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Uma Questão Tola de Censura

Navegando impunemente por um site de relacionamentos vi uma bela imagem de uma pintora dando a finalização em sua obra.

Sem duvida a pintura tinha um que de erotismo singular mas sem extrapolar e de modo algum chegando a pornografia.

Ampliei a imagem e para meu desconcerto depois da página abri constatei um aviso que tal foi censurada e sumariamente deletada…

Copiei a imagem que estaria perdida para sempre pelo julgo de censores ou pela ação de denunciantes e tentei postar em meu perfil, em menos de 2 segundos a imagem foi apagada automaticamente demonstrando que contra tal imagem existe uma campanha sistemática para que a mesma não seja vista pelas pessoas…

Me questionei o que de tão forte tem nesta imagem que possa denotar a gana para que a mesma não circule…. não seja vista ou apreciada… Os únicos motivos que me passam pela mente seriam a intolerância de algumas pessoas que tentam impor sobre todos os demais o que estes podem ver ou deixar de ver…

Peguei a imagem , coloquei uma tarja de censura no detalhe que incomoda sem duvida alguém e a postei novamente, vide foto abaixo e na seqüencia elaborei tal post para que a imagem sem censura possa permanecer registrada em algum ponto da Internet , para quem sabe as gerações futuras tenha a ciência como em muitos sentidos em nossa época uns poucos ainda tentam impor suas visões tacanhas do mundo sobre todos os demais.

Não consigo criticar o site de relacionamentos que promoveu a censura, afinal são obrigados pela lei de seu pais a adaptarem as postagens ao gosto de gritentos reacionários que vêem com ameaças de processos alegando sentirem-se ofendidos por determinadas imagens… ou seja estamos tendo nosso acesso a informações cerceados por chantagistas tacanhos capazes de entrarem em aventuras jurídicas para imporem suas vontades sobre os demais…

A Imagem com tarja:

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A Imagem Original sem censura:

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Por Wellington R Costa

PS. E a censura foi revista e a imagem original pode circular os meios digitais. Parabens ao Facebook que reviu a censura desta obra de arte…

This work is licensed under a Creative Commons license.

Brasil pode ser primeiro país a ter conteúdo censurado pelo Twitter

 

De acordo com o site Digital Trends, o Brasil pode se tornar o primeiro país a adotar medidas impostas pelo Twitter para censurar as postagens envolvendo assuntos relacionados ao trânsito, como limites de velocidade, bloqueios em estradas e postos policiais para checar motoristas alcoolizados.

O governo brasileiro entrou com um pedido de liminar para que a companhia bloqueie essas mensagens. As autoridades acreditam que a censura dos tuítes sobre operações policiais no tráfego podem ajudar nos esforços para melhorar a segurança nas estradas e reduzir os acidentes de trânsito, como também auxiliar na busca e apreensão de ladrões de carros ou contrabandistas de mercadorias ilegais.

Segundo o Twitter, os posts não serão removidos – a menos que haja um pedido de funcionários do governo ou de outro partido que acreditem na ilegalidade da mensagem -, mas sim substituídos por um aviso de censura. Caso o juiz responsável pelo caso conceda a liminar, qualquer um que violar a lei pode receber uma multa de R$ 500 mil reais por dia.

A decisão deve acontecer na próxima semana.

*Com informações do site Olhar Digital

BURLANDO A NOVA CENSURA

Na época da ditadura os artistas criavam meios sutis para burlar a Censura, tais artistas tornaram-se os mais famosos e amados pelo povo.
Nesta nova era de censura onde qualquer um usa a justiça para gerar censura contra artistas. Cada qual pode alegar sentir-se ofendido com algo e calar um artista. Já vimos a Igreja Católica, proibir desfiles de escolas de samba, políticos corruptos tentarem calar artistas e uma serie de pequenos ditadores fazem valer sua opinião a todos e vivemos uma época politicamente correta falsa onde políticos corruptos podem roubar mas artistas são proibidos de fazerem piadas…Mas os artistas são sempre criativos diante da imposição da censura e sempre serão... Parabéns pela criatividade Rafinha Bastos.

Todos agora terão de ser politicamente corretos e só poderão fazer piadas a nível de zorra total ou a praça é nossa, caso contrario serão banidos da sociedade que é tão politicamente correta e onde os nossos políticos não nos ofendem intelectualmente e onde o BBB é um símbolo da inteligência nacional... já que não podemos ver o Rafinha na tv ao menos podemos assisti-lo na internet se não tivermos a sorte dele DAR de graça para a gente...

Uma liminar da 2ª Vara Cível da Capital de São Paulo determinou que o DVD A arte do insulto, de Rafinha Bastos deve ser retirado de comercialização. A ação foi proposta pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) por entender que houve insulto “à honra e à imagem” das pessoas com deficiência intelectual que foram chamadas de “retardados” no vídeo.

Com a decisão Rafinha não só terá que retirar o DVD de comercialização, como também tomar as medidas necessárias para que o material não seja veiculado na TV e internet. Após recolher as cópias, ele deve apresentar à Justiça comprovantes de que tomou a providência.

Caso não o faça em 20 dias, a multa diária será de R$ 20 mil. Rafinha também terá que pagar R$ 30 mil por cada menção que fizer a Apae, ou pessoas com deficiência de forma de maneira degradante, por palavras, escritos, objetos, gestos ou expressões corporais. Cabe recurso.

Além disso, o juiz determinou a expedição de ofícios às Lojas Americanas, FNAC, Submarino, Saraiva e Livraria Cultura, para que não comercializem o DVD.

Cancelamento de exposição no Rio deixa artista norte-americana chocada

FONTE: Estadão

 

Fotógrafa Nan Goldin, que teve mostra vetada pelo Oi Futuro, no Rio, fala sobre os limites da arte e o perigo representado pela ingerência do mercado no que é exibido

Roberta Pennafort/RIO

A fotógrafa norte-americana Nan Goldin já não sabe mais se vem ao Brasil no início de 2012 para aquela que será sua maior exposição por aqui. Está chocada com o veto do Oi Futuro, instituição que patrocina a mostra (agora transferida para o Museu de Arte Moderna da cidade), a fotos que mostram crianças "num ambiente acolhedor e amoroso" e que integram sua famosa série "A Balada da Dependência Sexual", iniciada em 1976.

Veja também:
link MAM do Rio vai abrigar exposição vetada

Nan Goldin disse estar chocada com o veto do Oi Futuro - Divulgação

Divulgação

Nan Goldin disse estar chocada com o veto do Oi Futuro

A polêmica, reverberada por artistas e críticos no Facebook, se centrou nas imagens de crianças na cama com os pais, que estão sem roupa e se acariciam, e passou também pelas cenas de pessoas se injetando heroína.

Em entrevista ontem à tarde, de Paris, por telefone, a artista foi além: falou dos limites da arte, do perigo de seu controle pelo mercado e de sua percepção do presente e do futuro.

O veto à sua mostra está tendo grande repercussão na comunidade artística do Brasil. Um dos pontos levantados diz respeito à ingerência das empresas privadas em questões artísticas. Você considera isso perigoso?

É perigoso. As grandes empresas são conservadoras por natureza. A política delas não é a mesma que nós artistas apoiamos. Em muitos países exposições são, em sua maior parte, financiadas por essas grandes empresas, o que pode ser um problema. É responsabilidade do artista lutar contra qualquer pressão que possa limitar sua liberdade de expressão. A censura começou a se tornar um problema enorme no fim dos anos 80, com Robert Mapplethorpe e Andres Serrano (artistas que enfrentaram problemas de financiamento por trabalharem com imagens consideradas indecentes). Foi aí que ficou claro que os que tinham o dinheiro tinham o poder de controlar o que estava sendo mostrado.

Então qual seria a solução?

Depois que a conscientização cresceu, por conta desses dois casos, os artistas se tornaram mais ativos politicamente, forçando museus a mudar os programas que excluíam pessoas de cor, mulheres e gays. Eu, por exemplo, me recusei a assinar um compromisso em Nova York em 1989 de não fotografar mais os gays e de não fazer qualquer tipo de trabalho voltado à sexualidade. Com isso, não recebi financiamento.

Por que razão, mais de 20 anos depois de sua primeira exibição, "A Balada" ainda provoca reações fortes assim, na sua opinião?

Mas não provoca, em lugar algum. Não tenho esse problema há muitos anos. O trabalho já foi aceito como uma obra de arte importante. Outras coisas aconteceram e eu fui censurada, mas "A Balada", não.

Como você reagiu ao que houve agora no Oi Futuro?

Fiquei chocada. O Brasil é percebido como um país socialmente livre, de pessoas sem problemas com o corpo, então foi chocante.

Você pensa em não vir mais?

Penso. Ainda não decidi, não posso responder. O apoio da comunidade artística brasileira me tocou, e isso me dá vontade de ir. O que eu sei é que a exposição vai acontecer, em fevereiro. Iria em janeiro, mas não sei como me sinto sobre isso tudo.

O cancelamento suscitou a discussão sobre as fronteiras da arte. Essa questão ainda se justifica, a seu ver?

A arte deve empurrar as fronteiras, essa é a sua natureza, é uma das razões pelas quais a arte precisa existir. O papel da arte é questionar, seja ela conceitual, experimental ou política. Tem que ser radical, seja questionando a sociedade, a diferença de gêneros. Não deveria ser limitada por fontes de financiamento nem pelo mercado, nem ter de pensar no status quo. Mas tudo é limitado pela questão do dinheiro. Não é o que a arte deve ser. Se a arte é controlada pelo mercado, como parece ter sido o caso, ela se compromete, e isso tira sua integridade.

As fotos com as crianças são consideradas problemáticas, porque feririam o Estatuto da Criança e a Adolescente do Brasil. Ninguém me explicou até agora: do que trata a legislação?

É uma lei protetiva específica, que existe há 20 anos e que proíbe a exposição de menores a cenas tidas como pornográficas.

Uau, eu não sabia... Essa lei funciona? Numa sociedade com tantas crianças na rua, que têm de fazer de tudo para sobreviver? Eu já fui ao Brasil três vezes. Soube que houve um massacre pela polícia quando as crianças dormiam (chacina da Candelária, em 1993). Elas não estão recebendo apoio. Alguns artistas apoiam, como Carlinhos Brown, com seu projeto com música. Não faz qualquer sentido. Estão criando problema com fotos de crianças que são filhos de amigos meus há 20 anos, que estão num ambiente acolhedor e amoroso, onde há sexualidade, enquanto há crianças na rua, se prostituindo e fumando crack. Qual é o problema mais sério? Ninguém pode apontar uma foto minha em que a criança não sabia que estava sendo fotografada, ou que esteja sofrendo abuso.

Como você vê essas fotos hoje, que relação afetiva tem com estas imagens?

As pessoas retratadas se orgulham de fazer parte de "A Balada". As crianças que hoje são adultas não se arrependem. Nenhuma delas. Uma ou outra pessoa se incomoda ao ver seu passado mostrado, e nesse caso não incluo mais no slide show. Antes de um livro, ligo para todos os que ainda estão vivos (vários morreram em decorrência da epidemia de Aids dos anos 80) para ter certeza de que eles querem estar no livro. A minha integridade é uma das coisas mais fortes da minha vida e no meu trabalho. É muito fácil explorar pessoas com a fotografia.

Para você, o que significa este episódio?

O mundo está regredindo. A tecnologia está tirando das pessoas as emoções reais. Não sei como isso se reflete nessa situação, mas vejo que o mundo é totalmente diferente daquele em que eu cresci. Que bom que eu estava viva nos anos 60, 70 e 80, porque isso significa que eu não cresci orientada por um computador.

Nas redes sociais, questiona-se o uso do termo "censura".

Em inglês, a palavra é essa. Talvez não o seja no contexto brasileiro, ou da Argentina ou da Espanha, que tiveram ditaduras, talvez pareça exagerado. Mas para mim, que venho de uma sociedade supostamente livre e democrática, a palavra é exatamente essa. As pessoas estão olhando preto no branco, não estão vendo as nuances dessa história, o que é perigoso.

Os artistas estão ironizando o fato de o "censor" se chamar Oi Futuro.

É um pouco assustador. O futuro já parecia ruim o suficiente.

 

ELEMENTOS EM DESTAQUE

Dentro do grupo Jornal Virtual das Artes do Facebook artistas proporam um boicote completo aos serviçso da oi futuro, por tal entidade além de censurar o trabalho artistico, não respeitou profissionalmente um profissional das artes, marcando e na sequencia desmarcando uam exposição.