacional das Praças dos Esportes e da Cultura (PECs), realizado pelo Ministério da Cultura em Brasília, nos dias 4 e 5 de junho, já estão disponíveis na página do MinC no YouTube.

O seminário reuniu representantes do poder público e das comunidades das 359 praças que estão sendo construídas no país. Na oportunidade, entre outras exposições, foram apresentadas e discutidas algumas experiências de qualificação do ambiente urbano, no Brasil e no exterior.

O secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz, à época representando a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, abriu o seminário para uma platéia de mais de 800 pessoas. As mesas foram apresentadas por especialistas e gestores brasileiros, da Colômbia, México e Argentina.

O objetivo das PECs é integrar em um mesmo espaço físico programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços sócio-assistenciais e políticas de prevenção à violência e de inclusão digital.

Ao todo, são 20 vídeos dispostos em ordem cronológica de apresentação, da abertura ao encerramento do seminário.

Para assistir, acesse o canal oficial do ministério no YouTube.

*Com informações do site do MinC

MinC e FBN anunciam programas de difusão internacional do livro brasileiro

 

 

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, e o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, anunciaram nesta terça-feira (4/7), durante a 10ª edição da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), o lançamento de quatro programas para difusão internacional do livro e da literatura brasileira.

As iniciativas serão coordenadas pelo recém-criado Centro Internacional do Livro e prevê investimentos de R$ 76 milhões, até 2020. Incluem bolsas de tradução para livros técnicos, científicos e profissionais; apoio à publicação nos países de língua portuguesa; residência de tradutores no Brasil; e patrocínio de viagem a escritores brasileiros, para divulgação de suas obras no exterior.

O secretário executivo do MinC ressaltou que “há no mundo uma atenção muito grande pelo processo criativo da cultura brasileira, pelos nossos artistas e também existe uma intensa curiosidade pelas características, pela cultura, pelas manifestações artísticas do povo brasileiro de um modo geral”.

O governo deve investir na presença do Brasil em feiras internacionais. Segundo Galeno, já foram acertadas homenagens nas feiras de Londres e Nova York e no Salão do Livro de Paris.

Os editais para essas ações devem ser publicados até a segunda semana de agosto.

*Com informações do site do MinC

Publicado decreto que altera estrutura do Ministério da Cultura

 

O Diário Oficial da União publicou na última sexta-feira (1/6), a nova estrutura regimental do Ministério da Cultura. O decreto 7743/2012, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, traz a formação de duas secretarias: a da Economia Criativa (SEC) e a da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC).

Entre as atribuições definidas compete à SEC propor, conduzir e subsidiar a elaboração, implementação e avaliação de planos e políticas públicas para o desenvolvimento da economia criativa brasileira e coordenar ações para o seu desenvolvimento. Essa secretaria conta com as diretorias de Desenvolvimento e Monitoramento e de Empreendedorismo, Gestão e Inovação.

A SCDC tem como atribuições, planejar, coordenar, monitorar e avaliar políticas, programas, projetos e ações para a promoção da cidadania e da diversidade cultural brasileira. Também é competência dessa secretaria promover programas, projetos e ações que ampliem a capacidade de reconhecimento, proteção, valorização e difusão do patrimônio, da memória, das identidades, e das expressões, práticas e manifestações artísticas e culturais, entre outras.

A SCDC agrega a Diretoria da Cidadania e da Diversidade Cultural.

Além dessas novas secretarias, o MinC continua com as secretarias de Políticas Culturais (SPC); Audiovisual (SAv); Articulação Institucional (SAI); e de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC).

Educação e Comunicação para Cultura – A diretoria de Educação e Comunicação também foi criada com o decreto, no âmbito da Secretaria de Políticas Culturais (SPC), com o intuito de desenvolver uma Política Nacional de Integração entre Educação e Cultura que promova o reconhecimento das artes como campo do conhecimento e dos saberes culturais como elemento estratégico para qualificação do processo cultural e educativo; e de reconhecer a importância central ao enlaçamento da Cultura à Comunicação para garantir o fortalecimento da diversidade e pluralidade cultural, fundamentais para o alcance da plenitude cidadã.

O decreto mantém, também, as instituições vinculadas em autarquias – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Agência Nacional do Cinema (Ancine); e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – e as fundações – Casa de Rui Barbosa (FCRB); Palmares (FCP; Nacional de Artes (Funarte); e Biblioteca Nacional (FBN).

Leia aqui o decreto na íntegra.

*Com informações do site do MinC

MinC divulga Indicadores de Preços da Cultura do mês de maio

 

O Ministério da Cultura divulgou mais uma pesquisa atualizada dos indicadores nacionais de preços da cultura, levantados segundo parâmetros e técnicas de mercado, relativos ao mês de maio, para os estados de Pernambuco e Pará.

O levantamento detecta os valores médios de 255 itens, entre serviços e mão de obra do universo da produção cultural. Os itens são os mais diversos, indo desde preços de hospedagem, locação de veículos e espaços, frete e alimentação, até preços de serviços prestados por cinegrafistas, coreógrafos, diretores e técnicos em variados segmentos.

Até a pesquisa ser lançada, o mercado não dispunha de parâmetros para análises com identificação desses dados. O trabalho, utilizado para lastrear e avaliar propostas candidatas à renúncia fiscal pela Lei Rouanet, foi lançado pelo MinC, em outubro do ano passado. A pesquisa vem sendo atualizada a cada mês.

Os indicadores são resultado do contrato do ministério com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, as capitais-base da pesquisa, são consideradas como representativas das regiões brasileiras. Entre as fontes consultadas, estão tabelas de sindicatos e associações, de fornecedores e taxas de serviços públicos.

Clique nos links abaixo e acesse os indicadores atualizados:

Serviços

Mão de Obra

*Com informações do site do MinC

Ancine publica manual para aprovação de projetos online

 

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) publicou em seu site um manual para auxiliar na utilização do novo módulo do Sistema Ancine Digital, que permitirá ao proponente solicitar a aprovação de seus projetos de forma eletrônica.

O módulo foi criado para simplificar e tornar mais ágeis os procedimentos de análise de projetos na agência, de acordo com a Instrução Normativa 99, que entra em vigor na próxima segunda-feira (18/6). O novo sistema ajuda no preenchimento de formulários, apresentando orientações sobre a correta utilização dos mecanismos de incentivo federais, e permite o upload de documentos.

O passo a passo simula situações e possíveis erros que podem ocorrer durante o cadastramento, além de mostrar as telas correspondentes a cada momento do processo. A IN 99 prevê que os projetos protocolados na Ancine até o dia 15 de junho, e que ainda não tenham sido aprovados, poderão ser reapresentados a partir do dia 18 de junho, e possam usufruir assim das novas regras.

Com a nova Instrução Normativa, a aprovação é simplificada, com redução de informações prestadas nesta fase. O proponente deverá apresentar somente sinopse, argumento, estimativa de custos e documentos relativos aos direitos para a realização da obra. O prazo de aprovação diminui dos atuais 45 dias para 20 dias.

Clique aqui para mais informações.

*Com informações do site da Ancine