Jam de dança com bailarinos da Cia. 2 do Balé da Cidade

Prefeitura da Cidade de São Paulo
Secretaria de Cultura
Centro Cultural São Paulo
convidam para

Jam de dança especial
Com bailarinos da Cia. 2 do Balé da Cidade de São Pauloon

dia 29 de julho
Os artistas coordenadores da Jam de Dança no mês de julho - Haystein, Gisele
Calazans e Alexandre Tripiciano - convidam os bailarinos Raymundo Costa e
Aguinaldo Bueno, integrantes da Cia.2 do Balé da Cidade.
O evento propõe o encontro entre os projetos Contact Jam no Balé da Cidade,
realizado desde 2006, e Jam de Dança do CCSP, visando à interação entre os
bailarinos do Balé da Cidade com profissionais de dança, música e artes
plásticas.

Dia 29/7 - Terça, às 12h
Sala Adoniran Barbosa
Entrada franca


Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - CEP 01504-000
Paraíso - São Paulo - SP
ccsp@prefeitura.sp.gov.br
tel. 3383-3402

Confira a programação no site: www.centrocultural.sp.gov.br

ENCERRAMENTO DA "MOSTRA (IN)DEPENDENTE" com CIA. FRAGMENTO no espaço MAQUINARIA.

 

Cia. Fragmento dança o mundo caótico da artista Tracey Emin

 

De 07 a 10 de agosto a Cia. Fragmento de Dança apresenta a coreografia "Beije minha alma", inspirada no universo da artista plástica britânica Tracey Emin.

Concebido originalmente para o 12º Cultura Inglesa Festival, o espetáculo instiga o público a refletir sobre temas como sexualidade, moral e suicídio, a partir do referencial das obras de Tracey Emin, que expunha de forma visceral e direta experiências pessoais de fracasso, humilhação, frustração, desamparo e culpa. O espectador é, ao mesmo tempo, observador e invasor da cena, num cenário que remete a um ambiente íntimo e solitário, para ser envolvido com o que propõe as obras de Tracey: intimidade, sensibilização e contato direto com o interior do outro.

"Beije Minha Alma" encerra a "Mostra (in) dependente de dança?", que trouxe em sua programação a Cia. Borelli de Dança, grupo IN VITRO, Cia. Nósláemcasa, Coletivo de Artistas Intermitente Abismo dos Sonhos e Solos e reverberações, além de workshop, demonstração de trabalho e debates sobre políticas públicas.  

 

 

Cia. Fragmento

Dirigida por Vanessa Macedo, a Fragmento é uma companhia de dança contemporânea sediada em São Paulo e busca uma dança teatralizada, preocupada em construir uma solidez dramatúrgica, coerente com os temas pesquisados. Surgido em 2002, o grupo traz em seu currículo espetáculos inspirados na obra de José Saramago ("Sob a Nudez dos olhos" criado a partir do livro Ensaio sobre a Cegueira, contemplado pelo Prêmio Fomento a Dança), Cecília Meireles e Frida Khalo. "Versos da Última Estação", seu penúltimo trabalho, foi inspirado nas obras literárias que falam sobre a morte. Nessa nova coreografia, o grupo foi seduzido pelo caráter biográfico das obras da artista plástica Tracey Emin para criar "Beije minha alma"

Tracey Emin

É uma artista britânica que passou a ganhar projeção após a instalação "My Bed" (1999) ser montada na Tate Gallery, indicada ao prestigiado prêmio Turner Prize. A obra apresentava a cama da artista, desarrumada e cercada de garrafas vazias, pontas de cigarro, lençóis cheios de nódoas e peças intimas numa reconstrução fiel do quarto onde ela passou quatro dias tentando o suicídio. Representante da 52º Bienal de Artes de Veneza, Tracey integra a YBA Generation – Young British Artists Generation, expressão utilizada para designar os artistas britânicos que ganharam projeção internacional após participarem da "Sensation", exposição das obras do colecionador inglês Charles Saatchi, realizada em 1999, no Museu do Brooklin, em Nova York. O diferencial de Tracey é o forte teor biográfico em suas obras, que expõe suas emoções. Outro trabalho de grande repercussão foi apresentado em 1994 quando surgiu como artista de vanguarda ao expor "My Major Retrospective", que reunia itens pessoais e fotos das pinturas que destruíra durante uma crise de depressão, causada pela interrupção de uma gravidez.

Ficha Técnica

Coreografia e direção: Vanessa Macedo Assistente de direção: Adriano Guidotte Interpretação: Marcos Buiati, Vanessa Macedo, Érica Tessarolo, Robson Ferraz Trilha Sonora: Allen Ferraudo Luz: André Prado Fotografia: Maria Tuca Fanchin Figurino e Cenografia: Nani Brisque Produção Executiva: Samanta Barros

Serviço

"Mostra (in) Dependente de Dança?" – de 10 de julho a 10 de agosto de 2008

De 07 a 10 de agosto de 2008 – "Beije minha alma" com Cia. Fragmento de Dança

Quinta a Sábado às 21h e Domingo às 20h

Duração do espetáculo: 50 minutos

Indicação da Faixa Etária: 16 anos

(No domingo após o espetáculo haverá um debate com o público sobre o processo de criação do grupo)

 

 

Espaço Maquinaria

Endereço: Rua 13 de Maio, 240 – Bela vista – São Paulo/SP

Telefone: 011 3259-7580

Lotação: 80 lugares

Ingresso: R$10

Abertura da bilheteria: uma hora antes

Aceita Cheque

 

Informações para a imprensa

Canal Aberto – 11 2914 0770/ 9126 0425 – Márcia Marques - www.canalaberto.com.br

 

 

 

 

 

29-07 Inauguração da 12ª unidade da São Paulo Confia - Centro

 

 

Cerimonial
Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social - SMADS
Prefeitura da Cidade de São Paulo
Rua: Libero Badaró, 569 - 5ºandar - Centro - 01009-000
Tel:  11 3291-9747
Fax: 11 3291-9750 

Cel.: 9947-0785/ 7276-7873

 

CCBNB-Fortaleza abre duas exposições de artes visuais nesta terça-feira, 29, às 19h

CCBNB-Fortaleza abre a exposição individual "Nausea" e a mostra coletiva "EU
O OUTRO" nesta terça 29

FORTALEZA, 26.07.2008 - O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua
Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) abre duas exposições
de artes visuais na próxima terça-feira, 29, às 19 horas.

São elas: a exposição individual "Nausea", do artista paraibano José Rufino,
com curadoria de Marcelo Campos, doutor em Artes Visuais pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e a mostra coletiva "EU O OUTRO", que
apresenta a produção contemporânea recente de 14 artistas paraenses, com
curadoria da professora e pesquisadora Val Sampaio, coordenadora do fórum
permanente de pesquisa em arte "Territórios Híbridos", da faculdade de Artes
Visuais da Universidade Federal do Pará (UFPA). Val Sampaio fará uma
palestra às 19h.

"EU O OUTRO" ficará em cartaz até 31 de agosto, e "Nausea" até 14 de
setembro. Gratuitas ao público, as exposições têm horários de visitação de
10h às 20h (terça-feira a sábado), e de 10h às 18h (domingo).

"Nausea", de José Rufino

A exposição individual "Náusea", de José Rufino, apresenta monotipias
(têmpera sobre papéis burocráticos) e mobiliário de metal. Trata-se de uma
nova instalação de José Rufino com curadoria do carioca Marcelo Campos,
composta por uma fusão de móveis de aço (escrivaninhas, arquivos de fichas,
arquivos de pastas suspensas e armários) de cujas gavetas "escorrem"
gravuras simétricas à maneira das manchas psicanalíticas de Hermann
Rorschach.

Na instalação NAUSEA, os interesses de Rufino focam o lado de dentro dos
móveis, armários e gavetas, procurando algo que é interdito, "espectrado". A
náusea é uma consciência subjetiva. Os armários cospem desenhos, manchas,
fluidos.

Rufino retoma o gesto expressivo de trabalhos anteriores. Agora, a
expressividade vem como apropriação de rabiscos estranhos, estrangeiros, já
encarnados nos armários como espectros. Manchas e desenhos se lançam da
escuridão das gavetas - por intermédio de imagens fluidificadas - em busca
do outro, do grito, do expurgo.

Texto do curador Marcelo Campos

"Os objetos não deveriam nos tocar, já que não vivem. Utilizamo-los,
colocamo-los em seus lugares, vivemos no meio deles: são úteis e nada mais.
E a mim eles tocam - é insuportável".

A constatação do protagonista de A Náusea, romance de Jean Paul Sartre,
serve-nos com justeza para observação sobre o trabalho de José Rufino. Seus
objetos nos colocam, enquanto espectadores, à espreita, observando
mobiliários que apresentam uma certa estranheza.

Também como na estratégia dos textos de Kafka, Rufino atua com olhar
insistente sobre as coisas até torná-las tocantes, instigantes, estranhas a
ponto de dialogar conosco como um corpo subjetificado, vivo e pulsante.
Assim acontece com gavetas, escrivaninhas, fichários, arquivos. Ao
agrupá-los, forma-se um aglomerado com arestas, pontas, lacunas, aberturas,
vãos.

Em NAUSEA, o conjunto de armários, gavetas, escrivaninhas, ganha diversos
predicados. Sim, como na construção de uma frase. Os móveis de metal
característicos de ambientes regulares como repartições e instituições
públicas perdem sua regularidade. Tornam-se deslocados por não mais
assumirem função convencional.

"O que se pode temer num mundo tão regular?", nos indaga Sartre. A aparente
tranqüilidade destes ambientes institucionais é ameaçada por ações e gestos
que nos fazem observar a engrenagem da arte. A grandiosidade da obra de
Rufino reside em não aceitar as manobras óbvias e regulares. Os armários são
sucateados, das gavetas surgem papéis manchados, os desenhos são feitos
sobre documentos originais.

O ambiente da instalação ativa um caráter expressionista, das coisas nascem
imagens fantasmáticas, espirituais. Uma das veredas da arte contemporânea,
segundo Hal Foster, é a recodificação do expressionismo do início do século
XX.

Aqui, Rufino situa-se na contemporaneidade. Porém, na busca da
expressividade dos objetos, o artista apresenta "imagens roubadas e
montadas". A obra apropria-se de objetos rabiscados, arranhados,
enferrujados pela ação natural do tempo e do homem.

Rufino, então, subverte o vínculo expressionista de gestualidade imediata,
como em pinturas anteriores, deixando o gesto para um outro: o desconhecido.
Este anonimato na aparência dos armários os espiritualiza. Criam-se
fantasmas.

Rufino acentua a estranheza. Preenche-se o vazio, as lacunas, com manchas
fluidas. As gavetas abrem-se em línguas, corporificando-se. Do escuro surgem
desenhos guardados. Em têmpera sobre documentos, os desenhos são compostos
de imagens duplicadas em tons encarnados e sépia. Assemelham-se a lâminas,
cortes com informações biológicas.

Das manchas, cabem ao espectador as atribuições figurativas. Confundimo-nos
com imagens pré-existentes e novas. Lemos números (141607), códigos,
assinaturas. Frases como "apresentamos os materiais abaixo". Do que tratam
tais papéis? Qual o assunto administrativo? A atmosfera é sigilosa.

A posição das gavetas, abertas, semi-abertas e fechadas, cria uma espécie de
respiração e ritmo para a instalação. A náusea, como sentimento corporal,
vem gradativamente em espasmos. No ato do expurgo, revelamos o interior
privado, as secreções fluidificadas.

Mas este "gesto espontâneo" se tornara um "signo reificado". Aqui tratamos
de ficções e interpretações. A expressão não pertence a ninguém em
particular. A arte apenas compartilha, deflagra uma experiência com os que
aceitam o jogo. Não há caráter documental, perde-se a história, o real e o
sujeito.

Rufino toma os objetos e a partir disso os acentua, como nas palavras.
Destacam-se tonicidades, reverberações, agudizações. As palavras mudam de
sentido até se tornarem impronunciáveis. A frase, agora, é estrangeira para
nós e para o próprio artista. Os móveis ganham funções sem funcionalidades.

"É preciso não colocar estranheza onde não existe nada", afirmara Sartre.
NAUSEA utiliza esta afirmação às avessas, estranhando o banal, banalizando a
estranheza.

(Texto de Marcelo Campos - curador, doutor em Artes Visuais pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; professor adjunto e
coordenador da Graduação em Artes do Instituto de Artes da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro - UERJ).

José Rufino: resumo biográfico

José Rufino (João Pessoa, 1965) vive e trabalha no Brasil. Doutor em
Geologia e iniciado em pintura e escultura em cursos livres. Desenvolveu sua
jornada artística passando da poesia para a poesia-visual e em seguida
arte-postal e desenhos nos anos 1980.

O universo do declínio das plantações de cana-de-açúcar no Brasil conduziu
seu trabalho inicial em desenhos (longas séries em envelopes e cartas) e
instalações (Respiratio, Sudoratio, Vociferatio, Lacrymatio) com mobiliário
e documentos de família e institucionais.

Filho de ativistas políticos presos pela ditadura do regime militar
brasileiro nos anos 1960, o artista é também muito conhecido pelos seus
impressionantes trabalhos de caráter político, como a grande instalação
Plasmatio, primeiramente exibida na XXV Bienal Internacional de São Paulo
(2000), e composta por mobiliário e grandes manchas de tinta à maneira das
pranchas psicanalíticas de Hermann Rorschach, sobre cartas e documentos
originais de desaparecidos políticos brasileiros.

O diálogo dicotômico entre memória e esquecimento contamina seu trabalho
completo. Instalações complexas têm sido elaboradas a partir de contextos
institucionais, como portos (Laceratio) e estradas de ferro (Murmuratio). A
última, um grande "depósito de detritos de inundação fluvial" de mesas,
escrivaninhas e cadeiras com raízes, "exumadas" (Léthe, 2006), sintetiza seu
procedimento.

Fez exibições em bienais (Havana, 1997; São Paulo, 2000; Mercosul, 1999;
Venezuela, 1998, 2004; Ushuaia, 2007) e grandes exposições individuais
(Museu de Arte Moderna, Recife; 2003; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; 2004;
Museu de Arte Contemporânea, Niterói; 2004; Embaixada do Brasil, Berlim,
2006).

Exposição "EU O OUTRO"

Os Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza e Cariri, no Ceará; e
Sousa, na Paraíba), comemorando dez anos de atuação do CCBNB-Fortaleza,
estão ampliando seus limites geográficos na área das Artes Visuais.

Para isso, estão lançando o programa Contra_Fluxos, uma rede de diálogo de
artes visuais que se materializa na realização de blocos de exposições com
artistas contemporâneos que participaram de mostras em suas sedes ao longo
desses dez anos, bem como de artistas emergentes que estão surgindo na cena
artística brasileira.

Participam desta rede de diálogos não apenas artistas nordestinos, mas
também de outras regiões brasileiras, possibilitando assim
interculturalidade entre produção artística, instituições e público. Cada
exposição elabora um significante percurso do processo criativo desses
artistas, ao dialogar poéticas que se estruturam em consistentes pesquisas
artísticas.

As mostras possuem como eixo principal o diálogo entre a produção dos
artistas que já realizaram exposições nas dependências dos três CCBNBs nos
últimos dez anos e a produção artística visual oriunda do estado ela será
apresentada.

As exposições coletivas "CASA - um lugar em trânsito" e "EU O OUTRO"
inauguram este democrático programa que valoriza o intercâmbio artístico, a
pluralidade cultural e a consciência universal, realizado em parceria com o
Espaço Cultural das Onze Janelas e o fórum permanente de pesquisa em arte
"Territórios Híbridos", da faculdade de Artes Visuais da Universidade
Federal do Pará (UFPA).

Intitulada "CASA - um lugar em trânsito", a primeira reúne, desde o último
dia 9 até o próximo dia 31 de julho, trabalhos de onze artistas cearenses na
Sala Gratuliano Bibas, da Casa das Onze Janelas (Praça Dom Frei Caetano
Brandão - Cidade Velha - fone: (91) 4009.8825), em Belém (PA), com curadoria
de Solon Ribeiro.

A lista dos artistas alencarinos participantes abrange os seguintes nomes:
Euzébio Zloccowick, Jussara Correia, Lia Damasceno, Márcia Moura, Mariana
Smith, Murilo Maia, Rosângela Melo, Ticiano Monteiro, Victor de Castro,
Waléria Américo e Yuri Firmeza.

Por sua vez, a segunda, denominada "EU O OUTRO", apresenta a produção
contemporânea recente de 14 artistas paraenses no CCBNB-Fortaleza, a partir
desta terça-feira, 29, com curadoria de Val Sampaio.

Na relação de artistas paraenses, constam os talentos de Amanda Carvalho
Oliveira (Amanda Jones), Armando Queiroz, Bruno Cantuária, Carla Evanovitch,
Danielle Meireles, Eder Oliveira, Ediene Pamplona, Flávio Araújo, Heraldo
Cândido, João Cirilo, Luciana Magno, Murilo Rodrigues, Victor De La Roque e
Vitor Lima.

Amanda Jones, Carla Evanovitch, Heraldo Cândido, Luciana Magno, Murilo
Rodrigues e Victor De La Roque vêm a Fortaleza e realizam intervenções e
performances na abertura da exposição.

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL "NAUSEA"

* José Rufino - (83) 9921.2941

* Marcelo Campos (curador) - (21) 8829.6617 -
campos.marcelo@gmail.com

EXPOSIÇÃO COLETIVA "EU O OUTRO"

* Val Sampaio (curadora) - (91) 8855.2017

* Amanda Jones - (91) 9174.8785

* Heraldo Cândido - (91) 9968.3041

* Murilo Rodrigues - (91) 8131.7419

* Victor De La Roque - (91) 9191.8682

* Carla Evanovitch - (91) 8133.7908

* Luciana Magno - (91) 8821.5548

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE

* Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais) - (85)
3464.3184 / 8851.5548 - jacquerlm@bnb.gov.br

* Luciano Sá (assessor de imprensa) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 -
lucianoms@bnb.gov.br

Exposição Apocalipse - SP - Edifício Villa Lobos Cultural e Cia Arte Cultura convidam

 

Exposição: Apocalipse

Curadoria: Andrea Anholeto e Paco de Assis

Artista: Augusto Cezar

Local: Edifício Villa Lobos Cultural

Av. Nações Unidas, 4.777   Alto de Pinheiros   São Paulo/SP

Período de exposição: 25 de julho a 11 de agosto de 2008.

Das 8h às 20h, de segunda a sexta.

Entrada: Gratuita

Estacionamento: Shopping Villa-Lobos

Informações: 11 5539 6092 / 5084 8079

--------------------------------------------------------------------------------------------------------

APOCALIPSE

 

O fotógrafo jornalista Augusto Cezar, estruturou sua carreira como desenhista de arquitetura, por esta arte sempre observou e admirou os efeitos causados pela luz nos objetos, nas edificações e também nas pessoas.

 

Por meio da fotografia, encontrou o caminho para esboçar sua forma de ver a vida e seus sentimentos em relação ao mundo, passando então a desenhar com máquina fotográfica.

 

Encontrou em Paraty seu foco de inspiração, e após se tornar freqüentador assíduo da cidade, deparou-se com um grupo de pessoas nativas da região, organizadoras de um movimento denominado "Bloco da Lama".

Tal movimento além de cultural e popular, tem uma abordagem ambiental, usando a alegria e a criatividade popular em defesa da preservação dos mangues da região.

 

Convidado a acompanhar e realizar o registro fotográfico do Bloco, reuniu o resultado de 150 imagens. Desse total, selecionou 30 imagens para expor, cujo conjunto denominou "Apocalipse".

 

A proposta  da exposição Apocalipse se baseia em duas vertentes – a primeira, servir de registro fotográfico de uma manifestação cultural do carnaval de Paraty, resgatando nas imagens e, especialmente, nos contrastes de luz e sombras, a grandiosidade e alegria explícitas nas apresentações do bloco. A segunda vertente segue um cunho de denúncia ambiental, somando aos esforços dos organizadores e participantes do Bloco, um registro fotográfico que traz a mensagem da urgência no reposicionamento da relação do ser humano junto ao meio ambiente. Por isso o título Apocalipse, que traz em si esse sentido de urgência e reforça a idéia que, lentamente o homem está caminhando para uma armadilha criada por ele mesmo e por seu descaso frente ao Universo, onde toda a evolução "descuidada" está ameaçando levar o homem de volta aos primórdios.

 

Apocalipse

A primeira vista parece ser uma dança pré-histórica, mas aos poucos se repara no meio do povo da lama, a alegria estampada no rosto dos homens, mulheres e crianças, a satisfação de estar coberto com a manta da natureza e protestando a seu favor.

CCBB-SP apresenta filmes inéditos no Brasil na mostra "Cinema Novo - Os Verdes Anos do Cinema Português", de 30/7 a 17/8

*Os Verdes Anos do Cinema Português** *

*MOSTRA TRAZ FILMES DO CINEMA NOVO PORTUGUÊS INÉDITOS NO BRASIL *

* *

**** Mostra **Os Verdes Anos do Cinema Português,** oferecida pelo Centro
Cultural Banco do Brasil - São Paulo, acontece de 30 de julho a 17 de agosto
*

* *

**** Evento apresenta 16 títulos da "Nouvelle Vague" do cinema português, a
maioria deles inéditos no Brasil*

* *

**** Estão na programação filmes de realizadores como Manoel de Oliveira,
João César Monteiro, Paulo Rocha e António Reis*

* *

**** Além das exibições, haverá debate gratuito com estudiosos do cinema
português*

* *

De 30 de julho a 17 agosto, o CCBB - SP (Centro Cultural Banco do Brasil
-rua Álvares Penteado 112 - Centro - São Paulo - SP. Tel. (11) 3113.3651)
realiza a mostra "Os Verdes Anos do Cinema Português". A exibição conta com
16 títulos representativos daquele que ficou conhecido como o Cinema Novo
português. A maioria dessas obras é inédita no Brasil. Os principais
destaques do evento são: "Os Verdes Anos" (1963), de Paulo Rocha,
considerado um dos fundadores do Cinema Novo português, por sua linguagem
inovadora, que rompia os cânones do cinema tradicional. Foi "Os Verdes Anos"
que chamou a atenção da crítica internacional para a existência do cinema
feito por jovens em Portugal. "Acto da Primavera" (1963), de Manoel de
Oliveira, é um dos mais importantes filmes do principal realizador português
de todos os tempos, exibido pouquíssimas vezes no Brasil. "Trás-os-Montes"
(1976), de Margarida Cordeiro e António Reis, que radicaliza ao passear pela
linha tênue entre documentário e ficção, catapultou para reputação
internacional seus realizadores, devido ao sucesso em diversos festivais
pelo mundo. "O Cerco" (1970), de António da Cunha Telles, um dos mais belos
filmes do cinema novo português, causou sensação ao ser exibido em Cannes,
em 1970, e foi, na época de seu lançamento, o filme do cinema novo de maior
sucesso de bilheteria em Portugal. "Veredas" (1978), o segundo
longa-metragem de João César Monteiro, também é inovador em seu linguagem,
sendo a primeira ficção do cinema português a explorar os temas dos contos
tradicionais portugueses.

O cinema novo português tomou o período que vai do início da década de 60
até pouco depois da famosa e decisiva Revolução dos Cravos, em 1974.
Influenciados por movimentos já consagrados do cinema moderno, tais como o
neo-realismo italiano e a *nouvelle vague* francesa, os cineastas
portugueses em atividade nos anos 1960 e 70 abordaram, em sua maioria, uma
Portugal melancólica, defasada e desesperançosa. Apesar de não haver caráter
político-planfetário explícito nas obras, por estas serem submetidas à forte
pressão da censura da ditadura de Salazar, o cinema deste período condensa o
clima e a tensão que percorriam o país na época. Havia algo no ar a
influenciar atitudes e iniciativas da juventude, e o cinema novo português
soube testemunhar esse momento. As obras Cinema Novo português - também
denominado Novo Cinema para distingui-lo do Cinema Novo brasileiro - em sua
maior parte, nunca chegaram ao Brasil, muito embora o potencial para
estabelecer um diálogo com o conjunto cinematográfico que estava sendo
produzido sob a haste do Cinema Novo brasileiro fosse grande. Algumas
características em comum - contextos políticos parecidos (ambos estavam sob
uma ditadura), mesma língua, poderiam ter aproximado essas duas
cinematografias, mas isso não aconteceu. A mostra "Os Verdes Anos do Cinema
Português" traz parte desta filmografia, em exibições em película 35mm e em
DVD, todas com legendas em português.

Além das exibições, o evento traz também com o debate "Na Rota dos
Cinemas-Novos", que pretende discutir a relação entre o cinema novo
português, produzido sob a ditadura salazarista, e os cinemas novos de
países como França, Itália e Brasil. Participará do debate a pesquisadora e
estudiosa do cinema português, Carolin Overhoff Ferreira, organizadora do
livro "O cinema português através de seus filmes" (editora Campo das
Letras). Carolin lecionou cinema e teatro na Universidade de Ciências e Arte
Aplicadas de Hanover, na Universidade Livre de Berlim, na Universidade de
Coimbra e na Universidade Católica Portuguesa no Porto. Atualmente,
dedica-se a um projeto de investigação pós-doc sénior sobre a relação entre
os cinemas nacionais e transnacionais de língua portuguesa e está preparando
uma edição especial sobre Manoel de Oliveira para o periódico inglês
Dekalog. Além de Carolin, participam também Mauro Luiz Rovai, professor
doutor de Sociologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde
desenvolve projeto sobre a obra de alguns cineastas, entre eles, Manoel de
Oliveira; o crítico Luiz Carlos de Oliveira Junior, editor da revista
virtual de cinema Contracampo; e a curadora da mostra, Liciane Mamede.

A mostra "Os Verdes Anos do Cinema Português" é apresentada e patrocinada
pelo Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo, e conta com o apoio da
Cinemateca Portuguesa, através do empréstimo das cópias de exibição, do
Centro Cultural Português em Brasília (braço cultural da embaixada
portuguesa no Brasil), Instituto Camões de Portugal e Cinemateca Brasileira.
A produção é da Klaxon Cultura Audiovisual e a curadoria é de Liciane
Mamede, redatora do site de críticas cinematográficas Cinequanon.

* *
*Um pouco mais sobre os filmes*

Há controvérsias sobre qual seria a obra fundadora do cinema novo português,
porém grande parte dos estudiosos aponta para o primeiro filme de Paulo
Rocha, "Os Verdes Anos", filmado em 1963. A maioria dos historiadores do
cinema portuguesa concorda que a obra de Paulo Rocha marcou realmente a
ruptura com o passado. O filme, vencedor do prêmio Vela de Prata no Festival
de Locarno em 1964, narra a história de amor frustrado entre Júlio e Ilda,
dois jovens vindos do interior. Quando Júlio, que tenta a sua sorte como
sapateiro, conhece Ilda, uma jovem empregada doméstica, esta recusa o seu
pedido de casamento. Júlio, incapaz de lidar com a rejeição por se sentir
desamparado na cidade moderna, reage de forma radical desesperada. "Os
Verdes Anos" será exibido em sua versão original, com cópia 35mm emprestada
pela Cinemateca Portuguesa.

"O Cerco", outro dos destaques da mostra e um dos mais belos filmes do
cinema novo português, foi dirigido em 1971 por Antônio da Cunha Telles. O
filme conta a história de Marta, um garota burguesa que decide deixar o
marido arrogante para tentar ganhar a vida por seus próprios meios. Quando
começa a enfrentar uma situação financeira precária, Marta começa a se
envolver com tipos não muito corretos. Ingênua, mas ao mesmo tempo à frente
em seu comportamento, a personagem principal deste filme é um retrato
angustiante de uma juventude que não tem muitos caminhos a seguir. Este foi,
na época de seu lançamento, o filme do cinema novo de maior sucesso de
bilheteria em Portugal.

"Acto da Primavera", de 1963, é obra-prima absoluta de um cineasta já
conhecido pelo público brasileiro, Manoel de Oliveira. Exibida pouquíssimas
vezes no Brasil, a obra mostra a encenação popular de uma peça de um autor
do século XVI, Francisco Vaz de Guimarães, como ela era anualmente encenada
pelos habitantes do vilarejo da Curalha, em Trás-os-Montes. "Acto da
Primavera", segundo o crítico de cinema Ruy Gardner, "não estabelece seus
critérios de fabulação nem exatamente no terreno do cinema de ficção e
tampouco no cinema documentário, embora possa ser considerado ao mesmo tempo
como ambos".

Outra exibição imperdível é a do filme "Trás-os-Montes", de
Margarida Cordeiro e António dos Reis, filmado em 1976. O filme, que também
passeia pela linha tênue que divide a ficção e o documentário, retrata
personagens típicos do nordeste montanhoso de Portugal, envoltos em um
ambiente rural majestoso, documentando seus hábitos seculares. A obra
catapultou para reputação internacional seus realizadores, devido ao sucesso
em diversos festivais pelo mundo, e nunca foi exibido no Brasil. A cópia que
será exibida é uma cópia ampliada para 35mm, que existe somente na
Cinemateca Portuguesa.


*Programação*

*30 de julho, quarta-feira*

17h

*O Recado*, José Fonseca e Costa

DVD, 110min

19h

*Sofia e a Educação Sexual*, Eduardo Geada

35 mm, 101min

*31 de julho, quinta feira*

17h

*Dom Roberto*, Ernesto de Souza

DVD, 102 min

19h

*Perdido por cem*, António Pedro Vasconcelos

35mm, 105 min

*1º de agosto, sexta feira*

17h

*O Mal-amado*, Fernando Matos Silva

DVD, 100 min

19h

*Almada Negreiros*, António de Macedo

35 mm, 23 min

*Domingo à tarde*, António de Macedo

35mm, 90 min

*2 de agosto, sábado*

19h

*Acto da Primavera*, Manoel de Oliveira

35 mm, 94 min

* *

19h

*Verdes Anos*, Paulo Rocha

35mm, 91 min

*3 de agosto, domingo*

17h

*Belarmino*, Fernando Lopes

35 mm, 80 min

19h

*Trás os montes*, Margarida Cordeiro e António Reis

35 mm, 108 min

*6 de agosto, quarta-feira*

17h

*O Cerco*, António Cunha Telles

DVD, 115min

19h

Debate: Na Rota dos Cinemas-Novos

Com Carolin Overhoff, Mauro Rovai, Luiz Carlos de Oliveira Jr. e Liciane
Mamede

* *

*7 de agosto, quinta feira*

17h

*A Promessa*, António de Macedo

DVD, 94 min

19h

*Belarmino*, Fernando Lopes

35 mm, 80 min

*8 de agosto, sexta-feira*

17h

*Dom Roberto*, Ernesto de Souza

DVD, 102 min

19h

*Uma Abelha na Chuva*, Fernando Lopes

35 mm, 75 min

* *

*9 de agosto, sábado*

17h

*Veredas*, João César Monteiro

35 mm, 120 min

19h

*Trás os montes*, Margarida Cordeiro e António Reis

35 mm, 108 min

*10 de agosto, domingo*

17h

*O Cerco*, António Cunha Telles

DVD, 115min

* *

* *

19h

*Acto da Primavera*, Manoel de Oliveira

35 mm, 94 min

*13 de agosto, quarta-feira*

17h

*O Mal-amado*, Fernando Matos Silva

DVD, 100 min

19h

*Perdido por cem*, António Pedro Vasconcelos

35mm, 105 min

* *

*14 de agosto, quinta-feira*

17h

*O Recado*, José Fonseca e Costa

DVD, 110min

19h

*Almada Negreiros*, António de Macedo

35 mm, 23 min

*Domingo à tarde*, António de Macedo

35mm, 90 min

*15 de agosto, sexta-feira*

17h

*A Promessa*, António de Macedo

DVD, 94 min

19h

*Sofia e a Educação Sexual*, Eduardo Geada

35 mm, 101min

*16 de agosto, sábado*

19h

*Verdes Anos*, Paulo Rocha

35mm, 91 min

19h

*Perdido por cem*, António Pedro Vasconcelos

35mm, 105 min

* *

* *

*17 de agosto, domingo*

17h

*O Cerco*, António Cunha Telles

DVD, 115min

19h

*Uma Abelha na Chuva*, Fernando Lopes

35 mm, 75 min

Classificação indicativa dos filmes: 16 anos

*Centro Cultural Banco do Brasil *

Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo

Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652

www.bb.com.br/cultura

Aceita cartões de crédito Visa ou Mastercard, cheque ou dinheiro

Horário de funcionamento da bilheteria: das 10h às 20h

Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com / (11) 2163-2000

Clientes do Banco do Brasil pagam meia-entrada apresentando o cartão do
Banco na bilheteria.

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado
// Loja // Café Cafezal e Bistrô (wireless)

Opções de estacionamentos particulares nas ruas Boa Vista, Senador Feijó e
Libero Badaró. Confirmar preços, dias e horários de funcionamento.

Sugestão: Estacionamento Jockey Club - Rua Boa Vista, 280. Horários: de 2ª a
6ª feira, das 07h às 23h. Aos sábados, das 07h às 18h. Não abre aos
domingos.

Cinema (70 lugares): R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada). Filmes em DVD têm
entrada gratuita, com retirada de senhas a partir das 10h.

*Atendimento à imprensa:*

Márcia Vaz - marciavaz3@gmail.com - 11 9252.3192

------------------------------

Assessoria de Imprensa CCBB:

Camila Val (responsável) - (11) 3113-3623 - camila.val@bb.com.br

Eduardo Vasconcelos - (11) 3113-3628 - imprensaccbbsp@gmail.com

Vivian Cunha - (11) 3113-3610 - imprensaccbbsp@terra.com.br

Camargo Guarnieri: dia 3/8, CCSP realiza apresentação no Teatro Municipal para gravação de DVD e CD de três concertos inéditos de Guarnieri

Projeto Camargo Guarnieri e a Missão de Pesquisas Folclóricas da Discoteca Oneyda Alvarenga do CCSP é contemplado com o patrocínio Petrobras

 

No dia 3 de agosto, será apresentado um concerto no Teatro Municipal para gravação de DVD, CD e CD-Rom

com os três concertos inéditos para violino e orquestra de Guarnieri

 

O projeto Camargo Guarnieri e a Missão de Pesquisas Folclóricas - Três Concertos para Violino e Orquestra da Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo foi comtemplado no Edital Petrobras Cultural 2007 - Memória das Artes, para a realização da gravação de um DVD e um CD-áudio com os três concertos inéditos para violino e orquestra de Guarnieri, um CD-Rom com as partituras completas dos concertos em  finale, remasterizações históricas do compositor ao piano e suas partituras transcritas dos fonogramas das melodias populares da Missão de Pesquisas Folclóricas (MPF). O projeto foi aprovado na Lei Rouanet do MinC, em janeiro de 2008, cujo valor de incentivo foi de R$ 355.123,00. Francisco Coelho, curador de música do CCSP, é o coordenador do projeto.

 

O concerto da gravação será realizado no Teatro Municipal, no dia 3 de agosto, domingo, às 11h (a gravação será feita ao vivo com a presença do público), com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM), sob a regência do maestro Lutero Rodrigues e participação do solista de violino Luiz Filipe. Esta é a primeira gravação 68 anos depois de composta.

 

Para complementar os trabalhos, entre os dias 28 de julho e 2 agosto outras gravações serão realizadas no Teatro Municipal, sem público. Em dezembro de 2008 será feito o lançamento comercial dos produtos culturais deste projeto que são três mídias em uma caixa, contendo DVD (com os concertos, making of, documentário sobre Guarnieri), CD-Rom (com partituras eruditas, partituras populares da MPF, remasterizações de gravações históricas de Guarnieri como intérprete e a navegação multimídia pelo acervo digitalizado da MPF) e um CD-Áudio com os concertos do DVD. A tiragem de 3000 unidades será destinada à distribuição gratuita nacional e internacional para instituições públicas e privadas de acervo musical e distribuição comercial em lojas ao custo incentivado de R$30,00.

 

As filmagens ficarão a cargo do cineasta Carlos Mendes, autor do documentário A odisséia musical de Gilberto Mendes, e fotografia de Odorico Mendes. A direção artística musical da filmagem ficará a cargo do Maestro assistente da OSM, Rodrigo de Carvalho. As gravações de áudio ficarão a cargo da Cia do Gato com a direção artística de gravação áudio de Marcos Scheffel e do maestro assistente da OSB, Marcos Arakaki.

 

Com o patrocínio da Petrobras, a Discoteca Oneyda Alvarenga já realizou, em 2004,  a informatização do seu acervo de música brasileira com a digitalização de 15.000 discos de 78 rpm de música brasileira e a informatização de 12.000 partituras brasileiras. Em 2006, editou a coleção Música Brasileira Contemporânea com catálogos de obras, edições de partituras inéditas e gravações das partituras em CDs-áudio de cinco dos mais renomados compositores brasilieros da atualidades, Almeida Prado, Edino Krieger, Edmundo Villani-Côrtes, Gilberto Mendes e Rodolfo Coelho de Souza, que contou com a participação de artistas como Rosana Lamosa, Fernando Portari, Céline Imbert, Gilberto Tinetti, Eduardo Monteiro, entre outros.

 

O objetivo deste novo projeto é divulgar a obra do compositor Camargo Guarnieri (1907-1993) por meio de sua ação como pesquisador de música popular e como compositor de música erudita, revelando a relação de tais atributos presentes em sua obra musical, além de focar a figura e a produção musical de Guarnieri no contexto da política cultural de Mário de Andrade, como a sua contribuição na criação da Orquestra Sinfônica Municipal (OSM), sua atuação como regente e como pesquisador de música de raiz, especificamente na transcrição para o pentagrama musical, entre 1944-54, dos fonogramas coletados pela Missão de Pesquisas Folclóricas (MPF), no Norte e no Nordeste do Brasil, em 1938, acervo da atual Discoteca Oneyda Alvarenga do CCSP.

 

Missão de Pesquisas Folclóricas

Ver http://www.centrocultural.sp.gov.br/missao_p.htm

 

Guarnieri popular

Essas músicas foram transcritas, entre 1944-54, para a partitura a partir da audição apurada de Guarnieri dos discos de 78 rpm a pedido da própria Oneyda Alvarenga, na época diretora da Discoteca Pública Municipal, que hoje leva o seu nome. Garantida a preservação do material pelas gravações em áudio restava a edição das partituras manuscritas feitas por Guarnieri.

As partituras das melodias populares estarão em um CD-Rom contendo facsímiles originais e edição por programa específico de informática musical finale e, ainda, a gravação dos fonogramas (ver e ouvir). Uma navegação multimídia abrirá links de acesso a outros documentos correlatos às melodias populares, documentos estes que foram coletados no mesmo dia das melodias, ou as fotos dos cantadores, ou ainda objetos folclóricos. Será uma espécie de um itinerário virtual pelos documentos digitalizados do acervo da MPF cujo eixo é a música grafada por Guarnieri - recurso possível hoje, mas inimaginável na época de sua coleta e confecção.

 

Guarnieri intérprete

O CD-Rom conterá também as gravações realizadas por Guarnieri em 1937 e em  1944 pela Discoteca Pública Municipal, hoje Discoteca Oneyda Alvarenga do CCSP. São raridades que não foram até hoje remasterizadas. Essas gravações apresentam a única versão integral da série de canções para voz e piano de Guarnieri intitulada As treze canções de amor (grav. 1944), pela soprano Cristina Maristany e pelo próprio compositor ao piano. Além dessas obras da mais alta importância para a música brasileira serão destacadas ainda duas peças corais de Guarnieri com versos de Manuel Bandeira Irene no céu e Nas ondas da praia (grav. 1937) pelo Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo tendo Guarnieri como regente.

 

Guarnieri erudito

No viés erudito deste projeto há o suporte gráfico, pela edição inédita das partituras dos concertos, e o suporte sonoro, pela gravação inédita dessas partituras.

Suporte Gráfico:

Serão editadas em específico programa de informática, finale, as partituras manuscritas inéditas de seus 3 Concertos para Violino e Orquestra, dos quais um deles, o Concerto n . º 1, estava inacessível pela inexistência das partes instrumentais. Todas as partituras dos três concertos (solista, grade do maestro, partes cavadas ou partes instrumentais de cada instrumento da orquestra, redução orquestral para piano) estarão disponíveis no CD-Rom para serem impressas para a livre execução das obras em qualquer lugar do mundo.

Este gesto dos herdeiros de Guarnieri de liberar as obras renunciando o aluguel das partituras por uma editora comercial para a sua execução vai ao encontro da acessibilidade tão desejada nestes tempos atuais.

 

A digitalização das partituras originais, manuscritos autógrafos de 1940, 1951 e 1953 e a revisão musical, ficaram a cargo do maestro Lutero Rodrigues, profundo conhecedor da obra de Guarnieri e grande regente de obras brasileiras, tendo já realizado diversos trabalhos similares de edição de partituras para a Academia Brasileira de Música.

 

As Obras para Violino e Orquestra, de Camargo Guarnieri

por Lutero Rodrigues

Das três obras existentes, o Choro, com maior freqüência, e o Concerto nº 2 têm sido tocados. O Concerto nº 1, ao contrário, não é tocado há cerca de 60 anos! Composto em 1940, foi a primeira obra sinfônica de maior porte composta por Guarnieri, após seu retorno ao Brasil, vindo de um período de estudos em Paris que foi interrompido pela 2ª Guerra Mundial. O Concerto foi estreado pela violinista Eunice de Conte, a quem fora dedicado, em 1942, no Rio de Janeiro, e no ano seguinte, em São Paulo. Pouco depois, Guarnieri recebeu a feliz notícia que o Concerto ganhara o primeiro prêmio, em um concurso de composição nos EUA, destinado a compositores latino-americanos, promovido pela Pan American Union. Guarnieri foi receber o prêmio, iniciando uma série bem sucedida de viagens àquele país, onde teve outras obras premiadas, na década de 40, afirmando-se como compositor.

As críticas da época não foram muito favoráveis ao Concerto. Os críticos mais conservadores ficaram horrorizados com a inclusão, em uma obra do gênero, de instrumentos de percussão de origem popular, como cuíca, reco-reco e chocalho. Outros disseram que a orquestra era muito grande, que não se podia ouvir o solista. Na verdade, sua orquestra é bem maior que aquela dos concertos tradicionais. A prova de que as críticas foram ouvidas vem nas obras seguintes: Guarnieri reduziu sensivelmente a orquestra do Choro e continuou a fazê-lo, no Concerto nº 2. Não é apenas a orquestra que é grande, no Concerto nº 1, mas também suas dimensões.

O Choro para Violino e Orquestra foi composto em 1951, durante um período conturbado da vida de Guarnieri, logo após ter lançado sua Carta aberta aos músicos e críticos do Brasil, na qual radicalizava sua posição em defesa do Nacionalismo musical brasileiro; talvez tenha sido esta a razão para dar à obra o nome de Choro. Em 1953, Guarnieri compôs o Concerto nº 2 para Violino e Orquestra, retornando à denominação tradicional porque a obra seria destinada a um concurso internacional, é o que parece.

Algumas características musicais são comuns aos três concertos: em seus primeiros movimentos, os temas são desenvolvidos como em uma seqüência de variações, mas sem rigidez formal; as dissonâncias são freqüentes e a harmonia só tem direção tonal em alguns pontos, sobretudo nas cadências, sendo sua função, na maior parte do tempo, dar "cores" à música; há um predomínio da textura contrapontística, muito cara ao compositor; é freqüente o uso de temas modais, com características semelhantes à música popular de certas regiões brasileiras, como o Nordeste; alguns temas são acompanhados por uma "ambiência" musical da orquestra, geralmente rítmica, com ou sem instrumentos de percussão, que ajuda a caracterizá-los, podendo mesmo vir antes dos próprios temas.

Concerto nº 1. Todos os seus temas são derivados do tema do 1º movimento que inicia a obra. Este movimento é monotemático, pela mesma origem dos temas, mas tem um segundo tema bem definido, derivado do primeiro. Em seus comentários, Guarnieri deu, ao tema gerador, a origem "ameríndia". O 2º movimento é monotemático. O 3º movimento tem a forma "Sonata", com dois temas: o primeiro, de caráter nordestino e o segundo, vindo da música caipira do interior do Estado, em terças paralelas. Não há interrupção entre os movimentos da obra.   

Choro. A orquestra expõe o tema, na forma de entradas imitativas que se sucedem, até a entrada do solista. O movimento é monotemático como seu correspondente do Concerto nº 1, ou seja, o tema é desenvolvido pelo solista, como se fossem variações e mais tarde, surge uma variação que atua como segundo tema. Depois dele, há uma verdadeira cadência para o instrumento solista, com acompanhamento orquestral, vindo em seguida a re-exposição. O 2º movimento é monotemático e o 3º é bi-temático, ambos de cores nordestinas. Como a obra anterior, não há interrupção entre seus movimentos.

Concerto nº 2. Como uma surpresa, a obra começa com uma grande e difícil cadência do Violino solo, onde já se ouvem alguns de seus futuros temas. Desta vez, o 1º movimento é realmente monotemático. O 2º movimento é também monotemático, mas há uma frase melódica (Clarinete solo) que antecede o tema e sempre o acompanha. O 3º movimento é novamente bi-temático; seu segundo tema tem caráter nordestino, enfatizado pela percussão que o acompanha. Há interrupção entre os movimentos da obra.

 

Programa de Concerto

 

Concerto nº 1 para violino e orquestra (1940) 19'30

Heróico

Com grande alegria

Muito alegre e ritmado

Intervalo 25'

Concerto nº 2 para violino e orquestra (1953) 22'

Allegro energico

Triste

Allegro giocoso

 

Pausa para troca de microfones 10'

 

Choro para violino e orquestra (1951) 16'

Andante

Calmo

Allegro ritmado

 

Curiosidades

 

O Concerto n. º 1 composto em 1940, recebeu o primeiro prêmio no concurso Edwin A. Fleischer Music Collection, Filadélfia, EUA, em 1942. Guarnieri recebe o prêmio e fica por seis meses nos EUA, onde teve a oportunidade de reger sua obra Abertura Concertante à frente da Boston Symphony Orchestra. Em 1943, teve o privilégio de ouvir no Museu de Arte Moderna de Nova York, a sua Sonata n .º 1 para violoncelo e piano ser executada por dois músicos que se destacariam, Joseph Schuster (cello-spala da Filarmônica de Berlim) e o desconhecido pianista Leonard Bernstein, que sete meses após se tornaria mundialmente famoso como a mais eletrizante revelação da regência orquestral ao substituir em última hora o célebre regente Bruno Walter, que adoecera. Uma grande amizade a partir desse recital surgiu entre Guarnieri e os protagonistas daquele evento, tanto que Guarnieri dedicou a Schuster a sua peça ponteio e dança (1946, vc e pf) e a Bernstein a sua Sinfonia n. º 4 "Brasília" (1963).

Cuíca e violino - A inclusão inédita do instrumento dos morros, a cuíca, ao lado do violino solo, instrumento nobre de reis e arcebispos se dá, na obra de Guarnieri, 27 anos antes do surgimento do Tropicalismo.

 

Melodias populares da Missão de Pesquisas Folclóricas (MPF) - Mário de Andrade em 1927 e 1929 fez viagens pelo Brasil registrando em seu diário suas impressões sobre a cultura brasileira que via. Em publicação póstuma os diários receberam o nome de "Turista Aprendiz". Mário assume, em 1935, a direção do Departamento de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo, órgão equivalente hoje à Secretaria Municipal de Cultura. Criou a Discoteca Pública Municipal, hoje Discoteca Oneyda Alvarenga, nome em homenagem àquela que foi a sua primeira diretora por 33 anos e grande organizadora do maior acervo musical do Estado. Idealizou uma expedição, que durou quatro meses, pelo Norte e Nordeste do Brasil para gravar as músicas das nossas festas e cantorias populares. Com uma equipe de apenas quatro pessoas - arquiteto Luís Saia, musicólogo Martin Braunwieser, técnico de gravação Benedito Pacheco e ajudante de gravação Antonio Ladeira - foram coletadas 1299 músicas gravadas em discos de cera, discos que em 1941 Oneyda industralizou em discos de 78 rpm. Em 2002, com o apoio da Fundação Vitae, esses discos foram digitalizados e em 2006 uma amostra foi editada em 6 CDs pelo selo SESC-SP em parceria com a Discoteca Oneyda Alvarenga.

Camargo Guarnieri, que Mário de Andrade enviou à Bahia para o II Congresso Afro-Brasileiro em 1937, era cotado para integrar a equipe da MPF em 1938, mas como ele recebera uma bolsa de estudos para estudar em Paris, foi substituído pelo austríaco Martin Braunwieser. Com a eclosão da II Guerra Mundial, Guarnieri retorna ao Brasil e em 1944 é contratado por Oneyda Alvarenga para ouvir os discos e grafar no pentagrama musical as melodias populares coletadas pela MPF.

 

A curiosidade é que Guarnieri ensinava aos seus alunos de composição, entre eles Almeida Prado, Osvaldo Lacerda, a técnica do contraponto a partir dessas melodias populares, pois o contraponto, sendo apenas uma técnica musical, pode ser exercitado a partir de qualquer melodia. O seu compromisso com a música brasileira, que gerou tanta polêmica no Século XX, estava nas pequenas coisas que fazia.

 

Sobre a Discoteca Oneyda Alvarenga

A Discoteca Oneyda Alvarenga (D.O.A ) do Centro Cultural São Paulo foi criada em 1935 como Discoteca Pública Municipal por Mário de Andrade à frente do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, hoje Secretaria Municipal de Cultura, para servir de apoio ao projeto de criação de uma Rádio Escola, para o ensino à distância que, na verdade, não chegou a ter continuidade em futuras gestões administrativas, ao contrário da Discoteca que teve o seu acervo ampliado ao longo, de hoje, 73 anos de existência. A partir de 1987 a Discoteca passou a receber o nome da folclorista Oneyda Alvarenga em homenagem àquela que foi a sua primeira diretora (1935-1969), tendo realizado nessa função diversas pesquisas e trabalhos registrados em publicações. O precioso acervo da D.O.A é resultado da política cultural idealizada e iniciada pelo próprio Mário de Andrade que visava integrar o saber erudito com o popular, e preservar o patrimônio da memória popular por intermédio de registros escritos e sonoros. Mário de Andrade sempre foi um ardoroso defensor da música popular brasileira vendo nela a mais forte manifestação cultural do nosso país. Em seus livros sobre música, ou na ação objetiva que imprimiu ao Departamento de Cultura, sua preocupação foi conhecer, preservar e divulgar essas manifestações. Este foi o conceito central dos diversos projetos - os conjuntos documentais e o acervo fonográfico - da D.O.A; sua concretização é talvez a mais palpável materialização daquilo que Mário de Andrade e os demais intelectuais do Departamento de Cultura sonhavam. É largamente utilizada como fonte de referência para músicos e estudiosos e seu acervo de partituras é considerado o maior do Estado de São Paulo e o segundo do país. Atualmente a D.O.A está organizada em três setores com os seguintes acervos: Acervo Histórico · Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 (objetos etnográficos, discos, documentação em papel, filmes, fotografias e publicações) · Sociedade de Etnografia e Folclore · 132 Monografias sobre folclore · Discoteca Pública Municipal - documentação administrativa sobre atividades da Discoteca no período de 1935 a 1982 Setor de Registros Sonoros · Acervo de discos de 78 rpm com cerca de 50.000 exemplares catalogados, dos quais 15.000 são de música brasileira, em sua maioria, de música popular. · Acervo de 24.743 discos 33 rpm títulos catalogados · Acervo de 1100 CDs Setor de Partituras · Acervo Impresso: 50.000 partituras de todos os gêneros, das quais 15.000 títulos são de música brasileira popular e erudita. · Acervo de 1400 títulos de periódicos e hemeroteca especializada · Acervo de 11 mil livros sobre vários aspectos da música. A Discoteca foi contemplada no Concurso Música 2002 da Petrobras. Foram digitalizados 30.000 músicas do período de 1902 a 1964, raridades até então inacessíveis que serão disponibilizadas, em MP3, em rede interna para consulta local a partir da base de dados ou por CDs diretamente nas cabinas acústicas. A criação de um banco de dados de 12.000 partituras brasileiras e o escaneamento de 3.000 partituras raras com a possibilidade de consulta por via digital. Com esses novos implementos a Discoteca Oneyda Alvarenga passa a ser padrão de referência no universo das instituições de acervo de música brasileira. Em 2004 recebeu novo patrocínio da Petrobras para a recriação do selo fonográfico Discoteca Oneyda Alvarenga (2006) iniciando uma linha de gravação de músicas inéditas em CDs e edição de partituras inéditas, além da publicação de catálogos de obras de renomados compositores da atualidade: Almeida Prado, Edino Krieger, Edmundo Villani-Côrtesl, Gilberto Mendes e Rodolfo Coelho de Souza. Atende gratuitamente cerca 3000/consulentes/mês em música na linha erudita, popular e folclórica.

Biografias:

 

Luiz Filipe - Violino Solo

Luiz Filipe tem se destacado na Europa como um divulgador da música brasileira para violino. Gravou, em 2006, na Alemanha, um CD com obras do compositor brasileiro Edmundo Villani-Côrtes para a coleção Música Contemporânea Brasileira, em projeto patrocinado pela Petrobras. Suas apresentações incluíram recitais em várias cidades francesas, inclusive no Museu do Louvre, em Paris, na programação do Ano Brasil-França, em que foram tocadas obras de Villa-Lobos e Almeida Prado.

Em 2007 apresentou recitais dedicados ao centenário de Camargo Guarnieri em Hamburgo, Roma e na Embaixada do Brasil em Berlim.

Residente na Alemanha há sete anos, onde atua como solista com diversas orquestras, Luiz Filipe vem recebendo um crescente reconhecimento também no Brasil, tendo atuado como solista com orquestras brasileiras, entre elas, a Orquestra Sinfônica da USP, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Experimental de Repertório, a Orquestra da Rádio e TV Cultura, a Orquestra de Ribeirão Preto, a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro, em Porto Alegre. Estudou no Brasil com a violinista Elisa Fukuda. Na Europa foi aluno de Ulf Wallin, Zakhar Bron e Guy Braunstein, spalla da Filarmônica de Berlim

Graduou-se em violino performance pela UdK-Berlin, Universidade de Artes de Berlim, na classe de Axiel Gerhardt. No biênio 2007-2008 Luiz Filipe atuou como academista da Filarmônica de Berlim, com a qual foi o solista do Concerto para dois violinos de Bach sob a direção do célebre regente de música antiga Reinhard Göbel.

Premiado em diversos concursos no Brasil transferiu-se para a Europa aos 16 anos de idade, com bolsa de estudos oferecida pela Secretaria de Estado da Cultura-SP e posteriormente pela Fundação Vitae. Recebeu vários prêmios como o de melhor intérprete de Mozart no Concurso Henry Marteau, na Alemanha, no 37.º Concurso Tibor Varga, na ocasião com T. Varga presidente do júri e o 1.º lugar no Concurso Gerhard-Taschner de Berlim. É constantemente convidado como artista a participar de Festivais, entre eles o Festival de Bonn e o Festival de Música Mallorca, na Espanha (2004 e 2006).

Luiz Filipe toca num violino Lorenzo Storioni de 1774 oferecido pela Deutche Stiftung Musikleben de Hamburgo.

 

Lutero Rodrigues - Maestro revisor de partituras

Tendo tido contato com a música desde a infância, estudou violino e mais tarde, piano, concluindo o Curso de Regência na USP, em 1980. Até então, havia atuado como regente coral, à frente de vários grupos, destacando-se o Madrigal Klaus-Dieter Wolff, que recebeu o prêmio de Melhor Coral do Ano de 1980, outorgado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Nos três anos seguintes, continuou seus estudos na Alemanha, na Escola Superior de Música de Detmold, sob a orientação de Martin Stephani. Durante este período, estudou também com Sergiu Celibidache.

De volta ao Brasil, em 1984, desenvolveu intenso trabalho voltado à formação de músicos, atuando como regente da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí (1985-1987) e Orquestra Sinfônica Juvenil do Litoral (1984-1991). Durante 12 anos (1986-1998), foi regente da Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, com a qual realizou várias turnês nacionais e internacionais (México e Dinamarca). Na temporada de 1992, foi também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Inúmeras vezes coordenou e dirigiu eventos, cursos e festivais de música, destacando-se o Festival de Inverno de Campos do Jordão, do qual foi Diretor Artístico durante quatro anos (1987 a 1990) e as Oficinas de Música de Curitiba.

De 1996 a 2003, foi Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, de Porto Alegre. De 1998 a 2005, foi Regente da Sinfonia Cultura - Orquestra Sinfônica da Rádio e TV Cultura - da qual tornou-se também, a partir de 1999, seu Coordenador Musical. Com esta orquestra que, durante a sua existência, foi aquela que maior número de composições brasileiras executou, em todo o país, realizou centenas de gravações radiofônicas e dezenas de gravações para a televisão, além de várias gravações de trilhas de cinema, vinhetas e acompanhamentos de grupos de ballet. Como Regente Convidado, já dirigiu as principais orquestras brasileiras e atuou também no exterior: Alemanha, Costa Rica, México, Espanha e Dinamarca.

Tendo regido um amplo repertório internacional (cerca de 45 sinfonias), dedicou-se cada vez mais, nos últimos 20 anos, à pesquisa, divulgação e interpretação do repertório brasileiro. Como a maioria absoluta da nossa produção musical permanece manuscrita e quase sempre em precárias condições de conservação, passou a realizar, sistematicamente, a revisão e correção dos manuscritos, preparando-os para serem executados ou editados. Inúmeras foram as obras orquestrais brasileiras do passado, remoto ou recente, que receberam este tratamento. Com o mesmo cuidado, dedicou-se também à execução de obras brasileiras de autores contemporâneos, estimulando a produção de jovens compositores e prestando-se a colaborar com os mesmos na solução dos eventuais problemas advindos da execução musical.

Somando-se toda a sua atividade como regente, já dirigiu cerca de 500 obras, da autoria de 130 compositores brasileiros, 100 delas em estréia mundial. Ao final de 2002, foi eleito membro da Academia Brasileira de Música, da qual passou a ocupar a cadeira nº. 36.

 

Carlos Mendes - Cineasta

Em 1985, muda seu foco para o cinema e passa a trabalhar na Chroma Filmes, empresa voltada principalmente ao mercado publicitário, como segundo assistente de direção. Em 1989 passa a atuar como diretor cinematográfico em produções publicitárias.

Carlos Mendes foi premiado em festivais internacionais publicitários: 3 leões no Festival de Cannes, 2 estátuas de prata no Clio Awards, 7 vezes premiado no Festival Internacional de Publicidade de Nova Iorque. Dirigiu o filme publicitário Baby, para o cliente Partnership for a drug-free America, que foi veiculado em 14 países. Dirigiu uma campanha para o Abrigo para Idosos Bezerra de Menezes (Shelter for the Elderly), sendo um dos únicos cinco finalistas mundiais na área de filmes e o único da América Latina, no prestigioso United Nations Awards, prêmio oferecido pela ONU. Dirigiu o video-clipe para Djavan (finalista no primeiro MTV AWARD Brasil); e Edson Cordeiro (veiculado mundialmente e premiado no Festival de Nova Iorque).

Em 2002 passa a trabalhar como diretor cinematográfico e produtor da Berço Esplêndido Produções Cinematográficas Ltda.

De 2003 a 2005 realizou as filmagens do documentário A Odisséia Musical de Gilberto Mendes, participando como roteirista, produtor, diretor e editor. O trabalho foi selecionado pelos seguintes festivais de cinema: · Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Mostra competitiva da 29ª Mostra BR de Cinema de São Paulo, Festival de Cinéma des 3 Amériques, em Québec, Canadá, Festival de Málaga, em Málaga, na Espanha. Em 2006, o documentário é lançado em cinema.

Ainda em 2003 escreve, em meio às filmagens do documentário, juntamente com Paulo Guarnieri e Hérika de Assis, o roteiro da peça de teatro O Mistério de Gioconda, sob a direção de Bibi Ferreira. Em 2005 venceu os três principais prêmios (melhor vídeo clipe, melhor direção e melhor roteiro) de uma competição da TV Cultura/SP, com a música Seresteiro a Perigo, interpretada por Edu Franco e Banda Grito do Ipiranga.

 

Orquestra Sinfônica Municipal

Ficha técnica:

 

Regente Titular

José Maria Florêncio

Regente Assistente

Rodrigo de Carvalho

REGENTE CONVIDADO PARA ESTE CONCERTO

lUTERO rODRIGUES

 

Primeiros-violinos

Pablo de León (spalla), Martin Tuksa (spalla), Adriano Mello, Amanda Lima, Ênio Antunes, Fabian Figueiredo, Fábio Brucoli, Fábio Chamma, Fernando Travassos, Flávio Geraldini, Graziela Rodrigues, Heitor Fujinami, John Spindler, Juan Carlos Rossi, Maria Fernanda Krug, Rafael Bion Loro, Silvio Balaz

Segundos-violinos

Andréa Campos, Laércio Diniz, Alex Ximenes, André Luccas, Angelo Monte, Eliane Oliveira, Evelyn Carmo, Liliana Chiriac, Maurício Takeda, Nadilson Gama, Otávio Nicolai, Oxana Dragos, Ricardo Bem-Haja, Sara Szilagyi, Ugo Kageyama

Violas

Alexandre de León, Renato Bandel, Abrahão Saraiva, Adriana Pace, Adriana Schincariol, Akira Terazaki, Antonio Carlos de Mello, Gianni Visoná, Giovanni Paolo Momo, Marcos Fukuda, Roberta Marcinkowski, Silvio Catto, Tânia Campos Kier

Violoncelos

Mauro Brucoli, Raïff Dantas Barreto, Angelique Camargo, Cristina Manescu, Flávia de Castro, Gilberto Massambani, Irai De Paula Souza, Joel de Souza, Ricardo Fukuda, Teresa Catto

Contrabaixos

César Vidal, Rubens de Donno, Ivan Decloedt, Mauro Domenech, Miguel Dombrowski, Ricardo Busatto, Sérgio Nicolai, Valerie Albright, Walter Müller

Flautas

Carmen Garcia, Cassia Carrascoza, Cristina Poles, Marcelo Barboza, Marco Cancello

Oboés

Alexandre Ficarelli, Rodrigo Nagamori, Giane Martins, Marcos Mincov, Roberto de Araújo

Clarinetes

Otinilo Pacheco, Luis Afonso Montanha, Domingos Elias, Eduardo Pecci, Marta Vidigal

Fagotes

Ronaldo Pacheco, Fabio Cury, Marcelo Toni, Marcos Fokin, Sérgio Gonçalves

Trompas

Mário Rocha, André Ficarelli, Angelino Bozzini, Daniel Misiuk, David Misiuk, Deusenil Santos, Rogério Martinez, Vagner Rebouças

Trompetes

Paul Mitchell, Fernando Guimarães, Breno Fleury, Eduardo Madeira, Sylvia Brasileiro

Trombones

Roney Stella, Gilberto Gianelli, Hugo Ksenhuk, Luiz da Cruz, Marim Meira

Tuba

Gian Marco de Aquino

Tímpanos

Nestor Gomes

Percussão

Magno Bissoli, Marcelo de Camargo, Osmar da Cunha, Paschoal Roma, Reinaldo Calegari

Harpa

Angelica Viana

Piano

Cecília Moita

 

SERVIÇO:

Concerto de gravação

Dia: 3 de agosto de 2008, domingo

Horário: às 11h

Local: Teatro Municipal de São Paulo

Praça Ramos de Azevedo s/nº - Estação Metrô Anhangabaú

Telefone: 3397-0300
Bilheteria: 3222-8698

Ingressos:

Setor 1 - R$ 15,00

Setor 2 - R$ 12,00

Setor 3 - R$ 10,00

 

Secretaria Municipal de Cultura

Av. São João, 473 - 10º andar

Secretário de Cultura: Carlos Augusto Calil

Centro Cultural São Paulo

www.centrocultural.sp.gov.br

Diretor: Martin Grossmann.

Rua Vergueiro, 1000 - estação Vergueiro do Metrô

 

Contatos para a imprensa:

Francisco Coelho - curador de música do CCSP, coordenador do projeto

11-3383-3444 ou 11-9272-1506 ou 11-4169-8891

e-mail: fccoelho1@uol.com.br e fccoelho@prefeitura.sp.gov.br

Luiz Filipe

00 XX 49 30 7022-16 02 / celular 00 XX 49 176 2047-21 69

e-mail: luizfilipede@yahoo.com.br

Lutero Rodrigues

11-5062-3514

e-mail: luterodrigues@yahoo.com.br

Carlos Mendes

(11) 2574-08 62 e 9918-16 60

e-mail: cemendes@uol.com.br

 


PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE CULTURA

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - CEP 01504-000 - São Paulo - SP

www.centrocultural.sp.gov.br

Atendimento ao público: (11) 3383-3402

E-mail: imprensaccsp@prefeitura.sp.gov.br

Galeria de fotos: www.centrocultural.sp.gov.br/imprensa

Atendimento à imprensa: (11) 3383-3463/3464

Nelson de Souza Lima, Emi Sakai, Iris Fernandes